Monthly Archives: Novembro 2009

Workshop de ervas medicinais no Parque Ambiental do Alambre – Arrrábida, Portugal

O Parque Ambiental do Alambre, situado em pleno Parque Natural da Arrábida, organiza no fim-de-semana de 28 e 29 de Novembro o programa Aventura na Arrábida, composto por espeleologia na Lapa do Médico (1º dia) e passeio pedestre Na Crista do Risco (2º dia).

No feriado de 1 de Dezembro, o Alambre acolhe um workshop de Ervas Medicinais, da responsabilidade de Fernanda Botelho.

O Parque Ambiental do Alambre, situado em pleno Parque Natural da Arrábida, organiza no fim-de-semana de 28 e 29 de Novembro o programa Aventura na Arrábida, composto por espeleologia na Lapa do Médico (1º dia) e passeio pedestre Na Crista do Risco (2º dia).
Quem estiver interessado apenas numa das actividades (espeleologia ou passeio pedestre), pode inscrever-se especificamente nela, mediante o pagamento de 15 euros.

No feriado de 1 de Dezembro, o Alambre acolhe um workshop de Ervas Medicinais, da responsabilidade de Fernanda Botelho.
O workshop consistirá na identificação de plantas medicinais e aromáticas, suas utilizações, propriedades e cultivo, espécies silvestres comestíveis e troca de plantas e sementes; confecção de um prato com plantas aromáticas; provas de chás, pequena abordagem à aromaterapia e utilização das plantas no fabrico de pomadas e óleos; saber para que servem os óleos essenciais e os óleos macerados; e fabrico de pomada e sais de banho como sugestões de prendas de Natal caseiras e perfumadas.
As inscrições estão abertas até 26 de Novembro e custam 30 euros por pessoa, com almoço incluído.

De referir ainda que os bungalows do Alambre, com uma lotação máxima de 40 camas, têm uma promoção especial de Natal, com um desconto de 20% para quem lá queira pernoitar entre 1 de Dezembro de 2009 e 3 de Janeiro de 2010. Aceitam-se reservas até 20 de Dezembro de 2009.

20.11.2009 – 1:10

 

FONTE:  ROSTOS.PT

http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=260238&mostra=2&seccao=ambiente&titulo=Parque-Ambiental-do-Alambre-Setubal-Espeleol

Produção de Óleo de eucalipto cada vez mais forte em Minas Gerais

Em função do crescente interesse dos produtores na produção de eucaliptos, óleos essenciais tendem a ter produção cada vez maior, o que pode baratea-lo ainda mais. Por outro lado, observa-se que para a natureza não há qualquer vantagem – A desertificação de Minas só vai acelerar.

Confiram a matéria, com foco agroeconômico.

FONTE: UAI ECONOMIA

http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2009/11/20/noticia_economia,i=136654/PLANTACAO+DE+EUCALIPTO+SUPERA+A+DE+CAFE+EM+MINAS.shtml

 

Plantação de eucalipto supera a de café em Minas

Marta Vieira – Estado de Minas

Paola Carvalho – Estado de Minas

Publicação: 20/11/2009 06:29 Atualização: 20/11/2009 07:46

Plantação em Grão Mogol, no Norte de Minas: área já atingiu 1,5 milhão de hectares - (Euler Junior/EM/D.A Press - 25/03/2009 )
Plantação em Grão Mogol, no Norte de Minas: área já atingiu 1,5 milhão de hectares

O eucalipto está deixando de ser patinho feio para se tornar cisne no agronegócio mineiro. A demanda mundial por celulose da árvore para fabricação de papel avança a passos largos, impulsionada pela China. No Brasil, as siderúrgicas engrossam o coro. Elas estão de olho nas florestas plantadas por pequenos produtores rurais porque querem uma produção sustentável, que não dependa das importações de carvão mineral, mais poluente que o vegetal. Essa busca fez com que o eucalipto atingisse uma área de quase 1,5 milhão de hectares em Minas Gerais, ultrapassando a cultura mais tradicional do estado, o café, cujas plantações ocupam hoje 1,1 milhão de hectares, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“No primeiro semestre de 2009, a China aumentou em 68% as importações de celulose, enquanto os mercados desenvolvidos apresentaram queda próxima de 20%”, diz o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho. Ele chama a atenção para a preferência pelo eucalipto. “Em 2008, enquanto a demanda mundial por celulose subiu algo próximo de 1,3%, a demanda por celulose de eucalipto cresceu 13%, 10 vezes mais”, compara.

