Monthly Archives: Julho 2010

Estudos sobre plantas medicinais do Pantanal objetiva mercado de óleos essenciais

Com a crescente demanda no mercado de óleos essenciais, utilizados para fins de perfumaria, cosméticos e terapêuticos, diversas espécies nativas brasileiras vem sendo exploradas, ainda que em pequena escala, em diversas regiões. O cultivo de plantas medicinais, aromáticas condimentares e ornamentais, mediante princípios agroecológicos, também se apresenta como uma das atividades de grande potencial ao desenvolvimento local de forma sustentável. E no Pantanal não é diferente: a riqueza da flora pantaneira, que atrai turistas de todo o mundo, tem despertado, nos últimos anos, o interesse também de pesquisadores.

A Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atualmente desenvolve diversos trabalhos de pesquisa com plantas medicinais, aromáticas e condimentares na estrutura da instituição, que conta com laboratórios de propagação de plantas, herbário para ajudar na identificação de plantas com potencial, laboratório de solos para análises física e química de substratos e partes vegetativas de plantas e de um campo experimental, localizado na “Fazenda Nhumirim”, onde são coletadas plantas para serem propagadas ou analisadas. A Unidade possui, também, uma casa climatizada para experimentos com germinação de sementes, viveiro de aclimatação de mudas e canteiro de plantas, onde são cultivadas as principais espécies no formato de Unidades Demonstrativas e de Multiplicação.

Outros estudos fitoquímicos, agronômicos e ecológicos estão sendo realizados em espécies nativas e exóticas potenciais provenientes tanto da flora pantaneira quanto de cultivo em parceria com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Infraero, Superintendência de Corumbá-MS e com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Corumbá-MS. Espécies aromáticas, normalmente apícolas, como a erva-limão, capim-carona, malva-branca, hortelã-brava, entre outras, estão sendo pesquisadas a respeito da produção e composição de seus óleos essenciais.

Há 10 anos trabalhando com extração de óleos essenciais, este ano, o pesquisador da Embrapa Pantanal Aurélio Vinicius Borsato deu inicio as pesquisas da técnica com plantas da região do Pantanal. Estudos sobre a produção e composição dos óleos essenciais de plantas medicinais, aromáticas, condimentares, apícolas e ornamentais também estão sendo desenvolvidas na Unidade.

Segundo Aurélio, foram iniciados diversos estudos sobre poderes terapêuticos de espécies medicinais da região Pantanal, e o conhecimento tradicional dos moradores está servindo como base para as pesquisas em laboratório, através de metodologias científicas, uma delas é a extração de óleos essenciais.

Os estudos têm como objetivo no mercado de óleos essenciais – mistura de compostos orgânicos voláteis do metabolismo secundário de plantas chamadas de aromáticas – e que vem sendo utilizados para fins de perfumaria, cosméticos, medicinais e alimentícios. A extração do óleo essencial é realizada pelo método de “hidrodestilação”, utilizando o aparelho do tipo Clevenger.

Espécies em estudo

– Hortelã-brava, hortelãnzinha, hortelã-do-campo (Hyptis crenata Pohl ex Benth) – uso tradicional: Apícola, conferindo ao mel cheiro de cravo. Uso medicinal: vermes, pulmão, também no mate e tereré; folha esfregada na pele funciona como repelente, tem óleo essencial. Aromática e medicinal, porém com poucos estudos.

– Vique, cânfora, beladona, hortelã-do-campo (Bacopa monnierioides) – uso tradicional: muito apícola; forrageira acidental; aromática, com óleo essencial de cor amarela e aroma suave, contendo mais de 19 substâncias

– Capim-carona (Elionurus muticus) – uso tradicional: forrageira

Transferindo tecnologias para o produtor

A Unidade dispõe de infraestrutura adequada e equipe capacitada para apoiar aos interessados em atividades de prospecção de plantas medicinais, aromáticas, condimentares e ornamentais. Atua de forma interdisciplinar em pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologia.

Além das pesquisas desenvolvidas em laboratório, a equipe de pesquisadores da Embrapa Pantanal tem realizado diversas ações de transferência de tecnologia para os produtores rurais da região, por meio de oficinas, palestras e dias de campo.

