Daily Archives: Julho 30, 2010

Estudos sobre plantas medicinais do Pantanal objetiva mercado de óleos essenciais

Com a crescente demanda no mercado de óleos essenciais, utilizados para fins de perfumaria, cosméticos e terapêuticos, diversas espécies nativas brasileiras vem sendo exploradas, ainda que em pequena escala, em diversas regiões. O cultivo de plantas medicinais, aromáticas condimentares e ornamentais, mediante princípios agroecológicos, também se apresenta como uma das atividades de grande potencial ao desenvolvimento local de forma sustentável. E no Pantanal não é diferente: a riqueza da flora pantaneira, que atrai turistas de todo o mundo, tem despertado, nos últimos anos, o interesse também de pesquisadores.

A Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atualmente desenvolve diversos trabalhos de pesquisa com plantas medicinais, aromáticas e condimentares na estrutura da instituição, que conta com laboratórios de propagação de plantas, herbário para ajudar na identificação de plantas com potencial, laboratório de solos para análises física e química de substratos e partes vegetativas de plantas e de um campo experimental, localizado na “Fazenda Nhumirim”, onde são coletadas plantas para serem propagadas ou analisadas. A Unidade possui, também, uma casa climatizada para experimentos com germinação de sementes, viveiro de aclimatação de mudas e canteiro de plantas, onde são cultivadas as principais espécies no formato de Unidades Demonstrativas e de Multiplicação.

Outros estudos fitoquímicos, agronômicos e ecológicos estão sendo realizados em espécies nativas e exóticas potenciais provenientes tanto da flora pantaneira quanto de cultivo em parceria com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Infraero, Superintendência de Corumbá-MS e com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Corumbá-MS. Espécies aromáticas, normalmente apícolas, como a erva-limão, capim-carona, malva-branca, hortelã-brava, entre outras, estão sendo pesquisadas a respeito da produção e composição de seus óleos essenciais.

Há 10 anos trabalhando com extração de óleos essenciais, este ano, o pesquisador da Embrapa Pantanal Aurélio Vinicius Borsato deu inicio as pesquisas da técnica com plantas da região do Pantanal. Estudos sobre a produção e composição dos óleos essenciais de plantas medicinais, aromáticas, condimentares, apícolas e ornamentais também estão sendo desenvolvidas na Unidade.

Segundo Aurélio, foram iniciados diversos estudos sobre poderes terapêuticos de espécies medicinais da região Pantanal, e o conhecimento tradicional dos moradores está servindo como base para as pesquisas em laboratório, através de metodologias científicas, uma delas é a extração de óleos essenciais.

Os estudos têm como objetivo no mercado de óleos essenciais – mistura de compostos orgânicos voláteis do metabolismo secundário de plantas chamadas de aromáticas – e que vem sendo utilizados para fins de perfumaria, cosméticos, medicinais e alimentícios. A extração do óleo essencial é realizada pelo método de “hidrodestilação”, utilizando o aparelho do tipo Clevenger.

Espécies em estudo

– Hortelã-brava, hortelãnzinha, hortelã-do-campo (Hyptis crenata Pohl ex Benth) – uso tradicional: Apícola, conferindo ao mel cheiro de cravo. Uso medicinal: vermes, pulmão, também no mate e tereré; folha esfregada na pele funciona como repelente, tem óleo essencial. Aromática e medicinal, porém com poucos estudos.

– Vique, cânfora, beladona, hortelã-do-campo (Bacopa monnierioides) – uso tradicional: muito apícola; forrageira acidental; aromática, com óleo essencial de cor amarela e aroma suave, contendo mais de 19 substâncias

– Capim-carona (Elionurus muticus) – uso tradicional: forrageira

Transferindo tecnologias para o produtor

A Unidade dispõe de infraestrutura adequada e equipe capacitada para apoiar aos interessados em atividades de prospecção de plantas medicinais, aromáticas, condimentares e ornamentais. Atua de forma interdisciplinar em pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologia.

Além das pesquisas desenvolvidas em laboratório, a equipe de pesquisadores da Embrapa Pantanal tem realizado diversas ações de transferência de tecnologia para os produtores rurais da região, por meio de oficinas, palestras e dias de campo.

