Category Archives: Fichas de Plantas

Canela, a rainha dos Aldeídos

CANELA – Colesterol, Diabetes, Plaquetas, Anti-fungica, etc.


Canela,  pauzinho cheiroso presente em diversas receitas culinárias é a casca de uma poderosa planta medicinal, graças as substâncias concentradas em seu óleo essencial.

Ação anticoagulante

O cinamaldeído (também denominado aldeído cinâmico) é o principal ativo do óleo essencial presente na Canela. Tem sido amplamente estudado pelos seus efeitos sobre as plaquetas do sangue.

As plaquetas são componentes do sangue que se destinam a aglomerar-se em situação de emergência (como lesões corporais), como uma forma de parar o sangramento, mas em circunstâncias normais, no caso de se aglomerarem demasiado, podem provocar um fluxo sanguíneo insuficiente.

O cinamaldeído do O. E. de canela ajuda a prevenir a aglutinação excessiva das plaquetas. (Isto sucede através da inibição da libertação de um ácido graxo inflamatório, denominado ácido araquidonico, das membranas das plaquetas e através da redução da formação de uma molécula inflamatória mensageira, o tromboxano A2). A capacidade da canela para reduzir a libertação de ácido araquidonico das membranas celulares também a coloca na categoria dos alimentos antiinflamatórios que podem ajudar na redução da inflamação.

Actividade antimicrobiana

Os óleos essenciais da canela também são classificados como antimicrobianos e a canela tem sido estudada pela capacidade de ajudar a impedir o crescimento de bactérias e fungos, incluindo a problemática levedura candida. Em testes de laboratório, os extratos de canela suspenderam muitas vezes (embora nem sempre) o desenvolvimento de leveduras resistentes ao uso de fluconazol, um medicamento antifúngico frequentemente usado.

As propriedades antimicrobianas da canela são tão eficazes que pesquisas recentes demonstraram que esta especiaria pode ser utilizada como uma alternativa aos conservantes de alimentos tradicionais. Num estudo, a adição de apenas algumas gotas de óleo essencial de canela a 100 ml de caldo de cenoura, posteriormente refrigerado, inibiu o crescimento de bacillus cereus, um agente patogénico de origem alimentar, durante pelo menos 60 dias. Quando o caldo era refrigerado sem a adição de óleo de canela, o bacillus cereus patogénico desenvolveu-se apesar da temperatura fria. Além disso, os pesquisadores observaram que a adição de canela não só agiu como um conservante eficaz, mas melhorou também o sabor do caldo.

Controle dos níveis de açúcar no sangue

Temperar com canela um alimento que tenha um teor elevado de hidratos de carbono pode ajudar a diminuir o seu impacto sobre os níveis de açúcar no sangue. A canela abranda a velocidade a que o estômago fica vazio após as refeições, reduzindo o aumento do açúcar no sangue após a ingestão.

Os investigadores mediram a velocidade a que o estômago de 14 pessoas saudáveis ficava vazio após terem ingerido 300 gramas (1,2 xícaras) de pudim de arroz simples ou temperado com 6 gramas (1,2 colheres de chá) de canela. A adição de canela ao pudim de arroz reduziu a velocidade de esvaziamento gástrico de 37% para 34,5% e atenuou significativamente o aumento dos níveis de açúcar no sangue após a refeição.

A canela também pode ajudar de forma significativa pessoas com diabetes do tipo 2 a melhorar a sua capacidade de resposta à insulina, normalizando assim os seus níveis de açúcar no sangue. Quer os estudos em tubos de ensaio, quer os estudos em animais demonstraram que os compostos da canela não só estimulam os receptores da insulina, mas também inibem uma enzima que os desactiva, aumentando assim significativamente a capacidade de as células utilizarem a glicose.

O aroma da canela estimula a função cerebral

Consumir canela melhora a capacidade do organismo de utilizar o açúcar do sangue e sentir simplesmente o seu aroma maravilhoso aumenta a actividade do cérebro!

Descobriu-se que mascar chicletes com aroma de canela ou simplesmente cheirar canela impulsionava o processamento cognitivo dos participantes do estudo.

O cálcio e as fibras melhoram a saúde do cólon e protegem contra doenças cardíacas.

Além dos seus óleos essenciais característicos, a canela é uma excelente fonte de manganês e uma fonte rica em fibra alimentar, ferro e cálcio. A combinação de cálcio e fibra é importante e pode ajudar a prevenir diversas doenças. O cálcio e as fibras podem ligar-se aos sais biliares e ajudar a removê-los do organismo. Ao eliminar a bílis, a fibra ajuda a prevenir os danos que determinados sais biliares podem causar às células do cólon, reduzindo assim o risco de cancro do cólon. Além disso, quando a bílis é removida pela fibra, o organismo tem de neutralizar o colesterol a fim de produzir mais bílis. Este processo pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol elevados, o que pode ser útil na prevenção da aterosclerose e da doença cardíaca. Para portadores da síndrome do intestino irritável, a fibra da canela também pode proporcionar alívio durante a prisão de ventre ou a diarreia.

Funchal, 18 de Setembro de 2010

FONTE: http://plantascurandeiras.blogspot.com/2010/09/canela-colesterol-diabetes-plaquetas.html

AUTOR:

REVISÃO: Arnaldo V. Carvalho

então, virando aquele rua de esquina é  a vereador duque estrada.
*o endereço certo é :
*Rua Dom Luiz Lasagna (!!!), 151 casa
Arnaldo – Arnie – PET diz (16:23):
*entra-se na duque estrada, vira a 2 esquerda (rua antonio fernandes), vira a 2 a esquerda novamente.
Arnaldo – Arnie – PET diz (16:26):
*achei o cel
Nivia diz (16:26):
*vou anotar
Arnaldo – Arnie – PET disse (16:32):
*minha mãe está querendo internar vovó
Arnaldo – Arnie – PET disse (16:33):
*ela não comeu absolutamente nada hoje.

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Óleo essencial de lírio!

6 de outubro de 2006

Flor de Holambra inspira perfume
Vilma Gasques

As flores de Holambra, na região de Campinas, agora já não são
comercializadas apenas para decoração. Num projeto com investimentos
que chegam a R$ 5 milhões, o Boticário coloca no mercado amanhã o
Lily Essence — a primeira eau de parfum da empresa, que tem como
matéria-prima uma variedade produzida pela Fazenda Terra Viva, uma
das maiores da região.