O Brasil, e Minas Gerais especialmente, avança nesse cenário. Segundo a pesquisa do IBGE, em 2008 Minas ultrapassou o Paraná e assumiu a liderança nacional no valor bruto da produção da silvicultura (florestas plantadas) e extração vegetal (vegetação nativa). Atingiu a cifra de R$ 2,54 bilhões. O estado é agora o maior produtor nacional, participando com 78% da produção nacional da silvicultura e com 18% da extração vegetal. “Interessante é que a produção de carvão proveniente de vegetação nativa apresentou queda de 4,9% em relação a 2007, enquanto a da silvicultura aumentou 7,9%”, salienta o supervisor de pesquisa agropecuária do IBGE, Humberto Silva Augusto. Segundo ele, o aumento poderia ter sido ainda maior se não fosse a crise.

Com uma participação modesta – de apenas 3% – no mercado mundial de celulose e madeira serrada de origem renovável, o Brasil tem grandes chances de ocupar mais espaço nesse novo filão, sustenta Bernardo de Vasconcellos, presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS). Para ter uma ideia da baixa representatividade brasileira, a Finlândia, país de dimensões bem menores, detém 8% das vendas mundiais. “Poucos países têm condições de produzir madeira de origem limpa, mas todos têm de consumir. O Brasil domina a tecnologia em genética e cultivo de florestas e o nosso índice de produtividade é seis vezes maior que a média no mundo”, afirma o executivo.

Vasconcellos lembra que o uso da floresta plantada foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como sistema capaz de gerar os chamados créditos de carbono, enquanto mecanismo de produção movido a combustível renovável. A floresta captura mais carbono do que produz e libera oxigênio em proporções superiores. “A sociedade vem tomando conhecimento de que precisamos defender o que temos de florestas nativas, e cada hectare de eucalipto plantado ajuda a preservar cerca de 10 hectares dessas florestas nativas. O índice de desenvolvimento humano progride significativamente nas áreas onde temos as atividades florestais”, afirma o presidente da Câmara da Indústria de Base Florestal da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Antônio Claret de Oliveira.

O cultivo de eucalipto mudou a rotina dos moradores de Paraopeba (Região Central), a 97 quilômetros de Belo Horizonte. Luiz Fernando Figueiredo, proprietário da Fazenda Capão da Ema, é um deles. Dedicava-se à pecuária de leite, atividade que nunca rendeu bom retorno financeiro, até que em 2002 aderiu a um programa do governo e iniciativa privada. “Plantei no pasto degradado, com mais de 20 anos de pisoteio de gado, e preservei a mata nativa. Foi uma ótima aposta. Comecei com 27 hectares e já tenho 140 hectares plantados.” Depois de sete anos, momento do primeiro corte, e após R$ 68 mil em investimentos (R$ 2,5 mil por hectare), ele negocia a sua produção de eucalipto por R$ 700 mil. “Com a pecuária, não chegaria nem no pé disso”, afirma.

Figueiredo aponta ainda como vantagem a flexibilidade de negociação dentro do setor. “Se as siderúrgicas estão em crise, posso vender para a indústria moveleira, construção civil (postes e mourões), casca para alambiques e folhas para óleos essenciais. Não preciso ficar restrito ao carvão”, exemplifica. Ele conta que quase toda a vizinhança se dedica ao mesmo negócio, o que está transformando o município de Paraopeba em mais um polo moveleiro de Minas. “A gente estima que o apagão florestal, previsto para 2017, seria adiado para 2020 com a ajuda dos produtores rurais”, observa. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a cadeia produtiva florestal gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos em Minas.

Óleo essencial de lírio!

6 de outubro de 2006

Flor de Holambra inspira perfume
Vilma Gasques

As flores de Holambra, na região de Campinas, agora já não são
comercializadas apenas para decoração. Num projeto com investimentos
que chegam a R$ 5 milhões, o Boticário coloca no mercado amanhã o
Lily Essence — a primeira eau de parfum da empresa, que tem como
matéria-prima uma variedade produzida pela Fazenda Terra Viva, uma
das maiores da região.