Nos dias 08 e 09 de junho, foi realizado o “II Dia de Campo e Curso de Produção, Processamento e Comercialização de plantas medicinais, condimentares e aromáticas” realizado na Unidade Demonstrativa da Embrapa Pantanal, localizada na Área de Projetos Sociais da Infraero, chamado “O amanhecer em nossas mãos”, no Aeroporto Internacional de Corumbá – MS, onde estas espécies são cultivadas. Durante dois dias produtores rurais, técnicos agrícolas e profissionais da área ambiental participaram de palestras e oficinas de capacitação.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pantanal, Marçal Amici Jorge atualmente a demanda por diversas espécies de plantas medicinais, condimentares e aromáticas tem aumentado e o governo vem regulamentando o cultivo e a utilização dessas espécies. ” Este segmento é mais uma forma de agregar valor as atividades desenvolvidas pelo produtor rural ” completa o pesquisador.

Outra atividade oferecida durante alguns eventos importantes da região, como a Semana de Meio Ambiente de Corumbá, por exemplo, é a “Oficina de Extração de Óleos essenciais e Plantas Medicinais”, ministrada pelo pesquisador Aurélio Vinicius Borsato. Na oficina os participantes recebem orientações sobre diversas espécies nativas brasileiras que vem sendo exploradas no mercado de óleos essenciais e aprenderam a extrair o óleo essencial dessas plantas pelo método de “hidrodestilação”, utilizando o aparelho do tipo Clevenger. Informações sobre os cuidados no manuseio das plantas durante os processos de colheita, beneficiamento, secagem, armazenamento e processamento também são abordados.

FONTE: http://cidadebranca.com.br/index.php/site/ver_noticia/plantas-medicinais-saeo-fonte-de-pesquisas-no-pantanal/

Universidades se unem para desenvolver desinfetantes a base de óleos essenciais

As primeiras análises laboratoriais de óleos essenciais para confecção de desinfetantes naturais indicam um potencial bastante positivo. Cultivadas no viveiro da fazenda experimental do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em Viana (ES), algumas espécies de plantas terão os princípios ativos analisados por universidades e faculdades. O intuito é identificar e comprovar o efeito dos compostos vegetais bactericidas e fungicidas, tanto para limpeza doméstica quanto para uso odontológico. Engenheira florestal e pesquisadora responsável, Fabiana Ruas aposta que o sucesso do projeto pode aumentar as possibilidades de comercialização do sistema produtivo em geral.

Distribuídas entre diversas instituições, as atividades da pesquisa contam com os profissionais da Faculdade Espírito-santense de Administração (FAESA) para a parte de identificação botânica. A participação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se destina ao fornecimento de informações farmacológicas específicas. Já a formulação dos medicamentos e extratos ficará a cargo da Univix Faculdade Brasileira. E os testes na área odontológica serão realizados pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

O carro chefe é a aroeira, conhecida como pimenta rosa é exportada como condimento. O grande diferencial desses produtos é não causar nenhum tipo de dano à saúde nem ao meio ambiente, uma vez que o cultivo tem que ser natural. Com os resultados positivos da pesquisa e todo o incentivo dado aos produtos orgânicos, cremos que o produtor rural vá se motivar a entrar nesse mercado crescente. Há uma gama de possibilidades para fitoterápicos, aromaterapia, massagem, vitaminas e suplementos. É um cultivo de baixo custo que pode utilizar mão de obra familiar, diversificando a renda da propriedade— comenta.

FONTE: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=41727

Concentrador solar para destilação de óleos essenciais em indústrias agrícolas de pós-colheita (via Engenharia de Biossistemas)

Idéia sensacional, mostrando o quanto a engenharia pode auxiliar na produção de óleos essenciais de forma ainda mais limpa e sustentável. Precisamos de mais idéias nesse sentido!! Excelente post!!!