A empresa pesquisou o processo artesanal de produção de perfumes
extinto no mundo e conhecido como enfleurage para desenvolver esta
fragrância. Esta técnica é utilizada para a obtenção de óleos
essenciais das flores e data da Antiguidade. Embora tenha sido muito
usada, ela passou por um processo de sofisticação e aprimoramento e,
por ter custo elevado, deixou de ser praticada desde 2002.

Durante o processo de pesquisa para se chegar ao perfume ideal, o
Boticário descobriu o Lírio Stargazer, produzido pela Terra Viva. “A
descoberta do lírio perfeito para a produção de Lily Essence veio
após uma visita da equipe do Boticário a Holambra. Encontrada a
espécie única, com um perfume muito feminino, os profissionais da
empresa perceberam que tinham a chance de acompanhar todo o ciclo
produtivo de um perfume”, diz Israel Feferman, diretor de Pesquisa e
Inovação do Boticário.

Pela primeira vez no Brasil foram plantadas flores especialmente
para o uso em perfumaria. A produção do óleo essencial do lírio —
que recebeu o nome comercial de Lily Oil Botica — está sendo feita
na fábrica do Boticário, em São José dos Pinhais (PR), em um espaço
específico que abriga o desenvolvimento da técnica. As flores chegam
na fábrica ainda fechadas e desabrocham para que o perfume seja
capturado pelo processo de enfleurage.

De acordo com Feferman, o resgate do processo milenar de extração de
óleos essenciais feito pelo Boticário permitiu a abertura de um
mercado promissor para os produtos de Holambra. “A parceria foi tão
bem-sucedida que já estamos pensando em novos projetos”, diz.

“Este lançamento tem um significado muito especial para o Boticário,
que fez muitas pesquisas para identificar oportunidades de ingresso
no mercado de luxo, de produtos mais sofisticados. E este foi um
momento certo, pois já estamos pensando no aumento de vendas que
acontece no setor no final do ano”, ressalta.

Em 2005, a perfumaria fina no Brasil movimentou US$ 80 milhões, o
que representou um crescimento de receita de 22,5%. Diante desse
quadro, o Boticário aposta no Lily Essence como uma grande
oportunidade de crescimento da marca.

Apesar de não divulgar os números da produção da Fazenda Terra Viva,
o gerente de Exportação de Flores da empresa, Ralph Bekker diz que
com a parceria, 10% da produção da Terra Viva é destinada à
perfumaria. “Já produzíamos lírios de várias espécies, mas sempre
pensamos somente na decoração. Agora sabemos que há um potencial em
outro segmento. E já pensamos em ampliar a produção”, revela.

Artesanal

Para tornar o desejo de produzir o óleo essencial da flor em
realidade, o Boticário fez uma parceria também com a Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) e, por meio os pesquisadores da
Divisão de Agrotecnologia, desenvolveram o processo mais moderno de
enfleurage, que não utiliza gordura animal — premissa do Boticário.
Nesta nova técnica, as flores são colocadas em caixas e tampadas com
uma placa coberta de gordura. A gordura não toca as pétalas, mas
retém todo o seu perfume. Após algum tempo, a gordura é lavada em
álcool e, em seguida, é feita a purificação do óleo essencial.

“Neste interessante projeto com o Boticário tivemos a oportunidade
de usar a pesquisa da melhor forma possível, ou seja, interagindo
com o setor produtivo para o lançamento de um produto. A pesquisa
partiu de uma idéia ousada, a qual tinha como base o resgate do
processo de obtenção de aroma no processo de enfleurage. A equipe da
divisão de Agrotecnologia aceitou o desafio e conduziu ensaios
intensos que definiram a matéria-prima, os equipamentos e o processo
a ser transferido para a escala industrial”, conta Pedro Melito de
Magalhães, professor da Unicamp.

fonte: http://www.cosmo.com.br/economia/integra.asp?id=169985

Uxi-Amarelo (Edopleura uchi – Humiriaceae)

SOLAMENTO E IDENTIFICAÇÃO ESTRUTURAL DOS CONSTITUINTES
QUÍMICOS DE Endopleura uchi (HUMIRIACEAE)

Josiane de Souza Luna (PG), Taciano Marcolino da Silva (IC) , Edson de Souza
Bento(PQ), Antônio Euzébio Goulart Sant’Ana (PQ)

Departamento de Química – Universidade Federal de Alagoas

Palavras-chaves: Humiriaceae, Endopleura uchi, bergenina,
8,10-dimetoxibergenina

A família Humiriaceae é constituída por 8 gêneros a saber: Duckesia,
Endopleura, Hylocarpa, Humiria, Humiriastrum, Sacoglottis, Shistostemon e
Vantanea. Estes gêneros possuem cerca de 50 espécies1 e têm despertado a
atenção devido as suas atividades biológicas. Da espécie Vantanea peruviana
utilizada na medicina Indígena para o tratamento de reumatismo foram
isoladas duas substâncias: 4′-O-methyl-(-)-epigalocatequina e
epipelargonidina-(4b®8)-4′-O-methyl-(-)-epigalocatequina2. Atividade
hepatotóxica foi verificada em Sacoglottis gabonensis3. Com base em estudos
etnobotânicos tomamos para estudo a espécie Endopleura uchi. A literatura
não registra estudos químicos realizados com nenhuma espécie deste gênero.