A empresa pesquisou o processo artesanal de produção de perfumes
extinto no mundo e conhecido como enfleurage para desenvolver esta
fragrância. Esta técnica é utilizada para a obtenção de óleos
essenciais das flores e data da Antiguidade. Embora tenha sido muito
usada, ela passou por um processo de sofisticação e aprimoramento e,
por ter custo elevado, deixou de ser praticada desde 2002.

Durante o processo de pesquisa para se chegar ao perfume ideal, o
Boticário descobriu o Lírio Stargazer, produzido pela Terra Viva. “A
descoberta do lírio perfeito para a produção de Lily Essence veio
após uma visita da equipe do Boticário a Holambra. Encontrada a
espécie única, com um perfume muito feminino, os profissionais da
empresa perceberam que tinham a chance de acompanhar todo o ciclo
produtivo de um perfume”, diz Israel Feferman, diretor de Pesquisa e
Inovação do Boticário.

Pela primeira vez no Brasil foram plantadas flores especialmente
para o uso em perfumaria. A produção do óleo essencial do lírio —
que recebeu o nome comercial de Lily Oil Botica — está sendo feita
na fábrica do Boticário, em São José dos Pinhais (PR), em um espaço
específico que abriga o desenvolvimento da técnica. As flores chegam
na fábrica ainda fechadas e desabrocham para que o perfume seja
capturado pelo processo de enfleurage.

De acordo com Feferman, o resgate do processo milenar de extração de
óleos essenciais feito pelo Boticário permitiu a abertura de um
mercado promissor para os produtos de Holambra. “A parceria foi tão
bem-sucedida que já estamos pensando em novos projetos”, diz.

“Este lançamento tem um significado muito especial para o Boticário,
que fez muitas pesquisas para identificar oportunidades de ingresso
no mercado de luxo, de produtos mais sofisticados. E este foi um
momento certo, pois já estamos pensando no aumento de vendas que
acontece no setor no final do ano”, ressalta.

Em 2005, a perfumaria fina no Brasil movimentou US$ 80 milhões, o
que representou um crescimento de receita de 22,5%. Diante desse
quadro, o Boticário aposta no Lily Essence como uma grande
oportunidade de crescimento da marca.

Apesar de não divulgar os números da produção da Fazenda Terra Viva,
o gerente de Exportação de Flores da empresa, Ralph Bekker diz que
com a parceria, 10% da produção da Terra Viva é destinada à
perfumaria. “Já produzíamos lírios de várias espécies, mas sempre
pensamos somente na decoração. Agora sabemos que há um potencial em
outro segmento. E já pensamos em ampliar a produção”, revela.

Artesanal

Para tornar o desejo de produzir o óleo essencial da flor em
realidade, o Boticário fez uma parceria também com a Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) e, por meio os pesquisadores da
Divisão de Agrotecnologia, desenvolveram o processo mais moderno de
enfleurage, que não utiliza gordura animal — premissa do Boticário.
Nesta nova técnica, as flores são colocadas em caixas e tampadas com
uma placa coberta de gordura. A gordura não toca as pétalas, mas
retém todo o seu perfume. Após algum tempo, a gordura é lavada em
álcool e, em seguida, é feita a purificação do óleo essencial.

“Neste interessante projeto com o Boticário tivemos a oportunidade
de usar a pesquisa da melhor forma possível, ou seja, interagindo
com o setor produtivo para o lançamento de um produto. A pesquisa
partiu de uma idéia ousada, a qual tinha como base o resgate do
processo de obtenção de aroma no processo de enfleurage. A equipe da
divisão de Agrotecnologia aceitou o desafio e conduziu ensaios
intensos que definiram a matéria-prima, os equipamentos e o processo
a ser transferido para a escala industrial”, conta Pedro Melito de
Magalhães, professor da Unicamp.

fonte: http://www.cosmo.com.br/economia/integra.asp?id=169985

Uxi-Amarelo (Edopleura uchi – Humiriaceae)

SOLAMENTO E IDENTIFICAÇÃO ESTRUTURAL DOS CONSTITUINTES
QUÍMICOS DE Endopleura uchi (HUMIRIACEAE)

Josiane de Souza Luna (PG), Taciano Marcolino da Silva (IC) , Edson de Souza
Bento(PQ), Antônio Euzébio Goulart Sant’Ana (PQ)

