Daily Archives: Novembro 1, 2009

LITSEA CUBEBA (Pimenta-chinesa), May Chang

LITSEA CUBEBA

A planta é nativa da Ásia e cultivada principalmente na China, Malásia e Java. Foi destilada pela primeira vez nos anos 50 e é normalmente utilizada na culinária chinesa.
Litsea cubeba é às vezes chamada de May Chang ou pimenta chinesa. O óleo possui alta concentração de citral, similar à verbena e lemongrass. Por isso compete em popularidade com o lemongrass, porém este último tem efeito mais prolongado.
A Litsea Cubeba tem um forte efeito na psique e é utilizado contra depressão, nervosismo, ansiedade e stress e promove clareza mental.
É um excelente tonificante e auxilia no controle da acne e pele oleosa. Também é bom para dores musculares e tensões relacionadas ao stress.
Litsea Cubeba é usado como ingrediente em sabonetes, spray de ambiente, óleo de massagem, perfumes e desodorantes.
Características:
Nome botânico: Litsea Cubeba
Descrição: uma árvore que cresce até 10 metros, com folhas verdes brilhantes em forma de lança, em troncos finos que carrega flores brancas e frutos verdes redondos e pequenos (do tamanho de grãos de pimenta).
Odor: forte, doce, cítrico
Cor: amarelo palha a amarelo
Método de produção do óleo: através de destilação a vapor dos frutos da Litsea cubeba.
A seguir, exemplos de aplicação da Litsea Cubeba:
a. Spray de Ambiente I
1. Alcool neutro 85%
2. Óleo Essencial Litsea Cubeba 5%
3. Água 10%
Misturar 1 e 2. Adicionar 3 e misturar.
b. Spray de Ambiente II
1. Álcool neutro 85%
2. Óleo Essencial Litsea Cubeba 3%
3. Óleo Essencial Eucalipto Globulus 2%
4. Água 10%
Misturar 1, 2 e 3. Adicionar 4 e misturar.
c. Óleo de Massagem para dores musculares
1. Óleo Semente de Uva 97%
2. Óleo Essencial Litsea Cubeba 2%
3. Óleo Essencial Eucalipto Globulus 1%
Misturar 1, 2 e 3
(O conteúdo deste informativo representa o melhor de nosso conhecimento. Porém, nada aqui mencionado deve ser entendido como garantia de uso.)
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Alecrim-pimenta exportada do Ceará para os EUA

PRONAT – Produtos Naturais Ltda, empresa criada e associada ao Parque de Desenvolvimento Tecnológico da Universidade Federal do Ceará (Padetec), acaba de alcançar um feito inédito para o Estado. Será a primeira empresa cearense a exportar um óleo essencial extraído de planta nativa da caatinga para os EUA.

Trata-se do óleo essencial de Alecrim Pimenta (Lippia sidoides), descoberto em 1974 e extensivamente estudado pelo grupo de pesquisas de óleos essenciais da UFC e Padetec, e cuja composição química e atividade farmacológica despertaram o interesse da empresa AVEDA de Minneapolis, EUA, um dos gigantes da indústria de cosmético mundial.

Os pesquisadores-empresários da PRONAT fizeram a domesticação da planta, a sua multiplicação e finalmente a unidade industrial de extração em Horizonte-Ce e passaram a produzir o óleo em qualidade exigida pelos padrões internacionais. Essa exportação marca o início de uma nova era na produção de óleos essenciais no Ceará.

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Essa notícia é de maio de 2004… E até agora não há óleo de alecrim-primenta ou produtos derivados da planta no mercado.

O que gostaríamos de saber é: Por que praticamente não se encontra o mesmo óleo essencial para venda no Brasil? Como uma planta de tão alto valor medicinal é exportada em quantidade, mas o Brasil não a oferece aos seus próprios habitantes?

Como uma empresa privada se apropria do conhecimento adquirido por uma Universidade Federal e não oferece nenhum tipo de retorno compatível à população do Ceará e do Brasil?

Aguardamos um contato dos responsáveis.

Arnaldo V. Carvalho

Aromatologia e Aromaterapia

Projeto defende cultivo de pau-rosa e produção de óleo das folhas na Amazônia

Projeto defende cultivo de pau-rosa e produção
de óleo das folhas na Amazônia

Texto enviado pelo Coordenador do Projeto: Prof. Dr. Lauro E. S. Barata Laboratório de Química de Produtos Naturais – UNICAMP lbarata@…

Desde o início do século passado, o óleo essencial do pau-rosa (Aniba rosaeodora Ducke) tem sido usado de modo não sustentável e em larga escala, para a produção de linalol e fragrâncias para a indústria de perfumaria, levando o IBAMA a incluí-lo na lista de espécies em perigo de extinção. A produção do óleo essencial é baseada na destruição da árvore, cujo tronco é cortado, reduzido a cavacos e extraído em reatores por arraste a vapor para a indústria internacional de perfumaria e cosmética. Estima-se que meio milhão de árvores de pau-rosa já foram abatidas desde o início da exploração predatória iniciada na década de 30, ou 2 mil árvores abatidas anualmente para a produção de 50 toneladas de óleo.