O objetivo deste trabalho foi isolar e realizar a elucidação estrutural dos
constituintes químicos de Endopleura uchi através de dados espectroscópicos.
O caule da espécie Endopleura uchi coletado no estado do Pará foi seco,
finamente dividido e extraído com etanol (95%) em aparelho de Soxleht. O
material recolhido teve seu volume reduzido à vácuo em aparelho rotatório
até a obtenção do extrato bruto seco. O resíduo foi suspenso na mistura
metanol:água (60%) e extraído sucessivamente com hexano, clorofórmio,
acetato de etila e metanol. A fração clorofórmica após concentrada foi
submetida a filtração em sílica gel usando gradiente de eluição
clorofórmio/metanol. Sucessivas cromatografias em coluna de sílica
utilizando-se clorofórmio, metanol e misturas destes, monitoradas por
cromatografia em camada delgada de sílica, permitiram o isolamento de quatro
sólidos brancos denominados ENU-1, ENU-2, ENU-3 e ENU-4 após
recristalizações. ENU-1 é o produto principal do extrato total. As quatro
substâncias foram submetidas a análise espectroscópica no infra-vermelho,
ultra-violeta e ressonância magnética nuclear de 1H e 13C uni e
bidimensional. Até o momento a análise permitiu a elucidação estrutural dos
sólidos ENU-1 e ENU-3.
O espectro de RMN1H de ENU-1 em DMSO-d6 apresentou um sinal simples de
metoxila a d 3,770 e um sinal simples de um próton aromático a d 6,998. O
espectro apresentou ainda sinais relativos a prótons hidroxílicos aromáticos
a d 9,752 e a d 8,443 e alifáticos a d 5,641, d 5,426 e d 4,910 comuns para
prótons hidroxílicos quando o espectro é registrado em DMSO-d6. O espectro
de RMN13C de ENU-1 mostrou um sinal de carboxila a d 163,400 e o espectro de
DEPT-135o revelou a existência de um grupo metileno a d 61.110
característico de -CH2OH de açúcares. O espectro na região do infra-vermelho
usando-se KBr como solvente indicou a presença de grupo hidroxila e de um
grupo carboxila na molécula provavelmente relativo a um éster ou lactona. A
análise de todos os dados espectrais de ressonância uni e bidimensionais
(1H, 13C , DEPT 90o e 135o, Cosy, Correlação C-H1,2, Noesy e J-resolvido) e
infra-vermelho do composto ENU-1 e comparação com dados existentes na
literatura4 permitiu-nos identificar ENU-1 como a bergenina. A bergenina
está relatada na literatura por sua atividade antiinflamatória e já foi
descrita nesta família na espécie Humiria balsamifera5.
O espectro de RMN1H de ENU-3 mostrou três sinais simples correspondentes a
três grupos metoxilas d 3,909; d 3,890 e d 3,870 duas das quais estão mais
desprotegidas d 3.909, d 3.890. O espectro mostrou ainda um sinal simples de
próton aromático a d 7.441. O espectro de carbono-13 e DEPT 135o e 90o
mostraram-se similares aos de ENU-1 diferindo apenas na presença de sinais
para mais dois grupos metoxilas. O espectro na região do infra-vermelho
usando-se KBr como solvente indicou a presença de grupo hidroxila e grupo
carboxila na molécula provavelmente de um éster ou uma lactona . A análise
dos dados espectrais permitiu-nos propor para ENU-3 a estrutura da
8,10-dimetoxibergenina ainda não descrita na literatura. A confirmação de
ENU-3 como a 8,10-dimetoxibergenina foi obtida por metilação da bergenina
com sulfato de dimetila e com diazometano.

Referências Bibliográficas
1-Watson, L., and Dallwitz, M. J., (1992 onwards). The Families of Flowering
Plants: Descriptions, Illustrations, Identification and Information
Retrieval.
Version: 19th August 1999.
2-Noreen Y., Serrano G.; Perera P.;Bohlin L. Flavan-3-ols isolated from some
medicinal plants inhibiting COX-1 and COX-2 catalysed prostlagandin
biosynthesis. Plant Med 64: (6) 520-524 (1998).
3-Udosen EO, Ojong AS. Hepatotoxic activity of Sacoglottis gabonensis in
rats.
Pharm Biol 36: (5) 368-371 (1991).
4-Jáhodar, L.; Kolb, I. and Lycka, A. Fitoterapia, 63 (3), 260-261 (1992).
5-Harborne J.B.; Baxter H. Phytochemical Dictionary. A handbook of Bioactive
Compounds from Plants. Taylor e Francis. London. Washington DC. 1993.
Capes, CNPq

Óleo de Chalmugra (Carpotroche braziliensis / Sapucainha)

A ERA CHALMÚGRICA

A utilização dos óleos chalmúgricos na antigafarmacopéia
hindu e chinesa era preconizada paradoenças de pele, especialmente para a
hanseníase.6

Seu uso na medicina ayurveda, na Índia, remonta hámais de 2.000
anos e é relacionado à lenda queconta a cura da hanseníase do príncipe Rama
(de Benares) e da princesa Piya pelos frutos da árvorekalav.7No Ocidente
tornou-se conhecido a partirdos relatos de Mouat em 18546,*e começou a ser
utilizado em finais do século 19 no tratamento de váriasdoenças, entre as
quais a tuberculose e a hanseníase.6,8O óleo de chalmugra é obtido desementes
dos frutos de plantas da família Flacourtiácea. Inicialmente acreditava-se
que fosse originário de plantas do gênero Gynocarpus, tendosido mais tarde
esclarecido o fato de que original-mente provinha do Hydnocarpus
kurzii.1,7

As plantasprodutoras desse óleo são encontradas nas
florestastropicais asiáticas, na Índia, Sri Lanka, península1925 – 2005
Evolução e estado atual daquimioterapia da hanseníase*1925 – 2005 Evolution
and current status ofleprosy chemotherapy*Marcelo Grossi Araújo1*Mouat FJ.
Notes on native remedies. Indian Ann Med Sci.1854;1:646-652. Apud 6

Page 2
An Bras Dermatol. 2005;80(2):199-202.200Araújo MG.Indo-China, Filipinas e
Indonésia.6 No Brasil, foi identificada a espécie Carpotroche braziliensis,
conhecida por sapucainha.7Os derivados chalmúgricos vieram como
alternativa aos antimoniais, arsenicais e iodo, entre outros.

1,7As plantas produtoras do óleo passaram a sercultivadas em várias regiões do mundo, o
Brasil incluído. A identificação posterior da C. braziliensisfez com que essa se tornasse a principal fornecedorada substância ativa no país.7O óleo chalmúgrico era obtido pela prensa das sementes e a posterior saponificação,
pelo hidróxido de sódio. Entre os ácidos graxos obtidos estão os ácidos chalmúgrico e o ácido hydnocárpico, que diferem ligeiramente em suacomposição química e em seu poder de desvio óticoda luz polarizada.6,7Sua utilização
era feita por meiode fórmulas magistrais, como a de Brocq e Pomaret,citada por Ramos e Silva:1Óleo de chaulmoogra70ccEucalyptol 30ccPara injeções intra-musculares.A indústria farmacêutica local desenvolveuvários produtos e as multinacionais produziram,entre outros, o Alepol, Moogrol(Burroughs-Welcome),6Antileprol(Bayer). Na realidade, o tratamento chalmúgrico representou a primeira possibilidade concreta para o arsenal
terapêutico dahanseníase. Foi empregado por via oral, abandonada pelos efeitos irritantes para o trato gastrointestinal,parenteral (intramuscular ou endovenosa) e emforma de aplicações intralesionais conhecida como plancha.