Departamento de Química – Universidade Federal de Alagoas

Palavras-chaves: Humiriaceae, Endopleura uchi, bergenina,
8,10-dimetoxibergenina

A família Humiriaceae é constituída por 8 gêneros a saber: Duckesia,
Endopleura, Hylocarpa, Humiria, Humiriastrum, Sacoglottis, Shistostemon e
Vantanea. Estes gêneros possuem cerca de 50 espécies1 e têm despertado a
atenção devido as suas atividades biológicas. Da espécie Vantanea peruviana
utilizada na medicina Indígena para o tratamento de reumatismo foram
isoladas duas substâncias: 4′-O-methyl-(-)-epigalocatequina e
epipelargonidina-(4b®8)-4′-O-methyl-(-)-epigalocatequina2. Atividade
hepatotóxica foi verificada em Sacoglottis gabonensis3. Com base em estudos
etnobotânicos tomamos para estudo a espécie Endopleura uchi. A literatura
não registra estudos químicos realizados com nenhuma espécie deste gênero.

O objetivo deste trabalho foi isolar e realizar a elucidação estrutural dos
constituintes químicos de Endopleura uchi através de dados espectroscópicos.
O caule da espécie Endopleura uchi coletado no estado do Pará foi seco,
finamente dividido e extraído com etanol (95%) em aparelho de Soxleht. O
material recolhido teve seu volume reduzido à vácuo em aparelho rotatório
até a obtenção do extrato bruto seco. O resíduo foi suspenso na mistura
metanol:água (60%) e extraído sucessivamente com hexano, clorofórmio,
acetato de etila e metanol. A fração clorofórmica após concentrada foi
submetida a filtração em sílica gel usando gradiente de eluição
clorofórmio/metanol. Sucessivas cromatografias em coluna de sílica
utilizando-se clorofórmio, metanol e misturas destes, monitoradas por
cromatografia em camada delgada de sílica, permitiram o isolamento de quatro
sólidos brancos denominados ENU-1, ENU-2, ENU-3 e ENU-4 após
recristalizações. ENU-1 é o produto principal do extrato total. As quatro
substâncias foram submetidas a análise espectroscópica no infra-vermelho,
ultra-violeta e ressonância magnética nuclear de 1H e 13C uni e
bidimensional. Até o momento a análise permitiu a elucidação estrutural dos
sólidos ENU-1 e ENU-3.
O espectro de RMN1H de ENU-1 em DMSO-d6 apresentou um sinal simples de
metoxila a d 3,770 e um sinal simples de um próton aromático a d 6,998. O
espectro apresentou ainda sinais relativos a prótons hidroxílicos aromáticos
a d 9,752 e a d 8,443 e alifáticos a d 5,641, d 5,426 e d 4,910 comuns para
prótons hidroxílicos quando o espectro é registrado em DMSO-d6. O espectro
de RMN13C de ENU-1 mostrou um sinal de carboxila a d 163,400 e o espectro de
DEPT-135o revelou a existência de um grupo metileno a d 61.110
característico de -CH2OH de açúcares. O espectro na região do infra-vermelho
usando-se KBr como solvente indicou a presença de grupo hidroxila e de um
grupo carboxila na molécula provavelmente relativo a um éster ou lactona. A
análise de todos os dados espectrais de ressonância uni e bidimensionais
(1H, 13C , DEPT 90o e 135o, Cosy, Correlação C-H1,2, Noesy e J-resolvido) e
infra-vermelho do composto ENU-1 e comparação com dados existentes na
literatura4 permitiu-nos identificar ENU-1 como a bergenina. A bergenina
está relatada na literatura por sua atividade antiinflamatória e já foi
descrita nesta família na espécie Humiria balsamifera5.
O espectro de RMN1H de ENU-3 mostrou três sinais simples correspondentes a
três grupos metoxilas d 3,909; d 3,890 e d 3,870 duas das quais estão mais
desprotegidas d 3.909, d 3.890. O espectro mostrou ainda um sinal simples de
próton aromático a d 7.441. O espectro de carbono-13 e DEPT 135o e 90o
mostraram-se similares aos de ENU-1 diferindo apenas na presença de sinais
para mais dois grupos metoxilas. O espectro na região do infra-vermelho
usando-se KBr como solvente indicou a presença de grupo hidroxila e grupo
carboxila na molécula provavelmente de um éster ou uma lactona . A análise
dos dados espectrais permitiu-nos propor para ENU-3 a estrutura da
8,10-dimetoxibergenina ainda não descrita na literatura. A confirmação de
ENU-3 como a 8,10-dimetoxibergenina foi obtida por metilação da bergenina
com sulfato de dimetila e com diazometano.