Concentrador solar para destilação de óleos essenciais em indústrias agrícolas de pós-colheita A ideia aqui é utilizar um concentrador solar para concentrar a energia luminosa/térmica proveniente dos raios solares e, com ela, aquecer um fluido de trabalho. Supondo que esse fluido seja água, o vapor superaquecido serve tanto para explodir as estruturas das células vegetais como para aquecer um destilador fracionado. As folhas, flores, raízes etc. de algumas plantas contêm óleos essenciais em sua estrutura, óleos esses usados na farmácia, co … Read More

via Engenharia de Biossistemas

óleo essencial agora é promotor de crescimento em criação de Frangos!

FONTE: http://pt.engormix.com/ENGEVM-P-AVG-1088-47000-V5044-0/

O I Simpósio Paranaense de Produção e Sanidade Avícola, ocorrido no dia 22 de junho em Curitiba, teve seu evento coberto pela Engormix, uma comunidade de negócios internacionais relacionados com a produção animal. No site, pode-se  encontrar vídeos interessantes, onde fica claro que o uso de óleos essenciais na produção animal só tende a crescer.

O que segue como fonte de nossa pesquisa é a entrevista com o Médico Veterinário, Doutor em Tecnologia de Alimentos, José Flemming, sobre promotores de crescimento alternativos – e onde ele destaca o uso de nossos óleos essenciais.

Vale a pena assistir!

Assista

Gel dental infantil a base de óleos essenciais é lançado

InPhlOral lança gel dental sem flúor para bebês e crianças
A InPhlOral está lançando no mercado o primeiro gel dental sem flúor produzido no Brasil. Desenvolvido durante cinco anos, o produto possui a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) e do FDA (Food And Drug Administration).O Gel Dental InPhlOral contém óleos essenciais de cravo e menta, substâncias naturalmente bactericidas que contribuem para a remoção das placas e deixam um sabor suave na boca. “No começo, as crianças podem estranhar o gosto, que é menos doce do que os de produtos infantis disponíveis, mas vão adorar a refrescância do cravo”, aposta a odontopediatra Dra. Márcia Amar, que testou o produto entre seus pacientes durante um ano.

Segundo a Dra. Márcia, a ingestão sistemática em excesso de flúor presente, simultaneamente, nos produtos de higiene bucal, na água — tanto de fontes naturais, quanto de abastecimento — e em alimentos, durante a fase de formação dos dentes definitivos, ou seja, de 0 a seis anos, tem provocado uma alta incidência de intoxicação em crianças, mais conhecida como fluorose.

Ela explica que como as crianças ainda não sabem controlar a deglutição e nem cuspir adequadamente, acabam ingerindo quantidade acima daquela segura para seu peso através da pasta de dentes e de outros dentifrícios. “Essa quantidade presente na água fluoretada associada à outros produtos e alimentos, representa o risco de, nos próximos dez anos, a fluorose tornar-se uma questão de saúde pública”, explica a odontopediatra Márcia Amar. A ingestão normal de flúor fica entre 0,05 e 0,07 mgF, por Kg de peso corpóreo ao dia.

“Muitas crianças chegavam ao meu consultório com Fluorose. Fui para os Estados Unidos, no Nacional Institute of Health, onde comecei a estudar sobre esta intoxicação. Pesquisei ainda sobre fitoterapia e medicina alternativa e, a partir daí, desenvolvi o gel”, conta a odontopediatra.

A fluorose se manifesta na dentição definitiva principalmente pela alteração de cor do esmalte, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas. Nos casos mais graves, adquire uma coloração acastanhada ou marrom, podendo haver perda de estrutura dental. Isso porque, nesses casos, o dente tornou-se mais fácil de desgastar.

FONTE: http://www.hospitalar.com/odonto/noticias/not0008.html

Exposição a plantas pode aumentar imunidade (via Espaço Flor do Cerrado)

Excelente post do Espaço Flor do Cerrado!

Exposição a plantas pode aumentar imunidade Substância produzida pelas plantas seria benéfica aos humanos No verão, alergias e a promessa do ar condicionado tendem a levar as pessoas a lugares fechados. Mas para aqueles que conseguem suportar o calor e o pólen, passar mais tempo junto à natureza pode ter alguns efeitos surpreendentes à saúde. Numa série de estudos, cientistas descobriram que, quando as pessoas trocam suas “prisões” de concreto po … Read More

via Espaço Flor do Cerrado

Investigação química de óleos essenciais de plantas da Guatemala

A tese de doutorado de Juan Francisco Perez Sabino, de 2008, está disponível para domínio público, segundo o site http://dominiopublico.qprocura.com.br/dp/96181/Investigacao-quimica-de-oleos-essenciais-de-plantas-da-Guatemala.html

Um estudo muito interessante, que pode trazer novas perspectivas sobre óleos essenciais.