Mesmo os produtores reconhecem que o estado atual da exploração do pau-rosa levará a extinção da atividade extrativa na região, a institucionalização de práticas ilícitas, e ao empobrecimento maior das 2 mil pessoas envolvidas na produção que no passado empregava 30 mil pessoas. A introdução do linalol sintético no mercado nos anos 80 provocou marcante decréscimo das atividades de extração. Hoje apenas seis produtores continuam em atividade significativa, todos atuando no estado do Amazonas.

O Prof. Lauro Barata do Laboratório de Química de Produtos Naturais da UNICAMP, que foi apoiado pela Bioamazônia e Banco da Amazônia em projeto já finalizado, realizou a prospecção de óleos essenciais de folhas de pau-rosa de cultivos existentes no Estado do Pará e no Amazonas. Verificou que as folhas de pau-rosa de cultivos de diferentes idades, e diferentes condições ecológicas, produzem óleos em rendimento e qualidade similares aos da madeira do pau-rosa. Os resultados desta pesquisa foram apresentados no Workshop Internacional IFEAT, em Buenos Aires, em novembro de 2001, quando amostras de óleo das folhas foram distribuídas às principais empresas internacionais de perfumaria da França, Alemanha e EUA, tendo passado no teste, isto é, os perfumistas apenas aguardam que o óleo seja produzido para incorporá-lo às suas fragrâncias.

O projeto do Prof. Barata, diferencia-se das pesquisas científicas feitas nos últimos 30 anos, pela direta aplicação tecnológica, que deve agregar valor e criar mercado para um novo produto na área de perfumaria, o óleo essencial das folhas de pau-Rosa. Baseado no sucesso das pesquisas e na aceitação inicial do óleo pelas empresas, o Prof. Barata estabeleceu uma cooperação com o Prof. João Ferraz do INPA, em Manaus. Juntos estão apresentando ao Fundo Nacional do Meio Ambiente, projeto de apoio a três produtores tradicionais de óleo de pau-rosa, para o cultivo experimental de pau-rosa e extração do óleo essencial das folhas. Cada produtor utilizará uma área de 30 hectares para plantar 10.000 mudas de pau-rosa consorciadas com mandioca e 2.500 mudas de outras espécies aromáticas.

O óleo essencial será obtido por poda das folhas e extração tradicional por arraste a vapor. O pau-rosa quando podado permite o esgalhamento, o que aumenta muito sua biomassa e conseqüentemente a produção do óleo essencial. Além disso, a poda provocará maior consumo de carbono, o que pode configurar uma zona de seqüestro de carbono. De fato, os produtores-extrativistas estão tão certos do sucesso do empreendimento, que por conta própria já iniciaram o cultivo, de 20 mil árvores de pau-rosa, 2 mil de casca-preciosa, mil de cumaru, 700 de copaíba e 6 mil de andiroba consorciadas ao pau-rosa. O cultivo consorciado com macaxeira, mandioca e outras ervas anuais, poderão pagar parte dos custos fixos. A idéia é permitir que haja um retorno econômico rápido aos participantes, antes do 3º ano – que é quando se espera ter o primeiro teste de extração industrial e venda do óleo essencial das folhas. As espécies consorciadas são familiares às comunidades. Este é um projeto que pretende ser auto-sustentável e deve viabilizar-se economicamente a partir do 5º ano, quando entrará na fase pré-industrial.

Neste ponto, cada produtor estará produzindo cerca de mil litros do óleo essencial de folhas de pau-rosa em cada 30 hectares, que somado ao cultivo de outras espécies, levará a um faturamento de US$ 50.000,00, maior do que o obtido hoje pela destruição da floresta. O preço de venda (FOB) do óleo essencial das folhas do pau-rosa, em razão do apelo ecológico, deve ficar em US$ 50/litro. No atual projeto, serão realizadas as etapas de cultivo, manejo, tratos silviculturais e agronômicos, análise foliar comparativa à análise do solo, sistema de poda de folhas e galhos, extração por arraste a vapor, destilação a vapor d’água, controle de qualidade, análises químicas e sensorial, e estabilização do óleo.

Complementarmente, será realizada a análise da viabilidade técnica e econômica da produção via estudo de mercado para o novo óleo. Para alcançar os objetivos, os pequenos produtores extrativistas são peça chave e no futuro devem ser os protetores das árvores remanescentes de Pau-Rosa para preservá-las como matrizes para clones. São com trabalhos como este, que acreditamos poder reduzir a devastação da Amazônia.

Vice-Coordenador: Prof. Dr. João Ferraz INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia Localização do projeto: Nova Aripuanã, Presidente Figueiredo e Parintins – Estado do Amazonas.
(essa notícia foi dada em abril de 2004 – mas ainda tem sua importância, pois o pau-rosa continua sob ameaça).