Esta última modalidade teve muitos adeptos e era considerado eficaz na regressão de lesões pau-cibacilares.7,9,10Seu mecanismo de ação não era conhecido. Acreditava-se que estimularia a ação das lípases séricas na parede bacteriana facilitando a lise domicroorganismo.1,8,11De Mello, em 1925, consideravatambém um possível efeito imunoestimulador11ealguns autores sugeriam que, no caso do tratamentointralesional, o trauma mecânico seria
responsávelpor essa estimulação.9Embora tivessem seu uso largamente difundido, muitos questionamentos foram feitos desde aintrodução dos derivados chalmúgricos no arsenalterapêutico da hanseníase. Bechelli, Rotberg, em1951, mostraram a grande discordância entre osdiversos autores em relação aos resultados obtidoscom esse tratamento e afirmavam não haver estudos metodologicamente adequados capazes deconfirmar sua eficácia.

Admitiam, entretanto, seuefeito local na melhora de muitas lesões e seu papel no controle, facilitando ou estimulando abusca de tratamento pelos pacientes que antes seocultavam.10A introdução das sulfonas no tratamento da hanseníase a partir das observações de Faget em1941 iniciou o declínio dos chalmúgricos.

12,*A*Faget GH, Pogge RC, Johansen FA, Dinan JF, Prejean BM, Eccles CG. The promin treatment of leprosy. Public Health Rep.1943;58:1729.Apud12

CATAIA – Pimenta pseudocaryophyllus (Myrtaceae)

UNESP de Registro realiza pesquisa visando extrair óleo essencial da
cataia

No sentido de realizar pesquisas que visam descobrir novos metabólitos
de plantas medicinais da Mata Atlântica foi estudada a Pimenta
pseudocaryophyllus, conhecida vulgarmente como cataia.

A cataia pertencente à família Myrtaceae (outras plantas dessa família
são a goiaba e o eucaliptu, dentre outros). A planta ocorre na região
do Vale do Ribeira, principalmente em áreas de restinga do litoral Sul
do Estado de São Paulo. Na medicina tradicional é utilizada no
tratamento da diarréia e inflamações.

Porém nenhuma pesquisa foi encontrada referente ao isolamento de
produtos naturais desta planta, devido a esse fato, foi iniciado o
estudo envolvendo a caracterização química de metabólitos voláteis de
P. pseudocaryophyllus e suas respectivas aplicações em testes
antiparasitários e antimicrobianos.

O trabalho foi nomeado de “COMPOSIÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADES BIOLÓGICAS
DO ÓLEO ESSENCIAL DAS FOLHAS DE Pimenta pseudocaryophyllus Gomes”,
sendo este trabalho publicado no Congresso de Iniciação Científica da
Unesp, que neste ano foi realizado na FCAV em Jaboticabal (Faculdade
de Ciências Agrárias e Veterinária), nos dias 13 e 14 de novembro de 2006.

A P. pseudocaryophyllus foi coletada no município de Ilha Comprida/SP
e as folhas foram separadas e secas. Em seguida as folhas foram
submetidas ao processo de extração do óleo essencial, com isso obteve
o óleo essencial que revelou a presença de dezoito compostos, com
destaque para o eugenol e metil-eugenol como predominantes.

Com o óleo essencial foi feito bioensaios visando saber o efeito
microbiano do óleo. Entre os testes realizados foi determinado contra
a bactéria Enterococus hirae a concentração de 0,4 mg/ml do óleo
essencial. Os enterococos são microorganismos comensais que atuam como
patógenos oportunistas e que freqüentemente causam infecções em
pacientes hospitalizados. É um dos microorganismos mais comumente
isolados do trato urinário, responsável pela grande incidência de
bacteremia hospitalar.

Além disso, atividades antiparasitárias “in vitro” em promastigotas de
Leishmania (L) chagasi, responsável pela doença de leishmania visceral
em seres humanos foram observadas. A concentração de 500 µg/ml de óleo
essencial da P. pseudocaryophyllus causou uma mortalidade de 100% dos
promastigotas.

Assim os autores afirmam que os estudos até o momento revelam que o
óleo essencial da Pimenta pseudocaryophyllus poderá ser utilizado no
desenvolvimento de novas substâncias bioativas no combate a doenças
antimicrobianas e antiparasitárias.

O trabalho foi realizado pela discente Cybeli Alves de Oliveira sob
orientação do docente Palimécio G. Guerrero Jr. e com a colaboração da
aluna Josilaine Emanuelle do Prado. Para mais informações sobre
metodologia e resultados encontrados entrar em contato pelo e-mail
pali@…

Noni (Mangustão): Constituintes e propriedades

Atividade da fruta madura do noni e dos seus constituents

De acordo com as investigações bioscientific da fruta do noni conduzidas
sobre os cinqüênta anos passados, a fruta madura do noni, os extratos da
fruta madura do noni, e os constituents encontrados na fruta madura do noni
demonstram um plethora de atividades biológicas.

O que se segue é uma lista parcial dos constituintes fitoquímicos da fruta madura do noni, e algumas de
suas atividades biológicas sabidas. Devido à quantidade de informação grande
que é sabida sobre muitos destes constituents, não é prático sumariar dentro
suas atividades completamente.

1-Hexanol – antiseptic
Ácido acetic – bactericide, fungicide
Asperuloside – antiinflammatory, laxative
Aucubin – antioxidant, bactericide, laxative
Ácido benzoic – antiseptic, bactericide, fungicide
Álcool benzyl – anestésico, antiseptic
Ácido caprylic – candidacide, fungicide Damnacanthal – catártico
Eugenol – analgesic, anestésico, antiinflammatory, antiseptic,
cancer-preventivo
Ácido glucuronic – detoxicant
Limonene – anticancer, antitumor, hypercholesterolemic
Ácido linoleic – antiarteriosclerotic, cancer-preventivo, hepatoprotective
Ácido myristic – cancer-preventivo
Noni-ppt – antitumor, immunomodulatory
Ácido oleic – cancer-preventivo
Ácido palmitic – antifibrinolítico
Scopoletin – analgesic, antiedemic, antiinflammatory

Cleansing – a fruta madura do noni contem uma concentração dos
anthraquinones including um chamado damnacanthal, que possuem a atividade
purgative. Isto explica o efeito “cleansing” descrito por muitos usuários.

Nos casos da digestão lenta e retarde bowels moventes, noni pode exercer um
efeito estimulando e desse modo benéfico, ajudando aumentar o peristalsis e
cleanse os dois pontos.

Atividade antiinflammatory – os clientes anecdotal dos efeitos
antiinflammatory que resultam do consumo da fruta do noni são demasiado
numerosos demitir. Os efeitos antiinflammatory do asperuloside, do eugenol e
do scopoletin atual na fruta madura do noni suportariam tal reivindicação.

