Produção queniana de óleo de abacate auxilia no sustento da população aldeã

No ano 2000, cerca de trinta mulheres de Kathangu, uma aldeia a norte de Nairobi, no Quénia, começaram a fabricar sabão e óleo à base de abacate. Graças ao apoio e aos conselhos do Programa Nacional de Agricultura e Pecuária, o seu negócio é um sucesso. A sua comunidade, como muitas na região, dedicava-se essencialmente à cultura do café, mas a quebra dos preços levou-as a procurar outras fontes de rendimentos. As mulheres já cultivavam abacates mas perdiam uma grande parte da colheita devido à ausência de mercado para o seu escoamento. O Quénia produz cerca de 19 000 t de abacates por ano.

Em Kathangu, as mulheres colhem os abacates ainda verdes para a extracção de óleo e demasiado maduros (apanhados do chão) para a produção de sabão.

Cortam os frutos verdes aos pedaços e deixam-nos secar. Seguidamente prensam-nos num saco de pano para extrair o óleo (cerca de 1000 frutos para um jarro de óleo que será vendido a 500 Ksh, ou seja 6,45 €).

Para o sabão, as mulheres esmagam os abacates maduros sem caroço e passam-nos numa peneira de metal. Misturam a esta pasta uma gordura ou óleo de coco e acrescentam um pouco de soda cáustica (hidróxido de sódio NaOH, a substância que serve para desentupir as canalizações) para endurecer. De seguida, cozem a pasta a lume brando mexendo bem e acrescentando perfume. A pasta é então em repouso para arrefecer durante duas e se transformar num sabão, particularmente pelos homens como sabão para barba.

Vincent Agoya, Pambazuka,
Agosto 2002

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