*   *   *

A composição química dos óleos essenciais de oito plantas nativas da Guatemala foi investigada para avaliar o potencial de produção do óleo essencial. Os óleos essenciais de Lippia cardiostegia; Lippia chiapasensis; Lippia controversa; Lippia graveolens; Lippia myriocephala; Lippia substrigosa; e Phyla dulcis (da família Verbenaceae); e Litsea guatemalensis (Lauraceae); foram extraidos por hidrodestilação e analisados por cromatografia em fase gasosa com detectores de ionização de chama e de espectrometria de massas. Especial ênfase foi dado ao estudo do óleo essencial de L. graveolens (orégano mexicano) por existir um mercado internacional para o óleo de orégano; e pelo alto rendimento que o óleo dessa planta mostra na Guatemala. O óleo essencial de L. graveolens apresentou as melhores características de rendimento (1;8-4;9% para quimiotipo timol; 1;3-4;6% para quimiotipo carvacrol e 1;0-3;4% para quimiotipo misto) e composição química (timol até 90;2% em quimiotipo timol e carvacrol até 75;3% em quimiotipo carvacrol); para produção do óleo essencial entre as plantas estudadas. Os três quimiotipos previamente identificados foram encontrados; tanto em um experimento de cultivo da planta realizado pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Agrícola (ICTA) da Guatemala; como em três coletas de populações silvestres realizadas durante o estudo. Os quimiotipos timol e carvacrol foram os mais atrativos para cultivo; tanto pela composição química e rendimento; como pelas maiores atividades antimicrobiana e antioxidante mostradas neste estudo. O quimiotipo misto poderia ser cultivado para ser utilizado na indústria cosmética. Várias populações de L. graveolens apresentaram mais de um quimiotipo; pelo qual se considera que o quimiotipo de uma população desta planta; não pode ser atribuido com base na composição média de amostras compostas. Outra conseqüência deste resultado é que para coleta de sementes; espécimes do quimiotipo de interesse devem ser cuidadosamente selecionados com base no conhecimento da composição química do óleo; para obter rendimentos e composição química satisfatórios. A Microextração em Fase Sólida demonstrou aplicabilidade para esse propósito; ao conseguir diferenciar os quimiotipos de espécimes de L. graveolens a partir da fração volátil; sem extrair o óleo essencial. As técnicas de análise multivariada foram uma importante ferramenta para classificar os quimiotipos de L. graveolens das diferentes coletas da planta. xix Uma tendência de distribuição geográfica para os quimiotipos de L. graveolens que precisa ser confirmada no futuro com um maior número de amostras; foi encontrada na região de estudo desta planta; com o quimiotipo misto predominante na parte oeste do bioma “chaparral espinhoso”; uma transição dos quimiotipos misto e timol no centro da área; duas populações do centro com quimiotipo timol predominante; e o quimiotipo carvacrol predominante na parte este da região. Os óleos essenciais das plantas L. chiapasensis; L. guatemalensis e P. dulcis; apresentaram resultados de rendimento razoáveis (0;8-1;2%; 0;5-0;6% e 0;5-0;8% respectivamente) e substâncias aromáticas com propriedades antimicrobianas; com potencial para o cultivo e produção do óleo essencial das plantas. L. substrigosa e L. controversa; plantas que não apresentam usos na medicinal tradicional; apresentaram rendimentos baixos (0;3% e 0;24%; respectivamente) e substâncias com atividade antimicrobiana; com valor econômico; em elevadas percentagens; e por isto poderiam ser consideradas para produção do óleo essencial. L. myriocephala apresentou óleo essencial com baixo rendimento (0;1%); com nerolidol como componente principal (71;4%); substância valiosa na perfumaria; considerando-se assim como uma planta com potencial para melhoramento e cultivo para produção do óleo essencial. L. cardiostegia; apresentou óleo essencial com baixos rendimentos (0;35%) sem teores elevados de substâncias de alto valor econômico; e por esta razão esta planta não é recomendável para produção de óleo essencial. Os óleos essenciais de L. graveolens dos quimiotipos timol e carvacrol mostraram a maior antioxidante e antimicrobiana; das cinco plantas testadas (L. graveolens; L. chiapasensis; L. substrigosa; O. dulcis e L. guatemalensis); devido ao alto conteúdo dos fenóis timol e carvacrol. Os óleos foram submetidos ao método do DPPH (atividade antioxidante) e contra os microorganismos E. Coli; S. aureus e C. albicans (atividade antimicrobiana). O óleos essenciais quimiotipos timol e carvacrol mostraram valores de CIM (0;1 e 0;2 μL/mL; respectivamente) menores que o antibiótico ciprofloxacina (0;25 μL/mL). Todos os óleos essenciais das plantas estudadas do gênero Lippia apresentaram monoterpenos e sesquiterpenos característicos de espécies desse gênero; sendo esta informação útil para a quimiossistemática do gênero.

