Daily Archives: Novembro 21, 2009

Workshop de ervas medicinais no Parque Ambiental do Alambre – Arrrábida, Portugal

O Parque Ambiental do Alambre, situado em pleno Parque Natural da Arrábida, organiza no fim-de-semana de 28 e 29 de Novembro o programa Aventura na Arrábida, composto por espeleologia na Lapa do Médico (1º dia) e passeio pedestre Na Crista do Risco (2º dia).

No feriado de 1 de Dezembro, o Alambre acolhe um workshop de Ervas Medicinais, da responsabilidade de Fernanda Botelho.

O Parque Ambiental do Alambre, situado em pleno Parque Natural da Arrábida, organiza no fim-de-semana de 28 e 29 de Novembro o programa Aventura na Arrábida, composto por espeleologia na Lapa do Médico (1º dia) e passeio pedestre Na Crista do Risco (2º dia).
Quem estiver interessado apenas numa das actividades (espeleologia ou passeio pedestre), pode inscrever-se especificamente nela, mediante o pagamento de 15 euros.

No feriado de 1 de Dezembro, o Alambre acolhe um workshop de Ervas Medicinais, da responsabilidade de Fernanda Botelho.
O workshop consistirá na identificação de plantas medicinais e aromáticas, suas utilizações, propriedades e cultivo, espécies silvestres comestíveis e troca de plantas e sementes; confecção de um prato com plantas aromáticas; provas de chás, pequena abordagem à aromaterapia e utilização das plantas no fabrico de pomadas e óleos; saber para que servem os óleos essenciais e os óleos macerados; e fabrico de pomada e sais de banho como sugestões de prendas de Natal caseiras e perfumadas.
As inscrições estão abertas até 26 de Novembro e custam 30 euros por pessoa, com almoço incluído.

De referir ainda que os bungalows do Alambre, com uma lotação máxima de 40 camas, têm uma promoção especial de Natal, com um desconto de 20% para quem lá queira pernoitar entre 1 de Dezembro de 2009 e 3 de Janeiro de 2010. Aceitam-se reservas até 20 de Dezembro de 2009.

20.11.2009 – 1:10

 

FONTE:  ROSTOS.PT

http://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=260238&mostra=2&seccao=ambiente&titulo=Parque-Ambiental-do-Alambre-Setubal-Espeleol

Produção de Óleo de eucalipto cada vez mais forte em Minas Gerais

Em função do crescente interesse dos produtores na produção de eucaliptos, óleos essenciais tendem a ter produção cada vez maior, o que pode baratea-lo ainda mais. Por outro lado, observa-se que para a natureza não há qualquer vantagem – A desertificação de Minas só vai acelerar.

Confiram a matéria, com foco agroeconômico.

FONTE: UAI ECONOMIA

http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2009/11/20/noticia_economia,i=136654/PLANTACAO+DE+EUCALIPTO+SUPERA+A+DE+CAFE+EM+MINAS.shtml

 

Plantação de eucalipto supera a de café em Minas

Marta Vieira – Estado de Minas

Paola Carvalho – Estado de Minas

Publicação: 20/11/2009 06:29 Atualização: 20/11/2009 07:46

Plantação em Grão Mogol, no Norte de Minas: área já atingiu 1,5 milhão de hectares - (Euler Junior/EM/D.A Press - 25/03/2009 )
Plantação em Grão Mogol, no Norte de Minas: área já atingiu 1,5 milhão de hectares

O eucalipto está deixando de ser patinho feio para se tornar cisne no agronegócio mineiro. A demanda mundial por celulose da árvore para fabricação de papel avança a passos largos, impulsionada pela China. No Brasil, as siderúrgicas engrossam o coro. Elas estão de olho nas florestas plantadas por pequenos produtores rurais porque querem uma produção sustentável, que não dependa das importações de carvão mineral, mais poluente que o vegetal. Essa busca fez com que o eucalipto atingisse uma área de quase 1,5 milhão de hectares em Minas Gerais, ultrapassando a cultura mais tradicional do estado, o café, cujas plantações ocupam hoje 1,1 milhão de hectares, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“No primeiro semestre de 2009, a China aumentou em 68% as importações de celulose, enquanto os mercados desenvolvidos apresentaram queda próxima de 20%”, diz o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho. Ele chama a atenção para a preferência pelo eucalipto. “Em 2008, enquanto a demanda mundial por celulose subiu algo próximo de 1,3%, a demanda por celulose de eucalipto cresceu 13%, 10 vezes mais”, compara.