Referências Bibliográficas
1-Watson, L., and Dallwitz, M. J., (1992 onwards). The Families of Flowering
Plants: Descriptions, Illustrations, Identification and Information
Retrieval.
Version: 19th August 1999.
2-Noreen Y., Serrano G.; Perera P.;Bohlin L. Flavan-3-ols isolated from some
medicinal plants inhibiting COX-1 and COX-2 catalysed prostlagandin
biosynthesis. Plant Med 64: (6) 520-524 (1998).
3-Udosen EO, Ojong AS. Hepatotoxic activity of Sacoglottis gabonensis in
rats.
Pharm Biol 36: (5) 368-371 (1991).
4-Jáhodar, L.; Kolb, I. and Lycka, A. Fitoterapia, 63 (3), 260-261 (1992).
5-Harborne J.B.; Baxter H. Phytochemical Dictionary. A handbook of Bioactive
Compounds from Plants. Taylor e Francis. London. Washington DC. 1993.
Capes, CNPq

Óleo de Chalmugra (Carpotroche braziliensis / Sapucainha)

A ERA CHALMÚGRICA

A utilização dos óleos chalmúgricos na antigafarmacopéia
hindu e chinesa era preconizada paradoenças de pele, especialmente para a
hanseníase.6

Seu uso na medicina ayurveda, na Índia, remonta hámais de 2.000
anos e é relacionado à lenda queconta a cura da hanseníase do príncipe Rama
(de Benares) e da princesa Piya pelos frutos da árvorekalav.7No Ocidente
tornou-se conhecido a partirdos relatos de Mouat em 18546,*e começou a ser
utilizado em finais do século 19 no tratamento de váriasdoenças, entre as
quais a tuberculose e a hanseníase.6,8O óleo de chalmugra é obtido desementes
dos frutos de plantas da família Flacourtiácea. Inicialmente acreditava-se
que fosse originário de plantas do gênero Gynocarpus, tendosido mais tarde
esclarecido o fato de que original-mente provinha do Hydnocarpus
kurzii.1,7

As plantasprodutoras desse óleo são encontradas nas
florestastropicais asiáticas, na Índia, Sri Lanka, península1925 – 2005
Evolução e estado atual daquimioterapia da hanseníase*1925 – 2005 Evolution
and current status ofleprosy chemotherapy*Marcelo Grossi Araújo1*Mouat FJ.
Notes on native remedies. Indian Ann Med Sci.1854;1:646-652. Apud 6

Page 2
An Bras Dermatol. 2005;80(2):199-202.200Araújo MG.Indo-China, Filipinas e
Indonésia.6 No Brasil, foi identificada a espécie Carpotroche braziliensis,
conhecida por sapucainha.7Os derivados chalmúgricos vieram como
alternativa aos antimoniais, arsenicais e iodo, entre outros.

1,7As plantas produtoras do óleo passaram a sercultivadas em várias regiões do mundo, o
Brasil incluído. A identificação posterior da C. braziliensisfez com que essa se tornasse a principal fornecedorada substância ativa no país.7O óleo chalmúgrico era obtido pela prensa das sementes e a posterior saponificação,
pelo hidróxido de sódio. Entre os ácidos graxos obtidos estão os ácidos chalmúgrico e o ácido hydnocárpico, que diferem ligeiramente em suacomposição química e em seu poder de desvio óticoda luz polarizada.6,7Sua utilização
era feita por meiode fórmulas magistrais, como a de Brocq e Pomaret,citada por Ramos e Silva:1Óleo de chaulmoogra70ccEucalyptol 30ccPara injeções intra-musculares.A indústria farmacêutica local desenvolveuvários produtos e as multinacionais produziram,entre outros, o Alepol, Moogrol(Burroughs-Welcome),6Antileprol(Bayer). Na realidade, o tratamento chalmúgrico representou a primeira possibilidade concreta para o arsenal
terapêutico dahanseníase. Foi empregado por via oral, abandonada pelos efeitos irritantes para o trato gastrointestinal,parenteral (intramuscular ou endovenosa) e emforma de aplicações intralesionais conhecida como plancha.