A composição química dos óleos essenciais de oito plantas nativas da Guatemala foi investigada para avaliar o potencial de produção do óleo essencial. Os óleos essenciais de Lippia cardiostegia; Lippia chiapasensis; Lippia controversa; Lippia graveolens; Lippia myriocephala; Lippia substrigosa; e Phyla dulcis (da família Verbenaceae); e Litsea guatemalensis (Lauraceae); foram extraidos por hidrodestilação e analisados por cromatografia em fase gasosa com detectores de ionização de chama e de espectrometria de massas. Especial ênfase foi dado ao estudo do óleo essencial de L. graveolens (orégano mexicano) por existir um mercado internacional para o óleo de orégano; e pelo alto rendimento que o óleo dessa planta mostra na Guatemala. O óleo essencial de L. graveolens apresentou as melhores características de rendimento (1;8-4;9% para quimiotipo timol; 1;3-4;6% para quimiotipo carvacrol e 1;0-3;4% para quimiotipo misto) e composição química (timol até 90;2% em quimiotipo timol e carvacrol até 75;3% em quimiotipo carvacrol); para produção do óleo essencial entre as plantas estudadas. Os três quimiotipos previamente identificados foram encontrados; tanto em um experimento de cultivo da planta realizado pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Agrícola (ICTA) da Guatemala; como em três coletas de populações silvestres realizadas durante o estudo. Os quimiotipos timol e carvacrol foram os mais atrativos para cultivo; tanto pela composição química e rendimento; como pelas maiores atividades antimicrobiana e antioxidante mostradas neste estudo. O quimiotipo misto poderia ser cultivado para ser utilizado na indústria cosmética. Várias populações de L. graveolens apresentaram mais de um quimiotipo; pelo qual se considera que o quimiotipo de uma população desta planta; não pode ser atribuido com base na composição média de amostras compostas. Outra conseqüência deste resultado é que para coleta de sementes; espécimes do quimiotipo de interesse devem ser cuidadosamente selecionados com base no conhecimento da composição química do óleo; para obter rendimentos e composição química satisfatórios. A Microextração em Fase Sólida demonstrou aplicabilidade para esse propósito; ao conseguir diferenciar os quimiotipos de espécimes de L. graveolens a partir da fração volátil; sem extrair o óleo essencial. As técnicas de análise multivariada foram uma importante ferramenta para classificar os quimiotipos de L. graveolens das diferentes coletas da planta. xix Uma tendência de distribuição geográfica para os quimiotipos de L. graveolens que precisa ser confirmada no futuro com um maior número de amostras; foi encontrada na região de estudo desta planta; com o quimiotipo misto predominante na parte oeste do bioma “chaparral espinhoso”; uma transição dos quimiotipos misto e timol no centro da área; duas populações do centro com quimiotipo timol predominante; e o quimiotipo carvacrol predominante na parte este da região. Os óleos essenciais das plantas L. chiapasensis; L. guatemalensis e P. dulcis; apresentaram resultados de rendimento razoáveis (0;8-1;2%; 0;5-0;6% e 0;5-0;8% respectivamente) e substâncias aromáticas com propriedades antimicrobianas; com potencial para o cultivo e produção do óleo essencial das plantas. L. substrigosa e L. controversa; plantas que não apresentam usos na medicinal tradicional; apresentaram rendimentos baixos (0;3% e 0;24%; respectivamente) e substâncias com atividade antimicrobiana; com valor econômico; em elevadas percentagens; e por isto poderiam ser consideradas para produção do óleo essencial. L. myriocephala apresentou óleo essencial com baixo rendimento (0;1%); com nerolidol como componente principal (71;4%); substância valiosa na perfumaria; considerando-se assim como uma planta com potencial para melhoramento e cultivo para produção do óleo essencial. L. cardiostegia; apresentou óleo essencial com baixos rendimentos (0;35%) sem teores elevados de substâncias de alto valor econômico; e por esta razão esta planta não é recomendável para produção de óleo essencial. Os óleos essenciais de L. graveolens dos quimiotipos timol e carvacrol mostraram a maior antioxidante e antimicrobiana; das cinco plantas testadas (L. graveolens; L. chiapasensis; L. substrigosa; O. dulcis e L. guatemalensis); devido ao alto conteúdo dos fenóis timol e carvacrol. Os óleos foram submetidos ao método do DPPH (atividade antioxidante) e contra os microorganismos E. Coli; S. aureus e C. albicans (atividade antimicrobiana). O óleos essenciais quimiotipos timol e carvacrol mostraram valores de CIM (0;1 e 0;2 μL/mL; respectivamente) menores que o antibiótico ciprofloxacina (0;25 μL/mL). Todos os óleos essenciais das plantas estudadas do gênero Lippia apresentaram monoterpenos e sesquiterpenos característicos de espécies desse gênero; sendo esta informação útil para a quimiossistemática do gênero.
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Investigação química de óleos essenciais de plantas da Guatemala