O Brasil, e Minas Gerais especialmente, avança nesse cenário. Segundo a pesquisa do IBGE, em 2008 Minas ultrapassou o Paraná e assumiu a liderança nacional no valor bruto da produção da silvicultura (florestas plantadas) e extração vegetal (vegetação nativa). Atingiu a cifra de R$ 2,54 bilhões. O estado é agora o maior produtor nacional, participando com 78% da produção nacional da silvicultura e com 18% da extração vegetal. “Interessante é que a produção de carvão proveniente de vegetação nativa apresentou queda de 4,9% em relação a 2007, enquanto a da silvicultura aumentou 7,9%”, salienta o supervisor de pesquisa agropecuária do IBGE, Humberto Silva Augusto. Segundo ele, o aumento poderia ter sido ainda maior se não fosse a crise.

Com uma participação modesta – de apenas 3% – no mercado mundial de celulose e madeira serrada de origem renovável, o Brasil tem grandes chances de ocupar mais espaço nesse novo filão, sustenta Bernardo de Vasconcellos, presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS). Para ter uma ideia da baixa representatividade brasileira, a Finlândia, país de dimensões bem menores, detém 8% das vendas mundiais. “Poucos países têm condições de produzir madeira de origem limpa, mas todos têm de consumir. O Brasil domina a tecnologia em genética e cultivo de florestas e o nosso índice de produtividade é seis vezes maior que a média no mundo”, afirma o executivo.

Vasconcellos lembra que o uso da floresta plantada foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como sistema capaz de gerar os chamados créditos de carbono, enquanto mecanismo de produção movido a combustível renovável. A floresta captura mais carbono do que produz e libera oxigênio em proporções superiores. “A sociedade vem tomando conhecimento de que precisamos defender o que temos de florestas nativas, e cada hectare de eucalipto plantado ajuda a preservar cerca de 10 hectares dessas florestas nativas. O índice de desenvolvimento humano progride significativamente nas áreas onde temos as atividades florestais”, afirma o presidente da Câmara da Indústria de Base Florestal da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Antônio Claret de Oliveira.

O cultivo de eucalipto mudou a rotina dos moradores de Paraopeba (Região Central), a 97 quilômetros de Belo Horizonte. Luiz Fernando Figueiredo, proprietário da Fazenda Capão da Ema, é um deles. Dedicava-se à pecuária de leite, atividade que nunca rendeu bom retorno financeiro, até que em 2002 aderiu a um programa do governo e iniciativa privada. “Plantei no pasto degradado, com mais de 20 anos de pisoteio de gado, e preservei a mata nativa. Foi uma ótima aposta. Comecei com 27 hectares e já tenho 140 hectares plantados.” Depois de sete anos, momento do primeiro corte, e após R$ 68 mil em investimentos (R$ 2,5 mil por hectare), ele negocia a sua produção de eucalipto por R$ 700 mil. “Com a pecuária, não chegaria nem no pé disso”, afirma.

Figueiredo aponta ainda como vantagem a flexibilidade de negociação dentro do setor. “Se as siderúrgicas estão em crise, posso vender para a indústria moveleira, construção civil (postes e mourões), casca para alambiques e folhas para óleos essenciais. Não preciso ficar restrito ao carvão”, exemplifica. Ele conta que quase toda a vizinhança se dedica ao mesmo negócio, o que está transformando o município de Paraopeba em mais um polo moveleiro de Minas. “A gente estima que o apagão florestal, previsto para 2017, seria adiado para 2020 com a ajuda dos produtores rurais”, observa. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a cadeia produtiva florestal gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos em Minas.