Category Archives: Fichas de óleos essenciais

Canela, a rainha dos Aldeídos

CANELA – Colesterol, Diabetes, Plaquetas, Anti-fungica, etc.


Canela,  pauzinho cheiroso presente em diversas receitas culinárias é a casca de uma poderosa planta medicinal, graças as substâncias concentradas em seu óleo essencial.

Ação anticoagulante

O cinamaldeído (também denominado aldeído cinâmico) é o principal ativo do óleo essencial presente na Canela. Tem sido amplamente estudado pelos seus efeitos sobre as plaquetas do sangue.

As plaquetas são componentes do sangue que se destinam a aglomerar-se em situação de emergência (como lesões corporais), como uma forma de parar o sangramento, mas em circunstâncias normais, no caso de se aglomerarem demasiado, podem provocar um fluxo sanguíneo insuficiente.

O cinamaldeído do O. E. de canela ajuda a prevenir a aglutinação excessiva das plaquetas. (Isto sucede através da inibição da libertação de um ácido graxo inflamatório, denominado ácido araquidonico, das membranas das plaquetas e através da redução da formação de uma molécula inflamatória mensageira, o tromboxano A2). A capacidade da canela para reduzir a libertação de ácido araquidonico das membranas celulares também a coloca na categoria dos alimentos antiinflamatórios que podem ajudar na redução da inflamação.

Actividade antimicrobiana

Os óleos essenciais da canela também são classificados como antimicrobianos e a canela tem sido estudada pela capacidade de ajudar a impedir o crescimento de bactérias e fungos, incluindo a problemática levedura candida. Em testes de laboratório, os extratos de canela suspenderam muitas vezes (embora nem sempre) o desenvolvimento de leveduras resistentes ao uso de fluconazol, um medicamento antifúngico frequentemente usado.

As propriedades antimicrobianas da canela são tão eficazes que pesquisas recentes demonstraram que esta especiaria pode ser utilizada como uma alternativa aos conservantes de alimentos tradicionais. Num estudo, a adição de apenas algumas gotas de óleo essencial de canela a 100 ml de caldo de cenoura, posteriormente refrigerado, inibiu o crescimento de bacillus cereus, um agente patogénico de origem alimentar, durante pelo menos 60 dias. Quando o caldo era refrigerado sem a adição de óleo de canela, o bacillus cereus patogénico desenvolveu-se apesar da temperatura fria. Além disso, os pesquisadores observaram que a adição de canela não só agiu como um conservante eficaz, mas melhorou também o sabor do caldo.

Controle dos níveis de açúcar no sangue

Temperar com canela um alimento que tenha um teor elevado de hidratos de carbono pode ajudar a diminuir o seu impacto sobre os níveis de açúcar no sangue. A canela abranda a velocidade a que o estômago fica vazio após as refeições, reduzindo o aumento do açúcar no sangue após a ingestão.

Os investigadores mediram a velocidade a que o estômago de 14 pessoas saudáveis ficava vazio após terem ingerido 300 gramas (1,2 xícaras) de pudim de arroz simples ou temperado com 6 gramas (1,2 colheres de chá) de canela. A adição de canela ao pudim de arroz reduziu a velocidade de esvaziamento gástrico de 37% para 34,5% e atenuou significativamente o aumento dos níveis de açúcar no sangue após a refeição.

A canela também pode ajudar de forma significativa pessoas com diabetes do tipo 2 a melhorar a sua capacidade de resposta à insulina, normalizando assim os seus níveis de açúcar no sangue. Quer os estudos em tubos de ensaio, quer os estudos em animais demonstraram que os compostos da canela não só estimulam os receptores da insulina, mas também inibem uma enzima que os desactiva, aumentando assim significativamente a capacidade de as células utilizarem a glicose.

O aroma da canela estimula a função cerebral

Consumir canela melhora a capacidade do organismo de utilizar o açúcar do sangue e sentir simplesmente o seu aroma maravilhoso aumenta a actividade do cérebro!

Descobriu-se que mascar chicletes com aroma de canela ou simplesmente cheirar canela impulsionava o processamento cognitivo dos participantes do estudo.

O cálcio e as fibras melhoram a saúde do cólon e protegem contra doenças cardíacas.

Além dos seus óleos essenciais característicos, a canela é uma excelente fonte de manganês e uma fonte rica em fibra alimentar, ferro e cálcio. A combinação de cálcio e fibra é importante e pode ajudar a prevenir diversas doenças. O cálcio e as fibras podem ligar-se aos sais biliares e ajudar a removê-los do organismo. Ao eliminar a bílis, a fibra ajuda a prevenir os danos que determinados sais biliares podem causar às células do cólon, reduzindo assim o risco de cancro do cólon. Além disso, quando a bílis é removida pela fibra, o organismo tem de neutralizar o colesterol a fim de produzir mais bílis. Este processo pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol elevados, o que pode ser útil na prevenção da aterosclerose e da doença cardíaca. Para portadores da síndrome do intestino irritável, a fibra da canela também pode proporcionar alívio durante a prisão de ventre ou a diarreia.