A tese de doutorado de Juan Perez Sabino, calcado nos óleos essenciais de plantas guatemalcas, pode ser acessado livremente

A composição química dos óleos essenciais de oito plantas nativas da Guatemala foi investigada para avaliar o potencial de produção do óleo essencial. Os óleos essenciais de Lippia cardiostegia; Lippia chiapasensis; Lippia controversa; Lippia graveolens; Lippia myriocephala; Lippia substrigosa; e Phyla dulcis (da família Verbenaceae); e Litsea guatemalensis (Lauraceae); foram extraidos por hidrodestilação e analisados por cromatografia em fase gasosa com detectores de ionização de chama e de espectrometria de massas. Especial ênfase foi dado ao estudo do óleo essencial de L. graveolens (orégano mexicano) por existir um mercado internacional para o óleo de orégano; e pelo alto rendimento que o óleo dessa planta mostra na Guatemala. O óleo essencial de L. graveolens apresentou as melhores características de rendimento (1;8-4;9% para quimiotipo timol; 1;3-4;6% para quimiotipo carvacrol e 1;0-3;4% para quimiotipo misto) e composição química (timol até 90;2% em quimiotipo timol e carvacrol até 75;3% em quimiotipo carvacrol); para produção do óleo essencial entre as plantas estudadas. Os três quimiotipos previamente identificados foram encontrados; tanto em um experimento de cultivo da planta realizado pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Agrícola (ICTA) da Guatemala; como em três coletas de populações silvestres realizadas durante o estudo. Os quimiotipos timol e carvacrol foram os mais atrativos para cultivo; tanto pela composição química e rendimento; como pelas maiores atividades antimicrobiana e antioxidante mostradas neste estudo. O quimiotipo misto poderia ser cultivado para ser utilizado na indústria cosmética. Várias populações de L. graveolens apresentaram mais de um quimiotipo; pelo qual se considera que o quimiotipo de uma população desta planta; não pode ser atribuido com base na composição média de amostras compostas. Outra conseqüência deste resultado é que para coleta de sementes; espécimes do quimiotipo de interesse devem ser cuidadosamente selecionados com base no conhecimento da composição química do óleo; para obter rendimentos e composição química satisfatórios. A Microextração em Fase Sólida demonstrou aplicabilidade para esse propósito; ao conseguir diferenciar os quimiotipos de espécimes de L. graveolens a partir da fração volátil; sem extrair o óleo essencial. As técnicas de análise multivariada foram uma importante ferramenta para classificar os quimiotipos de L. graveolens das diferentes coletas da planta. xix Uma tendência de distribuição geográfica para os quimiotipos de L. graveolens que precisa ser confirmada no futuro com um maior número de amostras; foi encontrada na região de estudo desta planta; com o quimiotipo misto predominante na parte oeste do bioma “chaparral espinhoso”; uma transição dos quimiotipos misto e timol no centro da área; duas populações do centro com quimiotipo timol predominante; e o quimiotipo carvacrol predominante na parte este da região. Os óleos essenciais das plantas L. chiapasensis; L. guatemalensis