Esta última modalidade teve muitos adeptos e era considerado eficaz na regressão de lesões pau-cibacilares.7,9,10Seu mecanismo de ação não era conhecido. Acreditava-se que estimularia a ação das lípases séricas na parede bacteriana facilitando a lise domicroorganismo.1,8,11De Mello, em 1925, consideravatambém um possível efeito imunoestimulador11ealguns autores sugeriam que, no caso do tratamentointralesional, o trauma mecânico seria
responsávelpor essa estimulação.9Embora tivessem seu uso largamente difundido, muitos questionamentos foram feitos desde aintrodução dos derivados chalmúgricos no arsenalterapêutico da hanseníase. Bechelli, Rotberg, em1951, mostraram a grande discordância entre osdiversos autores em relação aos resultados obtidoscom esse tratamento e afirmavam não haver estudos metodologicamente adequados capazes deconfirmar sua eficácia.

Admitiam, entretanto, seuefeito local na melhora de muitas lesões e seu papel no controle, facilitando ou estimulando abusca de tratamento pelos pacientes que antes seocultavam.10A introdução das sulfonas no tratamento da hanseníase a partir das observações de Faget em1941 iniciou o declínio dos chalmúgricos.

12,*A*Faget GH, Pogge RC, Johansen FA, Dinan JF, Prejean BM, Eccles CG. The promin treatment of leprosy. Public Health Rep.1943;58:1729.Apud12

Grupo de Estudos de Aromaterapia Dinâmica – com Karina Araújo!

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Site Aromatologia procura marcas e profissional no Brasil e Portugal

Estamos criando um campo de indicações de terapeutas no site http://www.aromatologia.com.br. Por isso, os que desejarem podem me enviar seus contatos para nós.

Caso você possua ou represente uma marca de aromaterapia de alta qualidade,
também divulgaremos.

E caso você esteja aprendendo e queira informações sobre cursos etc., escreva também.

Um abraço!
Arnaldo V. Carvalho
Aromatologia e Aromaterapia – http://www.aromatologia.com.br
Portal Verde  – http://www.portalverde.com.br

 

 

quem tem marca p´ropria de aromaterapia eu peço que me escreva:
arnie_rj@…, pois estaremos colocando lá na listagem de
linhas de aromaterapia do site http://www.aromatologia.com.br. com os devidos
links para sites, se houver!
abs!
Arnaldo

Curso de Aromatologia em Campinas, SP, com Carla S. Véscovi

Aromaterapia vai muito além de espalharmos “cheirinhos” pela casa, acendermos incensos e velas coloridas… Os óleos essenciais curam, rompem couraças, limpam memórias traumáticas, expandem nossa consciência, suavizam o nosso caminho nos deixando mais alegres, em harmonia. Agem nos convidando ao autoconhecimento, à felicidade.

Se por um lado suas propriedades e composição química atraem cientistas que os estudam em laboratórios do mundo todo, por outro seu valor energético, terapêutico encanta as pessoas seduzidas pelos seus aromas.

Neste curso “experimental”, estaremos valorizando bastante o sentir, as práticas com os óleos, estudando também os componentes químicos que tornam os óleos essenciais tão poderosos.

Conteúdo programático:
– aromaterapia: terapia, ciência, arte
– introdução e histórico
– óleos essenciais: definição, qualidade, extração, propriedades.
– vias de ação
– formas de uso
– bases carreadoras: gel, óleos vegetais, cremes, etc.
– Estudo dos óleos essenciais, verificando sua composição e atuação no corpo físico e nos corpos sutis, propriedades, indicações (doenças tratadas), aromacologia, contra-indicações e formas de uso. Inalação de cada aroma com compartilhamento das experiências.
– Elaboração pelos alunos de borrifadores, sais de banho, cremes para rosto e corpo, “pins” aromáticos, géis, etc. Receitas e modo de preparação.

Data: todas as quintas de novembro: 05, 12, 19 e 26/11 – das 14:30 às 18:30

Investimento: R$56,00 cada encontro – total: R$224,00 – pode ser parcelado

Local: Aromaluz – Essencialmente Você

Rua Frei Antonio de Pádua, 1254 – Guanabara – Campinas – SP
Informações/Inscrições: 19-3242-6844 ou aromaluz@aromaluz.com.br
Focalizador: Carla Scarpeli Véscovi,  terapeuta holística, trabalha com florais, aromaterapia e photocromaterapia.
Obs.: Apostila detalhada com todas as informações do curso, óleos, receitas, preparações, etc.