Outros agentes podem possuir a atividade antiinflammatory adicional.
Atividade immunomodulatory e antitumor – Hirazumi e Furusawa descreveram a
atividade de uma substância polysaccharide-rica do suco de fruta do noni,
noni-ppt. Nos estudos, o noni-ppt demonstrou a atividade immunomodulatory e
antitumor. Os autores sugeriram que o noni-ppt pode ser um agente
suplementar valioso no tratamento do cancer. O ácido de Okadaic na fruta do
noni foi determinado por Asahina et por al aumentar a síntese do fator do
necrosis do tumor.

Brief comments on noni studies

Studies conducted on noni fruit demonstrate antimicrobial activity, and
inhibition of both the Candida albicans virus, and Cryptococcus, a cause of
fungal pneumonia. Sedative and analgesic effects have also been noted. Noni
fruit appears to stimulate the production of T-cells, macrophages and
thymocytes, thereby enhancing immune function. And in animal studies, noni
fruit extended the lives of mice with cancer. However, it is important to
point out that at this time there is no reason to believe that noni fruit
contributes in any way to the mitigation of diabetes, a disease for which it
is increasingly widely employed. Nor should the anti-cancer activity of
various noni constituents lead people to believe that the fruit or its
extracts constitute a successful treatment for cancer.
Which form of noni retains constituents

One of the primary challenges in the field of botanical medicines is to
effectively translate a beneficial traditional folk remedy into a beneficial
shelf stable product. In Polynesia, ripe noni fruit is put into a container,
where it quickly decomposes and ferments. The pungent amber juice which
remains at the top of the fermented fruit is consumed daily as a
prophylactic, to enhance overall vitality and well being. Most people cannot
obtain fresh fermented ripe noni juice. So how can noni be translated
effectively into shelf-stable dietary supplements that work far away from
the islands?

The five enemies of all natural products are heat, light, air, moisture and
time. Any process of noni preparation must minimize these factors,
especially considering that the volatile constituents are unstable and are
easily reduced or destroyed. While drying noni fruit yields a material that
can be powdered and put into dietary supplements, this process subjects the
fruit to all five destructive factors. Bottled noni juices undergo
pasteurization to eliminate the problem of microbial contamination. During
pasteurization, volatile constituents are inevitably reduced. At present the
processing method most likely to yield a beneficial noni fruit product is
lyophilization (freeze-drying). Lyophilization is widely employed in the
pharmaceutical industry to stabilize drugs and extend the lifetime of their
potency. The lyophilization process is a stabilizing procedure in which a
substance is first frozen and then the quantity of the solvent (usually
water) is reduced, initially by sublimation (the primary drying process) and
then by desorption (the secondary drying process) to levels that will no
longer support biological activity or chemical reactions. This process
avoids the five destructive factors, producing a stable material which
retains a greater concentration of active, volatile constituents.

Sempre Viva – Imortele (em espanhol)

de oro, Helicriso
Helicrysum italicum (Roth) G. Don fil.

Nombre latín: Helichysum arenarium DC.

Castellano: helicriso, perpetua, siempreviva amarilla, manzanilla bastarda,
yesquera, meaperros Portugués: perpetua das areias, rosmarinho bravo, herba das
almorrans

Francés: immortelle des sables, èternelle jaune
Inglés: yellow chaste weed, live ever, sandy everlasting
Holandés: strobloem, zandstrobloem
Alemán: Sandimmerschön, Stronblume, gelbes Katzenpfötchen, Inmortelle Italiano:
elicriso, semprevivo, zolfino, pepetuino, tignamica

Parte Utilizada
Las sumidades floridas.

Principios Activos
Aceite esencial con nerol, alfa y beta-pineno, eugenol, linalol; lactonas
sesquiterpénicas, ácidos caféico y ursólico, beta-sitosterol, flavonoides.

Acción Farmacológica
Posee una acción pseudo-ACTH, de la que se deriva su efecto antiinflamatorio,
Antitusivo y antialergénico. Otras acciones: protectora dérmica, cicatrizante,
bacteriostática, hepatoprotectora, ligeramente hipocolesterolemiante,
espasmolítica, diurética, colerética.

Indicaciones
Bronquitis, asma, rinopatías, reumatitis, alergias alimentarias, urticaria,
hepatitis, colecistopatías. En uso tópico: flebitis, soriasis, eczema,
blefaroconjuntivitis, parodontopatías.

Contraindicaciones
Obstrucción de las vías biliares.
No prescribir formas de dosificación orales con contenido alcohólico a niños
menores de dos años ni a consultantes en proceso de deshabituación etílica.

Precaución / Intoxicaciones
Tener en cuenta el contenido alcohólico del extracto fluido, de la tintura y del
jarabe.

Formas Galénicas / Posología
Uso interno:
– Infusión: una cucharada de postre por taza. Tres o cuatro tazas al día. –
Extracto fluido (1:1): 30 gotas, una a tres veces al día.
– Tintura (1:5): 50 gotas, una a tres veces al día.
– Jarabe (10% de extracto fluido): media a una cucharada sopera, tres o cuatro
veces al día. Uso externo:
– Infusión: una cucharada sopera en 100 ml de agua. Aplicar dos o tres veces al
día, en forma de lavados o compresas. – Crema (extracto fluido o glicólico): dos o
tres aplicaciones al día.

FAMILIA
Compuestas

PARTE MEDICINAL UTILIZADA
Los capítulos florales

TIPO DE PLANTA
Herbácea vivaz

ORIGEN
Sur y centro de Europa

ALTURA
Hasta 50 cm

HOJAS
Enteras, lanceoladas, espatuladas, algodonosas por el haz y el envés

FLORES
Los capítulos florales se agrupan en corimbos con un involucro de color amarillo
brillante Las flores, de color amarillo, son tubulares dispuestas en el centro

FRUTOS
Arquenio tuberculado de color marrón

HÁBITAT
Tierras áridas de monte y mar, bordes de carreteras y caminos

COMPONENTES
Flavonoides
– flavonas (apigenol, luteolol)
– flavonoles (kaempferol, quercetol)
– flavanonas (naringenol, helicrisina, salipurpósido)
– chalconas (isohelicrisina, isosalipurpósido)
Nota: la mayoría de estos flavonoides son incoloros, a excepción del
isosalipurpósido, que es el pigmento principal dentro de las chalconas

Derivados fenólicos
– derivados cetónicos de un núcleo pirano como el arenol

Ácidos orgánicos
– ácido cafeico
– ácido ursólico

Aceite esencial
– nerol………..casi 50%
– d-alfa-pineno
– eugenol
– sesquiterpenos azulógenos
– linalol