e P. dulcis; apresentaram resultados de rendimento razoáveis (0;8-1;2%; 0;5-0;6% e 0;5-0;8% respectivamente) e substâncias aromáticas com propriedades antimicrobianas; com potencial para o cultivo e produção do óleo essencial das plantas. L. substrigosa e L. controversa; plantas que não apresentam usos na medicinal tradicional; apresentaram rendimentos baixos (0;3% e 0;24%; respectivamente) e substâncias com atividade antimicrobiana; com valor econômico; em elevadas percentagens; e por isto poderiam ser consideradas para produção do óleo essencial. L. myriocephala apresentou óleo essencial com baixo rendimento (0;1%); com nerolidol como componente principal (71;4%); substância valiosa na perfumaria; considerando-se assim como uma planta com potencial para melhoramento e cultivo para produção do óleo essencial. L. cardiostegia; apresentou óleo essencial com baixos rendimentos (0;35%) sem teores elevados de substâncias de alto valor econômico; e por esta razão esta planta não é recomendável para produção de óleo essencial. Os óleos essenciais de L. graveolens dos quimiotipos timol e carvacrol mostraram a maior antioxidante e antimicrobiana; das cinco plantas testadas (L. graveolens; L. chiapasensis; L. substrigosa; O. dulcis e L. guatemalensis); devido ao alto conteúdo dos fenóis timol e carvacrol. Os óleos foram submetidos ao método do DPPH (atividade antioxidante) e contra os microorganismos E. Coli; S. aureus e C. albicans (atividade antimicrobiana). O óleos essenciais quimiotipos timol e carvacrol mostraram valores de CIM (0;1 e 0;2 μL/mL; respectivamente) menores que o antibiótico ciprofloxacina (0;25 μL/mL). Todos os óleos essenciais das plantas estudadas do gênero Lippia apresentaram monoterpenos e sesquiterpenos característicos de espécies desse gênero; sendo esta informação útil para a quimiossistemática do gênero.

Óleos carreadores são destaque em matéria sobre cosméticos orgânicos

Cosméticos orgânicos feitos à base de compostos 100% naturais ganham visibilidade

Compostos de açaí, castanha e cupuaçu deixam pele e cabelos mais bonitos

É possível cuidar da beleza e da saúde sendo ecologicamente responsável. Esse é o principal chamariz dos cosméticos orgânicos. Feitos à base de compostos 100% naturais, eles são produzidos de forma totalmente sustentável, desde o cultivo da matéria-prima usada para sua fabricação até a comercialização. Esse processo garante ao consumidor um produto de qualidade certificada, que não agride pele, mucosas e cabelos.

Os cosméticos orgânicos geralmente são ricos em óleos vegetais, óleos essenciais, manteigas e extratos diversos que promovem resultados menos agressivos ao corpo. Segundo Geysa Belém, farmacêutica especialista em cosmetologia orgânica, o uso de cosméticos certificados traz mais saúde e segurança para a pele.

– Um hidratante facial orgânico tende a ter qualidade superior à de um tradicional. Em vez de conter óleo mineral, que não penetra na pele, leva óleos naturais, muito mais eficientes. Eles estimulam a cicatrização e a produção de colágeno e elastina, além de hidratar profundamente. A mesma coisa ocorre com os xampus – explica.