CATAIA – Pimenta pseudocaryophyllus (Myrtaceae)

UNESP de Registro realiza pesquisa visando extrair óleo essencial da
cataia

No sentido de realizar pesquisas que visam descobrir novos metabólitos
de plantas medicinais da Mata Atlântica foi estudada a Pimenta
pseudocaryophyllus, conhecida vulgarmente como cataia.

A cataia pertencente à família Myrtaceae (outras plantas dessa família
são a goiaba e o eucaliptu, dentre outros). A planta ocorre na região
do Vale do Ribeira, principalmente em áreas de restinga do litoral Sul
do Estado de São Paulo. Na medicina tradicional é utilizada no
tratamento da diarréia e inflamações.

Porém nenhuma pesquisa foi encontrada referente ao isolamento de
produtos naturais desta planta, devido a esse fato, foi iniciado o
estudo envolvendo a caracterização química de metabólitos voláteis de
P. pseudocaryophyllus e suas respectivas aplicações em testes
antiparasitários e antimicrobianos.

O trabalho foi nomeado de “COMPOSIÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADES BIOLÓGICAS
DO ÓLEO ESSENCIAL DAS FOLHAS DE Pimenta pseudocaryophyllus Gomes”,
sendo este trabalho publicado no Congresso de Iniciação Científica da
Unesp, que neste ano foi realizado na FCAV em Jaboticabal (Faculdade
de Ciências Agrárias e Veterinária), nos dias 13 e 14 de novembro de 2006.

A P. pseudocaryophyllus foi coletada no município de Ilha Comprida/SP
e as folhas foram separadas e secas. Em seguida as folhas foram
submetidas ao processo de extração do óleo essencial, com isso obteve
o óleo essencial que revelou a presença de dezoito compostos, com
destaque para o eugenol e metil-eugenol como predominantes.

Com o óleo essencial foi feito bioensaios visando saber o efeito
microbiano do óleo. Entre os testes realizados foi determinado contra
a bactéria Enterococus hirae a concentração de 0,4 mg/ml do óleo
essencial. Os enterococos são microorganismos comensais que atuam como
patógenos oportunistas e que freqüentemente causam infecções em
pacientes hospitalizados. É um dos microorganismos mais comumente
isolados do trato urinário, responsável pela grande incidência de
bacteremia hospitalar.

Além disso, atividades antiparasitárias “in vitro” em promastigotas de
Leishmania (L) chagasi, responsável pela doença de leishmania visceral
em seres humanos foram observadas. A concentração de 500 µg/ml de óleo
essencial da P. pseudocaryophyllus causou uma mortalidade de 100% dos
promastigotas.

Assim os autores afirmam que os estudos até o momento revelam que o
óleo essencial da Pimenta pseudocaryophyllus poderá ser utilizado no
desenvolvimento de novas substâncias bioativas no combate a doenças
antimicrobianas e antiparasitárias.

O trabalho foi realizado pela discente Cybeli Alves de Oliveira sob
orientação do docente Palimécio G. Guerrero Jr. e com a colaboração da
aluna Josilaine Emanuelle do Prado. Para mais informações sobre
metodologia e resultados encontrados entrar em contato pelo e-mail
pali@…

Noni (Mangustão): Constituintes e propriedades

Atividade da fruta madura do noni e dos seus constituents

De acordo com as investigações bioscientific da fruta do noni conduzidas
sobre os cinqüênta anos passados, a fruta madura do noni, os extratos da
fruta madura do noni, e os constituents encontrados na fruta madura do noni
demonstram um plethora de atividades biológicas.

O que se segue é uma lista parcial dos constituintes fitoquímicos da fruta madura do noni, e algumas de
suas atividades biológicas sabidas. Devido à quantidade de informação grande
que é sabida sobre muitos destes constituents, não é prático sumariar dentro
suas atividades completamente.