Principios amargos
Beta sitosterol
Taninos

PROPIEDADES
Colerético
Colagogo
Espasmolítico
Diurético
Depurativo
Antirreumático y antigotoso
Antialérgico
Expectorante
Antimicrobiano
Cicatrizante (vía externa)
Protector de los tejidos
Antineurálgico

INDICACIONES
Para estimular la secreción de los jugos gástricos y pancreáticos
Colecistitis crónica
Colecistopatías
Afecciones renales
Afecciones vesicales
Gota
Reumatismo
Bronquitis sub-agudas y crónicas
Enfisemas
Asma
Quemaduras solares
Congelaciones
Estímulo de la secreción interna de hidrocortisona
Alergias digestivas
Alergias cutáneas
Alergias respiratorias
Conjuntivitis
Migrañas
Dolores de cabeza

CONTRAINDICACIONES
No se conocen

USOS
Infusión: de una a dos cucharaditas por taza
Colirio: extracto acuso al 6%
Extracto fluido: hasta 1 cucharada varias veces por día

DE INTERÉS

Acerca de su nombre
“Helicriso” deriva de dos vocablos griegos que significan “sol” y “oro” aludiendo
al color de sus capítulos florales

Especie relacionada
Existe el Helichrysum italicum G. Don que es originario de la cuenca mediterránea
el cual contiene flavonoides y aceite esencial útil en tratamientos de afecciones
de la piel tales como dermatosis y alergias

Bibliografía
Benigni, R; Capra, C; Cattorini, P. Piante Medicinali. Chimica, Farmacologia e
Terapia. Milano: Inverni & Della Beffa, 1962, pp. 533-47.

Bézanger-Beauquesne, L; Pinkas, M; Torck, M; Trotin, F. Plantes Médicinales des
Regions Tempérées. Paris: Maloine, 1980, pp. 403-4.

Mulet, L. Estudio Etnobotánico de la Provincia de Castellón. Castellón: Diputación
Provincial, 1991, pp. 208.

Peris, JB; Stübing, G; Vanaclocha, B. Fitoterapia Aplicada. Valencia: M.I. Colegio
Oficial de Farmacéuticos, 1995, pp. 470-1.

Peris, JB; Stübing, G; Figuerola, R. Guía de las Plantas Medicinales de la
Comunidad Valenciana. Valencia: Las Provincias, 1996, p. 109.

LITSEA CUBEBA (Pimenta-chinesa), May Chang

LITSEA CUBEBA

A planta é nativa da Ásia e cultivada principalmente na China, Malásia e Java. Foi destilada pela primeira vez nos anos 50 e é normalmente utilizada na culinária chinesa.
Litsea cubeba é às vezes chamada de May Chang ou pimenta chinesa. O óleo possui alta concentração de citral, similar à verbena e lemongrass. Por isso compete em popularidade com o lemongrass, porém este último tem efeito mais prolongado.
A Litsea Cubeba tem um forte efeito na psique e é utilizado contra depressão, nervosismo, ansiedade e stress e promove clareza mental.
É um excelente tonificante e auxilia no controle da acne e pele oleosa. Também é bom para dores musculares e tensões relacionadas ao stress.
Litsea Cubeba é usado como ingrediente em sabonetes, spray de ambiente, óleo de massagem, perfumes e desodorantes.
Características:
Nome botânico: Litsea Cubeba
Descrição: uma árvore que cresce até 10 metros, com folhas verdes brilhantes em forma de lança, em troncos finos que carrega flores brancas e frutos verdes redondos e pequenos (do tamanho de grãos de pimenta).
Odor: forte, doce, cítrico
Cor: amarelo palha a amarelo
Método de produção do óleo: através de destilação a vapor dos frutos da Litsea cubeba.
A seguir, exemplos de aplicação da Litsea Cubeba:
a. Spray de Ambiente I
1. Alcool neutro 85%
2. Óleo Essencial Litsea Cubeba 5%
3. Água 10%
Misturar 1 e 2. Adicionar 3 e misturar.
b. Spray de Ambiente II
1. Álcool neutro 85%
2. Óleo Essencial Litsea Cubeba 3%
3. Óleo Essencial Eucalipto Globulus 2%
4. Água 10%
Misturar 1, 2 e 3. Adicionar 4 e misturar.
c. Óleo de Massagem para dores musculares
1. Óleo Semente de Uva 97%
2. Óleo Essencial Litsea Cubeba 2%
3. Óleo Essencial Eucalipto Globulus 1%
Misturar 1, 2 e 3
(O conteúdo deste informativo representa o melhor de nosso conhecimento. Porém, nada aqui mencionado deve ser entendido como garantia de uso.)
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Neem (Nim) / Azadirachta indica / Margosa

Nim ou Margosa

 

Lelington Lobo Franco [08/01/2006]

Nome científico: Azadirachta indica – A.juss, Synantelara azadirachta ou Melia azadirachta

Sinonímia: neem

Família: Meliaceae

Partes usadas: toda a planta, folhas, sementes (óleo), frutos, cascas e raízes.

Habitat: é uma planta de origem asiática, natural de Burma e das regiões áridas do subcontinente indiano.

Características: tem crescimento rápido e atinge normalmente 15m de altura. As folhas são verde-escuras, compostas e imparipinadas. As flores são esbranquiçadas, com perfume peculiar, reunidas em inflorescências densas. O fruto é uma baga ovalada, com 1 a 2cm de comprimento. A polpa é amarelada, quando madura. Sua casca é branca, dura, e sua semente contém óleo essencial, com coloração marrom. Resiste a solos secos e pobres em nutrientes, mas prefere clima tropical, não tolerando temperaturas abaixo de 8.ºC

A plantação é feita através de mudas, após o plantio das sementes. O sucesso do plantio está relacionado ao início da estação chuvosa da região.

Propriedades químicas: gedunine, taninos, meliacinas (triternos oxigenados), neemola, glicosideos, ácido nítico, ácido oléico, ácido tetradecóico e ácido D (do nim). As sementes possuem óleos: nimbim, nimbinim e nimbidim. Nas flores há minerais como sódio, potássio, cálcio, ferro e cloro, além de dióxido de carbono CO2, e derivados do enxore SO4 e SI O2. Outros componentes como o nimbosterol, glicosídeos, nimbosterim, flavonóides: nimbicetim e sesquiterpenos, solamina e azaridactim.

O azadiractim (semelhante a um esteróide) é o componente mais importante da semente de nim, estudado durante quase 20 anos. É o mais empregado no controle de pragas, pois não possui ação fitotóxica, não agredindo o meio ambiente, sendo praticamente atóxico ao homem.