Segundo Geysa Belém, que é a responsável técnica de uma indústria especializada em cosméticos orgânicos, as principais causas de alergias e irritações no uso de cosméticos estão relacionadas aos ingredientes sintéticos que fazem parte da formulação.

– Dessa forma, o cosmético natural orgânico não ofenderá a pele e causará menos danos à saúde, já que está livre de substâncias artificiais – diz.

Para que um cosmético seja considerado orgânico, é necessário que 95% de sua matéria-prima sejam orgânicos certificados, livres de substâncias químicas, sintéticas ou animais – elementos que poderão ser usados se comprovada sua necessidade e a impossibilidade de substituição por componentes vegetais. As dosagens, tanto das substâncias permitidas quanto daquelas restritas, devem seguir normas previstas pelas certificadoras.

No Brasil, a certificação de cosméticos orgânicos é realizada pelo Instituto Biodinâmico (www.ibd.com.br) e pela Ecocert Brasil (www.ecocert.com.br). Essas instituições garantem não só o resultado final, mas todo o processo que levou à fabricação de determinado produto. A preocupação com a exploração de recursos naturais é o princípio de todas essas ações. É necessário assegurar o manejo sustentável em todas as etapas: do solo à água usada, passando pelas plantas e flores envolvidos na produção. Os rigorosos parâmetros levam em conta até o controle de pragas, que não deve agredir o ambiente com pesticidas químicos.

Por enquanto, cinco empresas nacionais já receberam certificação para produção de cosméticos orgânicos e exportação de matéria-prima natural: Florestas, Surya, Reserva Folio, Arte dos Aromas e Beraca. A última é a principal fornecedora de compostos naturais para os cosméticos de O Boticário, da Natura e da Jequiti.

Esse é um mercado altamente promissor, informa Ming Liu, especialista em cosmetologia orgânica e coordenador executivo do Projeto Organics Brasil.

– Frutas exóticas da Amazônia, como acerola, açaí, cupuaçu e camu-camu, e extratos de andiroba e buriti são os grandes apelos do mercado. O Brasil tem se destacado e criou oportunidades para ser um polo de desenvolvimento do setor e fornecer matéria-prima para resto do mundo – destaca.

Um hidratante facial orgânico costuma ter qualidade superior à de um tradicional, pois contém em sua fórmula óleos naturais que penetram com mais eficiência na pele, diz a especialista Geysa Belém

Conheça alguns dos principais compostos naturais usados nos produtos

:: Extrato de açaí
Alto poder antioxidante. Rico em Õmega 3 e 6, ajuda no combate aos radicais livres.

:: Manteiga de cupuaçu
Altamente hidratante, contém fitoesteróis que auxiliam no tratamento de dermatites por estimular a cicatrização. promove hidratação prolongada e recupera a umidade e a elasticidade naturais da pele.

:: Decyl polyglucose
Ingrediente derivado do milho, é usado para limpeza da pele e do cabelo.

:: Extrato de aloe vera
A aloe vera hidrata profundamente pele e cabelos e auxilia nos processos de cicatrização.

:: Óleo de castanha do Brasil
Rico em vitaminas e muito nutriente, forma um filme de proteção que impede a evaporação da água da cútis. Também é bom para a elasticidade da pele.

:: Semente de damasco
Contém características esfoliantes. Substitui os ingredientes sintéticos, como o polietilenoglicol.

:: Óleo de buriti
Rico em vitamina A e fonte de carotenoides, pigmentos naturais que são responsáveis pelo transporte de oxigênio e absorção de energia. promove a elasticidade da pele, prevenindo o ressecamento.

:: Óleo de andiroba
Muito usado pelos índios por ter alto poder cicatrizante. Tem ação anti-inflamatória, é antirreumático e também funciona como repelente de insetos.

Por Rayanne Portugal, publicado originalmente no Correio Braziliense. Fonte: http://www.clicrbs.com.br/especial/sc/donnadc/19,0,2950011,Cosmeticos-organicos-feitos-a-base-de-compostos-100-naturais-ganham-visibilidade.html