Monthly Archives: Outubro 2009

Psyllium – Planta medicinal rica em Óleos Essenciais favorece a saúde intestinal e pode favorecer o emagrecimento saudável

O Psyllium

1.Histórico do Psyllium

O psyllium cujo nome científico é Plantago psyllium L., pertence a família Plantaginaceae.
O psyllium é uma erva que mede menos de 50 cm e produz flores brancas, agrupadas em espigas na ponta de pequenas hastes. Cresce espontaneamente nos solos áridos e arenosos do Mediterrâneo.
Seu nome deriva do grego psylla (pulga), referindo-se a semelhança de suas sementes com este inseto.
O seu uso foi popularizado com o advento dos árabes e persas na Índia e começou a ser utilizada pelos europeus no início do século XIX.
Com exceção da casca da semente, onde encontra-se grande quantidade de fibras, as demais partes não tem uso medicinal.

2.Mecanismo de ação do Psyllium

O psyllium possui na sua constituição L-arabinose, D-xilose e ácido galacturônico, mas seus principais constituintes são as fibras, mucilagens e óleos.
As mucilagens presentes na composição do psyllium absorvem considerável quantidade de água, aumentando o volume fecal que por sua vez aumenta o lúmen intestinal. Há uma redução da pressão intraluminal reduzindo a possibilidade de formação de divertículos.
Seus efeitos ultrapassam o âmbito intestinal. Retarda tanto o esvaziamento gástrico como a absorção de glicose a partir do intestino delgado.
Devido a sua indigestibilidade, as fibras alcançam o cólon praticamente inalteradas, causando aumento no volume de conteúdos colônicos com conseqüente ativação da motilidade propulsora. Seus óleos também favorecem a propriedade laxativa.
O psyllium normaliza o tempo de trânsito intestinal, aumentando ou diminuindo este tempo, conforme a necessidade.
Favorece o amolecimento das fezes e reduz a necessidade de esforço para evacuação, atividade muito útil em casos de hemorróidas.
Em estudos realizados demonstrou possuir a propriedade de reduzir o colesterol sérico total, reduzindo o LDL-colesterol e aumentando o HDL-colesterol.
Quando ingerido antes das refeições pode reduzir a sensação de fome.

3. Indicações do uso do Psyllium

O psyllium age como um laxativo mecânico suave, emoliente e demulcente.
É indicado em casos de obstipação crônica, coadjuvante da evacuação intestinal em casos de hemorróidas, gravidez, convalescença, períodos pós-operatórios e senelidade. Também em colites e diverticulites.
O psyllium também é indicado como complemento em dietas de emagrecimento, tendo em visto que sua ingestão antes das refeições favorece a um aumento na sensação de saciedade, bem como liga-se a moléculas de carboidratos simples impedindo sua absorção a nível intestinal.

4.Contra-indicações do uso do Psyllium

O uso do psyllium é contra-indicado em casos de cólicas abdominais de origem desconhecida. Em constrição ou estenose intestinal.
Não há qualquer contra-indicação de seu uso durante a gestação e lactação, sendo inclusive recomendado durante a gravidez nos casos de constipação intestinal.