Nos dias 08 e 09 de junho, foi realizado o “II Dia de Campo e Curso de Produção, Processamento e Comercialização de plantas medicinais, condimentares e aromáticas” realizado na Unidade Demonstrativa da Embrapa Pantanal, localizada na Área de Projetos Sociais da Infraero, chamado “O amanhecer em nossas mãos”, no Aeroporto Internacional de Corumbá – MS, onde estas espécies são cultivadas. Durante dois dias produtores rurais, técnicos agrícolas e profissionais da área ambiental participaram de palestras e oficinas de capacitação.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pantanal, Marçal Amici Jorge atualmente a demanda por diversas espécies de plantas medicinais, condimentares e aromáticas tem aumentado e o governo vem regulamentando o cultivo e a utilização dessas espécies. ” Este segmento é mais uma forma de agregar valor as atividades desenvolvidas pelo produtor rural ” completa o pesquisador.

Outra atividade oferecida durante alguns eventos importantes da região, como a Semana de Meio Ambiente de Corumbá, por exemplo, é a “Oficina de Extração de Óleos essenciais e Plantas Medicinais”, ministrada pelo pesquisador Aurélio Vinicius Borsato. Na oficina os participantes recebem orientações sobre diversas espécies nativas brasileiras que vem sendo exploradas no mercado de óleos essenciais e aprenderam a extrair o óleo essencial dessas plantas pelo método de “hidrodestilação”, utilizando o aparelho do tipo Clevenger. Informações sobre os cuidados no manuseio das plantas durante os processos de colheita, beneficiamento, secagem, armazenamento e processamento também são abordados.

FONTE: http://cidadebranca.com.br/index.php/site/ver_noticia/plantas-medicinais-saeo-fonte-de-pesquisas-no-pantanal/

Universidades se unem para desenvolver desinfetantes a base de óleos essenciais

As primeiras análises laboratoriais de óleos essenciais para confecção de desinfetantes naturais indicam um potencial bastante positivo. Cultivadas no viveiro da fazenda experimental do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em Viana (ES), algumas espécies de plantas terão os princípios ativos analisados por universidades e faculdades. O intuito é identificar e comprovar o efeito dos compostos vegetais bactericidas e fungicidas, tanto para limpeza doméstica quanto para uso odontológico. Engenheira florestal e pesquisadora responsável, Fabiana Ruas aposta que o sucesso do projeto pode aumentar as possibilidades de comercialização do sistema produtivo em geral.

Distribuídas entre diversas instituições, as atividades da pesquisa contam com os profissionais da Faculdade Espírito-santense de Administração (FAESA) para a parte de identificação botânica. A participação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) se destina ao fornecimento de informações farmacológicas específicas. Já a formulação dos medicamentos e extratos ficará a cargo da Univix Faculdade Brasileira. E os testes na área odontológica serão realizados pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

O carro chefe é a aroeira, conhecida como pimenta rosa é exportada como condimento. O grande diferencial desses produtos é não causar nenhum tipo de dano à saúde nem ao meio ambiente, uma vez que o cultivo tem que ser natural. Com os resultados positivos da pesquisa e todo o incentivo dado aos produtos orgânicos, cremos que o produtor rural vá se motivar a entrar nesse mercado crescente. Há uma gama de possibilidades para fitoterápicos, aromaterapia, massagem, vitaminas e suplementos. É um cultivo de baixo custo que pode utilizar mão de obra familiar, diversificando a renda da propriedade— comenta.

FONTE: http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.php?id=41727

Concentrador solar para destilação de óleos essenciais em indústrias agrícolas de pós-colheita (via Engenharia de Biossistemas)

Idéia sensacional, mostrando o quanto a engenharia pode auxiliar na produção de óleos essenciais de forma ainda mais limpa e sustentável. Precisamos de mais idéias nesse sentido!! Excelente post!!!

Concentrador solar para destilação de óleos essenciais em indústrias agrícolas de pós-colheita A ideia aqui é utilizar um concentrador solar para concentrar a energia luminosa/térmica proveniente dos raios solares e, com ela, aquecer um fluido de trabalho. Supondo que esse fluido seja água, o vapor superaquecido serve tanto para explodir as estruturas das células vegetais como para aquecer um destilador fracionado. As folhas, flores, raízes etc. de algumas plantas contêm óleos essenciais em sua estrutura, óleos esses usados na farmácia, co … Read More

via Engenharia de Biossistemas