Monthly Archives: Outubro 2010

Site ensina o uso de óleos essenciais para renovar móveis!

Resultados, embora fantásticos, devem ser obtidos com um olho na sustentabilidade

Por Arnaldo V. Carvalho

O site “mustknowhow” (“preciso saber como”) publicou um pequeno artigo sobre polimento de móveis com óleos essenciais. Com tradução eletrônica cheia de erros, o site ainda assim oferece informação bastante útil para quem deseja dar aquele brilho de novo em seus móveis, utilizando-se ainda da arte da aromaterapia e assim ter um ganho a mais ao realizar a tarefa.

Indicamos a leitura, pois a parte do “como fazer” encontra-se correta e sem dúvida a utilização dos óleos nos móveis é mesmo eficiente. No entanto, pedimos que antes de se entregarem ao uso dos óleos, pense que esses vieram da natureza, e todo o seu consumo gera impacto ambiental.

Já passa da hora de vir a tona uma aromaterapia mais consciente, onde se utiliza aquilo que realmente se precisa, sem futilidades ou disperdícios.

Tendo isto em mente, pense que há óleos essenciais mais baratos e ecológicos que outros. No Brasil, é a família dos capins e dos cítricos a ideal para esse tipo de uso. No mediterrâneo, o Olíbano e o Alecrim. Na Oceania, o tea-tree mas principalmente a melaleuca conhecida como Niauli. Enfim. Há sempre uma planta que por uma série de motivos é mais indicada para uso constante quando o assunto é pensar o planeta.

Se você é da turma que quer deixar tudo bonito sem agredir o ambiente e pensando que um dia as próximas gerações sofrerão se não começarmos agora, então fica aí o recado.

Para acessar a matéria sobre o polimento, visite:
http://pt.mustknowhow.com/index.php/casa-e-jardim/polimento-de-moveis-com-oleos-essenciais

Use com sabedoria!

Estudo demonstra que óleos essenciais podem ser o futuro na prevenção da DENGUE

Título: Avaliação da actividade insecticida dos óleos essenciais nas plantas amazônicas Annonaceae, Boraginaceae e de Mata Atlântica Myrtaceae como alternativa de controle às larvas de Aedes aegypti (Linnaeus, 1762)(Diptera: Culicidae)
Autor: Aciole, Sullamy Dayse Gomes
Orientador: Rebelo, Maria Teresa Ferreira Ramos Nabais de Oliveira
Silva, Mário Antônio Navarro da
Palavras-chave: Luta biológica
Óleos essenciais
Mosquitos
Teses de mestrado
Data: 2009
Resumo: A Dengue é uma doença causada por quatro sorotipos antigenicamente diferentes do arbovírus Flavivirus, transmitidos por mosquitos do gênero Aedes: A. aegypti nas Américas e A. albopictus na Ásia. Não existindo vacina que confira imunidade permanente aos sorotipos nem às suas variações genéticas, a principal medida de combate à doença é o controle vetorial através de inseticidas químicos. Diante desta estratégia, observou-se o surgimento de alterações da susceptibilidade de A. aegypti a organofosforados e piretróides em vários países e o surgimento da seleção de populações resistentes. Inseticidas biológicos e reguladores de crescimento foram outras alternativas de controle. Porém, outro método através do uso de compostos semioquímicos provenientes de extratos naturais e de óleos essenciais de plantas vem sendo estudado na busca de substâncias bioativas que diminuíam a dependência aos químicos. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial larvicida de óleos essenciais de cinco plantas da Amazônia (Guatteria blepharophylla, G. friesiana, G. hispida e Cordia curassavica) e Mata Atlântica Brasileira (Pimenta pseudocaryophyllus) contra A. aegypti. De suas folhas extraíram-se os óleos essenciais por hidrodestilação. Realizou análise por RMN em Guatteria spp. e análise de CG-MS em C. curassavica. Nos bioensaios larvas foram expostas a diferentes concentrações dos óleos e verificou-se a atividade larvicida, período de atividade larvicida, efeito subletal e alterações comportamentais e morfológicas ocorridas após exposição aos óleos. Análise Probit estimou as CL50, CL95 e CL99, respectivamente, de 85,74, 199,35 e 282,76 ppm para G. hispida; 58,72, 107,6 e 138,37 ppm para G. blepharophylla; 52,6, 94,37 e 120,22 ppm para G. friesiana; 87,70, 182,84, 247,88 para C. curassavica e 44,09, 128,14, 199,37 para P. pseudocaryophyllus. Análise de RMN indicou o óxido de cariofileno em G. blepharophylla como principal constituinte, α-,ß- e γ- eudesmols em G. friesiana e α- e ß-pinenos e (E)-cariofileno em G. hispida. Análise de CG-MS identificou 26 compostos no óleo de C. curassavica, sendo cis-Isolongifolano o principal. Os resultados indicaram a potencialidade inseticida desses óleos contra larvas de A. aegypti em condições laboratoriais.

 

FONTE: http://repositorio.ul.pt/handle/10451/1418