5. Leitura complementar

O efeito benéfico da ingestão de fibras solúveis é um fato amplamente conhecido. O Psyllium que é uma fibra solúvel extraída de uma planta ( Plantago psyllium ou Plantago areana ou Plantago ovata). O Psyllium por ser rico em fibra do tipo solúvel possui uma enorme capacidade de reter água, a esta característica chamamos de capacidade hidrófila, que no caso do Psyllium a relação é para cada grama da fibra ocorre uma retenção entre 10 gramas de água. Por causa desta enorme capacidade de reter água, conseqüentemente o Psyllium forma um gel viscoso, capaz de ligar-se a moléculas tais como, proteínas e carboidratos simples (açúcares).
O Psyllium também foi estudado por RIGAUD et al. (1998) em relação aos seus efeitos sobre a saciedade em dietas de baixa caloria. No estudo verificou-se que pelo fato de ocorrer um aumento na viscosidade do alimento quando em contato com as fibras solúveis do Psyllium, reduz-se conseqüentemente a interação entre os nutrientes dos alimentos e as enzimas digestivas, e com isto também ocorre um retardamento na absorção de alguns substratos energéticos pelo intestino.
Outro importante efeito do Psyllium, refere-se a capacidade laxativa, uma vez que ele facilita a propulsão do cólon, bem como permite que as fezes tornem-se mais úmidas do que com outras fibras. Um estudo de MARLETT et al. (2000) verificou que o gel do Psyllium escapa da fermentação microbiana ao contrário do que ocorre com outras fibras viscosas.
O efeito do Psyllium sobre às doenças crônico-degenerativas, foi analisado em 2000 por ANDERSON et al. onde ocorreu uma suplementação de Psyllium por longo prazo (26 semanas) na dieta de homens e mulheres com hipercolesterolemia (colesterol alto ). O resultado foi um decréscimo de 4,7% do colesterol total e 6,7% do colesterol-LDL do grupo do Psyllium em relação ao placebo. Um outro estudo ANDERSON et al. foi realizado com homens com diabetes tipo 2 e hipercolesterolemia por 8 semanas, e neste estudo também a suplementação com Psyllium mostrou-se eficaz no grupo tratado com Psyllium em relação ao grupo tratado com placebo.
Concluindo, o Psyllium é uma ferramenta adicional na alimentação das pessoas que apresentem problemas de função intestinal, devido a sua capacidade laxativa , ou pessoas que estejam ingerindo dieta baixa caloria e com isto necessitem aumentar a saciedade, e porque não falar em relação a prevenção de doenças crônico-degenerativas, entretanto a indicação de uso não deve ser indiscriminada e preferencialmente deve ser seguindo as recomendações de um médico ou nutricionista

 

.https://i2.wp.com/www.nyu.edu/classes/bkg/forklore/archives/psyllium-seeds.jpg As sementes do psyllium

 

Manjericão pode substituir pau-rosa na produção de perfumes

Manjericão pode substituir pau-rosa na produção de perfumes

O pau-rosa (Aniba rosaeodora), árvore nativa da região amazônica e que corre risco de extinção, está recebendo o apoio de um pesquisador de Campinas (SP) pela sua preservação. Essa árvore durante décadas foi largamente explorada para extração do linalol – óleo essencial responsável pela fixação de perfume, usado principalmente na produção do Chanel no. 5. Agora o pesquisador Nilson Borlina Maia, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), descobriu que o manjericão, bastante utilizado na culinária, também produz essa substância e pode evitar a extinção do pau-rosa. “Assim como a aquisição de casacos de pele diminuiu em função de campanhas, acredito que a divulgação de que os principais perfumes franceses utilizam uma substância extraída de uma espécie em extinção interfira no mercado”, diz o pesquisador.

Segundo cálculos do Ibama, a cada ano são derrubadas 2.000 árvores de pau-rosa para gerar cerca de 50 toneladas de linalol. Anos atrás, o pau-rosa era encontrado em toda a floresta amazônica, hoje existe somente um exemplar da espécie para cada sete hectares da floresta. Apesar de não conter linalol nas mesmas proporções da árvore – no pau-rosa ele representa 80% do óleo essencial enquanto que no manjericão esse percentual fica em torno de 30% – a erva leva vantagem sobre a árvore por ser cultivável. Enquanto a árvore tem um período de maturação de 25 anos para o corte, a erva começa a produzir cerca de um ano após a semeadura.

Fonte de pesquisa: Revista Galileu

Grupo de Estudos de Aromaterapia com Karina Araújo – RJ

?ui=2&view=att&th=1246e2626ed465f1&attid=0.1&disp=attd&realattid=ii_1246e2626ed465f1&zw