Propriedades terapêuticas: ação antimalária, antifúngica, anti-hemorróica, antidiabética, dermatites, cistites, antidiarréica, vermífuga, antiespermaticida, antibacteriana, antiviral, fertilizante utilizado como adubo orgânico, além de combater úlceras, eczemas e psoríase.

Indicações: é uma planta extraordinária com ação múltipla em diversas enfermidades. O óleo da semente de nim tem feito maravilhas no tratamento de psoríase, reduzindo a coceira e escamação e a vermelhidão da parte lesionada.

O uso oral do extrato das folhas do nim tem reduzido nos diabéticos insulínicos (tipo I), a necessidade de insulina na proporção de 30 a 50%.

O que dizer do câncer e da aids? O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos tem experimentado o extrato de nim em cobaias, devido à ação surpreendente na aniquilação do vírus HIV.

Os elementos ativos polissacarídeos e limonóides encontrados na casca, folhas e sementes têm reduzido certos tumores cancerosos. Até nas doenças coronárias, há diminuição da coagulação sangüínea e da pressão arterial.

Na Índia, existe um lubrificante vaginal feito com óleo de nim, que tem melhor efeito anticoncepcional do que os preservativos (camisinha) usados pelos homens.

Possui ação repelente de insetos, superior aos produtos químicos conhecidos.

Modo de usar

Uso interno

Infusão das folhas – 1-g em 1 litro de água. Tomar durante o dia.

Cápsula de óleo – 300g, 3 ao dia.

Pó – 5g em 1/2 litro de água. tomar 2 copos ao dia.

 

(FONTE: PARANÁ ONLINE)

óleo essencial ERVA BALEEIRA é poderoso anti-inflamatório… e já é industrializado e vendido em farmácias

Tecnologia: Da natureza para a farmácia

Antiinflamatório feito com extrato de planta da Mata Atlântica está pronto para entrar no Mercado

Dinorah Ereno

Uma planta nativa da Mata Atlântica, conhecida pelo nome de erva-baleeira ou maria-milagrosa, é a base de um antiinflamatório que já recebeu o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está previsto para chegar às farmácias ainda neste semestre. “É o primeiro antiinflamatório tópico feito a partir do extrato de uma planta brasileira, a Cordia verbenacea“, diz José Roberto Lazzarini, diretor médico e de pesquisa e desenvolvimento da Aché, empresa que vai lançar o produto em forma de creme com o nome comercial de Acheflan. “Existem antiinflamatórios de plantas medicinais, mas de outras origens, como África e outros países.”

Patenteado no Brasil e no exterior, o novo produto pertence à classe dos fitomedicamentos, fármacos que têm em sua composição apenas substâncias ativas extraídas de plantas. Pela regulamentação da Anvisa, eles nunca podem estar misturados a princípios ativos sintéticos, vitaminas ou minerais. E as mesmas normas aplicadas para a produção de medicamentos devem ser seguidas para a de fitomedicamentos, como a comprovação de eficácia e de segurança. “Em testes clínicos, o Acheflan demonstrou ser tão eficaz e seguro para os casos de tendinite crônica e dor miofascial quanto o principal antiinflamatório do mercado, que tem como princípio ativo o diclofenaco dietilamônio”, diz Reynaldo Jesus-Garcia Filho, chefe da disciplina de Ortopedia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador das pesquisas na universidade. A dor miofascial tem como sintoma mais evidente dores musculares persistentes.

Estudos comparativos feitos com o creme de erva-baleeira e o de diclofenaco apontaram que o uso do fitomedicamento resultou em menos efeitos colaterais para os pacientes, como vermelhidão no local aplicado.

“Mesmo sendo usado na pele, tivemos no grupo-controle (com diclofenaco) um paciente com dor de cabeça relacionada ao uso do medicamento e outro com dor de estômago, mostrando que há absorção significativa. No caso do grupo em estudo com a Cordia verbenacea, não houve nenhum comprometimento desse tipo”, diz Jesus-Garcia. O creme de erva-baleeira apresentou efeito terapêutico com uso três vezes ao dia. “Em todos os parâmetros que analisamos na comparação entre os dois medicamentos, entre eles eficácia e efeitos colaterais, o de Cordia verbenacea apresentou uma tendência a melhores resultados, mas não foram estatisticamente significantes”, diz Jesus-Garcia Filho. Para obter a comprovação estatística necessária, é preciso aumentar o número de pacientes.

A idéia de transformar o conhecimento dos caiçaras do litoral paulista, que há bastante tempo usam a planta para tratar contusões e estancar processos inflamatórios, surgiu do hábito de um dos donos e fundadores do Aché, Victor Siaulys, de utilizar a erva-baleeira depois das partidas de futebol. Ele notou que sempre que usava a “garrafada” – a infusão medicinal da planta – sobre as lesões recuperava-se muito mais rapidamente. Essa constatação o incentivou a levar adiante a idéia de criar área de pesquisa e desenvolvimento para fitomedicamentos na empresa, em 1989. “Como era algo totalmente novo na época, foram muitas as dificuldades encontradas”, diz Lazzarini.

Ação comprovada – O projeto seguiu em um ritmo inconstante até 1998, quando realmente tomou fôlego com a consultoria do farmacologista João Batista Calixto, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em 2001 juntou-se ao grupo o consultor Luís Francisco Pianowski, especialista na área de tecnologia farmacêutica. Juntos, Calixto e Pianowski descobriram que o princípio ativo da planta responsável pela ação antiinflamatória não era aquele descrito até então na literatura, a artemetina, do grupo dos flavonóides, e sim o alfa-humuleno, um componente do óleo essencial. Mas até aquele momento não se conhecia seu efeito antiinflamatório. “Essa foi a grande descoberta”, diz Lazzarini. A ação do alfa-humuleno como antiinflamatório foi comprovada tanto nos testes pré-clínicos, em camundongos, como nos clínicos, em humanos. Para produzir um fitomedicamento não é necessário isolar o princípio ativo, como no caso dos medicamentos alopáticos.

Como se trata de um fitocomplexo, em muitos casos com mais de 50 substâncias, nem sempre se sabe o que está efetivamente agindo isoladamente ou em conjunto. “No nosso caso, nos testes em animais pudemos comprovar que o alfa-humuleno era responsável pelo efeito antiinflamatório”, diz o médico Dagoberto Brandão, dono da Pharma Consulting, empresa de consultoria de desenvolvimento e pesquisa de medicamento e coordenador dos estudos pré-clínicos e clínicos do novo produto.

