Em 2002 os Açores já se preocupava com melhor aproveitamento das plantas nativas. E o Brasil?

Açores não aproveitam bem as plantas endémicas
Ambiente »29:08:02

Os Açores possuem plantas endémicas com alto valor comercial que estão na rota das atenções de investigadores nacionais e estrangeiros. Isto mesmo vai ser tratado num simpósio internacional em Lisboa, de 4 a 7 de Setembro.

Ana Cristina Figueiredo, investigadora da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em biotecnologia, realça o valor das plantas endémicas dos Açores para a aromaterapia e afirma que o assunto pode e deve merecer a atenção dos investigadores. No simpósio a realizar em Setembro estará presente Jorge Medeiros da Universidade dos Açores que tem realizado estudos sobre os óleos de algumas plantas, nomeadamente o incenso e a conteira.
Ana Cristina Figueiredo disse ao “Correio dos Açores” que há plantas, mesmo consideradas infestantes, “nas quais tropeçam quase todos os dias e que poderiam ter aproveitamento comercial. “Devíamos potenciar a nossa flora aromática , rica em plantas com óleos essenciais que podiam explorar e temos de conservar “acrescenta a investigadora que à Lusa acrescentou que a aromaterapia é uma das aplicações mais em voga dos óleos essenciais das plantas, conseguindo efeitos medicinais com resultados comprovados.
Jorge Medeiros acrescentou que, nos Açores, neste momento, as investigações ainda estão numa fase inicial, mas já há resultados laboratoriais que permitem concluir das potencialidades de algumas plantas.
Como se sabe, a conteira é uma infestante presente em quase toda a ilha e de acordo com a professora da Universidade de Lisboa, o seu aproveitamento poderia contribuir para o seu controlo, sem a extinguir.
Vulgarmente entendida como a arte de recorrer aos aromas para tratar a mente, o corpo e as emoções, a aromaterapia tem a sua face mais visível nas tão usadas “velas de cheiro”, ou nos cremes, o que não invalida resultados terapêuticos comprovados, diz a investigadora.
“ A dermatologia recorre muitas vezes à aromaterapia, já que a exposição a determinados aromas tem benefícios na cicatrização de tecidos”.
Em determinados casos, e no caso do Continente, como os portugueses não aproveitam os óleos das folhas e caules de certas plantas, são os Espanhóis a vir fazê-lo, uma situação que pode ser invertida, caso se incremente este tipo de actividade.
“Devíamos explorar, conservar e reconhecer esta flora antes que ela desapareça, como tantas vezes acontece, disse Ana Cristina Figueiredo que referência estudos, feitos em colaboração com outros países, nomeadamente os EUA, sobre a matéria que agora vai ser abordada no simpósio internacional.

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