ÓLEO DE MACAÚBA DISPUTA MERCADO COM O DE SOJA

O Que a Imprensa Diz do Coco
12/08 – ÓLEO DE MACAÚBA DISPUTA MERCADO COM O DE SOJA
Depois do milho, algodão, canola, azeite, manteiga, surge — embora ainda com perfil artesanal — um novo rival para o óleo de soja. Trata-se do óleo extraído do coco da macaúba. O novo produto começa a ser explorado de forma ‘racional’, assim como outros recursos naturais, pela Cooperativa Grande Sertão, localizada na região de Montes Claros, em Minas Gerais.

A cooperativa que produz polpa de frutas iniciou um projeto para industrializar o óleo de coco de macaúba e assim reduzir o preço final do litro do produto, de forma a torná-lo competitivo dentro do chamado ‘nicho dos óleos especiais’.

Apesar da versão soja liderar as vendas de óleos vegetais — respondendo por cerca de 70% desse mercado que movimenta anualmente algo em torno de R$ 3 bilhões —, os especiais já representam cerca de 30% do segmento. A Cargill é a líder, com 31% de participação e a Bunge Alimentos detém 27%, na vice-liderança. Segundo a engenheira agrônoma do Centro de Agricultura Alternativa, Elisa Ramos, o óleo é retirado tanto da massa, quanto da amêndoa do coco. O preço de mercado para o litro do óleo é de R$ 12, em função da produção ainda ser toda artesanal.

“Com a implantação das máquinas, será possível reduzir os custos e baixar os preços para torná-lo competitivo.”

Com uma produção de 3 toneladas/mês do fruto in natura, as prensas da nova máquina que será instalada na fábrica da cooperativa terá capacidade para processar 100 quilos de massa por hora. Segundo o gerente-comercial da cooperativa, Waldomiro da Silva, o óleo de macaúba tem fins alimentícios e pode perfeitamente substituir o de soja, na alimentação humana. “Iniciamos estudos para saber as propriedades nutricionais do óleo da macaúba”, afirma o coordenador da Grande Sertão, José Leles. Além disso, também será montada uma fábrica para produção de sabão.

“Os resíduos podem ser usados ainda como ração para suínos, aves, bovinos e caprinos”, afirma o gerente da cooperativa.

Silva explica que o óleo de macaúba também pode ser usado como lubrificantes para máquinas, combustível, em substituição ao óleo diesel, como carvão, piche, entre outros. Segundo Leles, a palmeira macaúba apresenta grande potencial para produção de óleo com vasta aplicação nos setores industriais e energéticos, com vantagens sobre outras oleaginosas, principalmente com relação à sua maior rentabilidade agrícola e produção total de óleo. O grande desafio agora, segundo Leles, é transformar a atividade hoje extrativa em um cultivo racional. Segundo os cooperados, para o surgimento de empreendimentos industriais mais ousados, é necessário substituir a atividade extrativa do coco da macaúba por cultivos racionais, possibilidade que ganha impulso com a busca de alternativas em face da crise energética atual. Por um lado, no Estado de Minas Gerais ocorrem grandes populações de macaúba, apontadas como economicamente promissoras. De outro, a exploração dos povoamentos existentes é feita de forma extrativa e com baixa produtividade.

A instalação de lavouras comerciais convive com dificuldades na quebra de dormência da semente — período em que permanece no solo antes de germinar — e no baixo crescimento inicial, além do desconhecimento de suas exigências ecológicas. Formada por cerca de 300 pequenos agricultores daquela região, a Grande Sertão deu o primeiro passo para mudar essa realidade. A entidade retira da natureza o sustento para aproximadamente 1.200 pessoas.

Data Edição: 12/08/03
Fonte: Panorama Brasil

Qua, 2 de Jun de 2004 3:09 am
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