Tanto os óleos essenciais como os flavonóides relevantes para o medicamento concentram-se nas folhas da erva-baleeira, um arbusto encontrado principalmente no litoral da Região Sudeste. Os estudos relacionados ao cultivo e à extração do princípio ativo da planta, que englobam o desenvolvimento agronômico, químico e fitoquímico, foram realizados no Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenados pelo pesquisador Pedro Melillo de Magalhães. “A pesquisa agronômica teve como objetivo estabelecer o sistema produtivo na escala de cultivo necessária para atender à demanda de produção”, diz Magalhães. Uma área do centro de pesquisa na região de Paulínia, ao lado de Campinas, com 12 hectares cultivados de erva-baleeira, é a garantia do fornecimento de matéria-prima em quantidade suficiente para a primeira fase do lançamento do produto. Nesse campo de cultivo, a cada quatro meses os arbustos são cortados a poucos centímetros da base para serem utilizados. Do mesmo tronco cortado ocorrem novos brotos, e assim sucessivamente. As mudas de erva-baleeira plantadas no início do projeto ainda estão produzindo no campo.

A extração do óleo essencial, a matéria-prima necessária para o laboratório elaborar a formulação final, é também feita no centro de pesquisas da Unicamp, que tem um convênio de fornecimento com o Aché. Marcadores bioquímicos garantem a qualidade e a consistência do extrato, que não pode ter variação para garantir a padronização da matéria-prima. “Não pode haver nenhuma alteração na concentração dos princípios ativos, tudo tem que ser igual”, diz Brandão. A padronização é uma das exigências de uma resolução da Anvisa, de março de 2004, para a produção de fitomedicamentos. E tem como objetivo controlar tanto a matéria-prima vegetal como os próprios medicamentos. Nos testes clínicos foi utilizado o extrato padronizado igual ao que vai chegar ao mercado.

Agrônomos, bioquímicos, farmacêuticos e médicos somaram mais de uma centena de profissionais envolvidos com o projeto de 1998 até 2004. Os estudos pré-clínicos envolveram testes farmacológicos e toxicológicos em laboratório e depois em camundongos. “As pesquisas clínicas foram realizadas em centros universitários e seguiram rigorosamente diretrizes do Conselho Nacional de Saúde e da Anvisa”, diz Brandão. Os clínicos foram feitos em três etapas, com a participação de quase 700 pacientes. Na fase 1, o produto foi testado em cerca de 290 voluntários sadios, na fase 2 em torno de 90 pacientes portadores de tendinites crônicas e de dor miofascial e na fase 3 em aproximadamente 280 pacientes com as mesmas doenças. Estudos semelhantes foram feitos nos Departamentos de Ortopedia da Unifesp e da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade de Campinas (Puccamp).

Depois de cumpridas todas as etapas dos testes pré-clínicos e clínicos, o Aché entrou com o pedido de registro na Anvisa, aprovado em novembro do ano passado, para uso do Acheflan nos casos de tendinites e dor miofascial. Agora o laboratório está pesquisando o uso do extrato em forma de comprimido para as mesmas indicações. E também começa a estudar a utilização da erva-baleeira para osteoartrite e traumas físicos. Nos sete anos em que o projeto foi levado adiante sem interrupções, o Aché investiu mais de R$ 15 milhões em pesquisa e desenvolvimento do fitomedicamento. A empresa, que no ano passado faturou R$ 900 milhões, aplica anualmente R$ 10 milhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.

Mercado bilionário – Por enquanto, o lançamento do Acheflan está restrito ao mercado nacional, que movimenta R$ 400 milhões por ano somente com medicamentos fitoterápicos. Alguns fitoterápicos que estão à venda, como chás e cápsulas de produtos naturais, não se enquadram na categoria de medicamentos e por isso não entram nesse cálculo. No exterior, esse segmento movimenta US$ 21 bilhões por ano. Por isso, conquistar uma fatia desse mercado bilionário é uma das metas da empresa. “Conversamos com possíveis parceiros na Europa e nos Estados Unidos e já temos vários interessados”, diz Lazzarini. “Estamos agora na fase de avaliação.”

A empresa tem ainda outros oito projetos de fitomedicamentos, mas que estão sob sigilo porque as patentes ainda não foram registradas. Para desenvolver os produtos nessa área criou uma divisão chamada Phytomédica, que apresentou como primeiro resultado de pesquisa e desenvolvimento um produto indicado para o tratamento dos sintomas da pós-menopausa à base de isoflavonas de soja, produto muito usado na China, de onde é originário, e no Japão. Já o novo fitomedicamento foi feito com uma planta brasileira. A pesquisa foi totalmente feita no Brasil, desde os estudos agronômicos, químicos e fitoquímicos até a formulação do produto. “O interessante é que surgiu de uma idéia que deu certo”, diz Jesus-Garcia Filho.

Para ser preciso, segundo consulta ao site do INPI, a Aché Laboratórios já pediu três patentes relacionadas a processos para obtenção ou isolamento de extratos com (entre outras coisas) propriedades antiinflamatórias. Estes pedidos já foram publicados pelo INPI, e os processos de exame estão em andamento.

PI0300600-0 24/03/2003 PROCESSOS DE ISOLAMENTO DE UM CONSTITUINTE DE UM ÓLEO ESSENCIAL E OBTENÇÃO DE SEUS PRODUTOS
PI0203067-5 15/07/2002 PROCESSOS DE OBTENÇÃO DE UM ÓLEO ESSENCIAL COM PROPRIEDADES ANTIINFLAMATÓRIAS, ANTINOCICEPTIVAS E IMUNOMODULATÓRIAS E DE PRODUTOS OBTIDOS A PARTIR DELES
PI0203068-3 15/07/2002 PROCESSOS DE OBTENÇÃO DE EXTRATOS HIDROALCOÓLICOS, METANÓLICOS E ACETATO DE ETILA COM PROPRIEDADES ANTIINFLAMATÓRIAS, ANTINOCICEPTIVAS E IMUNOMODULATÓRIAS E DE PRODUTOS OBTIDOS A PARTIR DELES

Em consulta à base mundial da Esp@acenet, a menção é à “ACHE LAB FARMACEUTICOS S A (BR)”, e apenas mencionam os pedidos em andamento no Brasil:

http://v3.espacenet.com/textdoc?DB=EPODOC&IDX=BR0203068&F=0&QPN=BR0203068
http://v3.espacenet.com/legal?DB=EPODOC&IDX=BR0203067&F=0&QPN=BR0203067

Parece que patente virou símbolo de “status”. Dá Ibope até antes de ser concecida.

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Revista Pesquisa Fapesp
, Edição 110
http://revistapesquisa.fapesp.br/index.php?s=19,4,20&aq=s