1-Hexanol – antiseptic
Ácido acetic – bactericide, fungicide
Asperuloside – antiinflammatory, laxative
Aucubin – antioxidant, bactericide, laxative
Ácido benzoic – antiseptic, bactericide, fungicide
Álcool benzyl – anestésico, antiseptic
Ácido caprylic – candidacide, fungicide Damnacanthal – catártico
Eugenol – analgesic, anestésico, antiinflammatory, antiseptic,
cancer-preventivo
Ácido glucuronic – detoxicant
Limonene – anticancer, antitumor, hypercholesterolemic
Ácido linoleic – antiarteriosclerotic, cancer-preventivo, hepatoprotective
Ácido myristic – cancer-preventivo
Noni-ppt – antitumor, immunomodulatory
Ácido oleic – cancer-preventivo
Ácido palmitic – antifibrinolítico
Scopoletin – analgesic, antiedemic, antiinflammatory

Cleansing – a fruta madura do noni contem uma concentração dos
anthraquinones including um chamado damnacanthal, que possuem a atividade
purgative. Isto explica o efeito “cleansing” descrito por muitos usuários.

Nos casos da digestão lenta e retarde bowels moventes, noni pode exercer um
efeito estimulando e desse modo benéfico, ajudando aumentar o peristalsis e
cleanse os dois pontos.

Atividade antiinflammatory – os clientes anecdotal dos efeitos
antiinflammatory que resultam do consumo da fruta do noni são demasiado
numerosos demitir. Os efeitos antiinflammatory do asperuloside, do eugenol e
do scopoletin atual na fruta madura do noni suportariam tal reivindicação.

Outros agentes podem possuir a atividade antiinflammatory adicional.
Atividade immunomodulatory e antitumor – Hirazumi e Furusawa descreveram a
atividade de uma substância polysaccharide-rica do suco de fruta do noni,
noni-ppt. Nos estudos, o noni-ppt demonstrou a atividade immunomodulatory e
antitumor. Os autores sugeriram que o noni-ppt pode ser um agente
suplementar valioso no tratamento do cancer. O ácido de Okadaic na fruta do
noni foi determinado por Asahina et por al aumentar a síntese do fator do
necrosis do tumor.

Brief comments on noni studies

Studies conducted on noni fruit demonstrate antimicrobial activity, and
inhibition of both the Candida albicans virus, and Cryptococcus, a cause of
fungal pneumonia. Sedative and analgesic effects have also been noted. Noni
fruit appears to stimulate the production of T-cells, macrophages and
thymocytes, thereby enhancing immune function. And in animal studies, noni
fruit extended the lives of mice with cancer. However, it is important to
point out that at this time there is no reason to believe that noni fruit
contributes in any way to the mitigation of diabetes, a disease for which it
is increasingly widely employed. Nor should the anti-cancer activity of
various noni constituents lead people to believe that the fruit or its
extracts constitute a successful treatment for cancer.
Which form of noni retains constituents

One of the primary challenges in the field of botanical medicines is to
effectively translate a beneficial traditional folk remedy into a beneficial
shelf stable product. In Polynesia, ripe noni fruit is put into a container,
where it quickly decomposes and ferments. The pungent amber juice which
remains at the top of the fermented fruit is consumed daily as a
prophylactic, to enhance overall vitality and well being. Most people cannot
obtain fresh fermented ripe noni juice. So how can noni be translated
effectively into shelf-stable dietary supplements that work far away from
the islands?

The five enemies of all natural products are heat, light, air, moisture and
time. Any process of noni preparation must minimize these factors,
especially considering that the volatile constituents are unstable and are
easily reduced or destroyed. While drying noni fruit yields a material that
can be powdered and put into dietary supplements, this process subjects the
fruit to all five destructive factors. Bottled noni juices undergo
pasteurization to eliminate the problem of microbial contamination. During
pasteurization, volatile constituents are inevitably reduced. At present the
processing method most likely to yield a beneficial noni fruit product is
lyophilization (freeze-drying). Lyophilization is widely employed in the
pharmaceutical industry to stabilize drugs and extend the lifetime of their
potency. The lyophilization process is a stabilizing procedure in which a
substance is first frozen and then the quantity of the solvent (usually
water) is reduced, initially by sublimation (the primary drying process) and
then by desorption (the secondary drying process) to levels that will no
longer support biological activity or chemical reactions. This process
avoids the five destructive factors, producing a stable material which
retains a greater concentration of active, volatile constituents.