Funchal, 18 de Setembro de 2010

FONTE: http://plantascurandeiras.blogspot.com/2010/09/canela-colesterol-diabetes-plaquetas.html

AUTOR:

REVISÃO: Arnaldo V. Carvalho

então, virando aquele rua de esquina é  a vereador duque estrada.
*o endereço certo é :
*Rua Dom Luiz Lasagna (!!!), 151 casa
Arnaldo – Arnie – PET diz (16:23):
*entra-se na duque estrada, vira a 2 esquerda (rua antonio fernandes), vira a 2 a esquerda novamente.
Arnaldo – Arnie – PET diz (16:26):
*achei o cel
Nivia diz (16:26):
*vou anotar
Arnaldo – Arnie – PET disse (16:32):
*minha mãe está querendo internar vovó
Arnaldo – Arnie – PET disse (16:33):
*ela não comeu absolutamente nada hoje.

Óleo essencial de lírio!

6 de outubro de 2006

Flor de Holambra inspira perfume
Vilma Gasques

As flores de Holambra, na região de Campinas, agora já não são
comercializadas apenas para decoração. Num projeto com investimentos
que chegam a R$ 5 milhões, o Boticário coloca no mercado amanhã o
Lily Essence — a primeira eau de parfum da empresa, que tem como
matéria-prima uma variedade produzida pela Fazenda Terra Viva, uma
das maiores da região.

A empresa pesquisou o processo artesanal de produção de perfumes
extinto no mundo e conhecido como enfleurage para desenvolver esta
fragrância. Esta técnica é utilizada para a obtenção de óleos
essenciais das flores e data da Antiguidade. Embora tenha sido muito
usada, ela passou por um processo de sofisticação e aprimoramento e,
por ter custo elevado, deixou de ser praticada desde 2002.

Durante o processo de pesquisa para se chegar ao perfume ideal, o
Boticário descobriu o Lírio Stargazer, produzido pela Terra Viva. “A
descoberta do lírio perfeito para a produção de Lily Essence veio
após uma visita da equipe do Boticário a Holambra. Encontrada a
espécie única, com um perfume muito feminino, os profissionais da
empresa perceberam que tinham a chance de acompanhar todo o ciclo
produtivo de um perfume”, diz Israel Feferman, diretor de Pesquisa e
Inovação do Boticário.

Pela primeira vez no Brasil foram plantadas flores especialmente
para o uso em perfumaria. A produção do óleo essencial do lírio —
que recebeu o nome comercial de Lily Oil Botica — está sendo feita
na fábrica do Boticário, em São José dos Pinhais (PR), em um espaço
específico que abriga o desenvolvimento da técnica. As flores chegam
na fábrica ainda fechadas e desabrocham para que o perfume seja
capturado pelo processo de enfleurage.

De acordo com Feferman, o resgate do processo milenar de extração de
óleos essenciais feito pelo Boticário permitiu a abertura de um
mercado promissor para os produtos de Holambra. “A parceria foi tão
bem-sucedida que já estamos pensando em novos projetos”, diz.

“Este lançamento tem um significado muito especial para o Boticário,
que fez muitas pesquisas para identificar oportunidades de ingresso
no mercado de luxo, de produtos mais sofisticados. E este foi um
momento certo, pois já estamos pensando no aumento de vendas que
acontece no setor no final do ano”, ressalta.

Em 2005, a perfumaria fina no Brasil movimentou US$ 80 milhões, o
que representou um crescimento de receita de 22,5%. Diante desse
quadro, o Boticário aposta no Lily Essence como uma grande
oportunidade de crescimento da marca.

Apesar de não divulgar os números da produção da Fazenda Terra Viva,
o gerente de Exportação de Flores da empresa, Ralph Bekker diz que
com a parceria, 10% da produção da Terra Viva é destinada à
perfumaria. “Já produzíamos lírios de várias espécies, mas sempre
pensamos somente na decoração. Agora sabemos que há um potencial em
outro segmento. E já pensamos em ampliar a produção”, revela.

Artesanal

Para tornar o desejo de produzir o óleo essencial da flor em
realidade, o Boticário fez uma parceria também com a Universidade
Estadual de Campinas (Unicamp) e, por meio os pesquisadores da
Divisão de Agrotecnologia, desenvolveram o processo mais moderno de
enfleurage, que não utiliza gordura animal — premissa do Boticário.
Nesta nova técnica, as flores são colocadas em caixas e tampadas com
uma placa coberta de gordura. A gordura não toca as pétalas, mas
retém todo o seu perfume. Após algum tempo, a gordura é lavada em
álcool e, em seguida, é feita a purificação do óleo essencial.

“Neste interessante projeto com o Boticário tivemos a oportunidade
de usar a pesquisa da melhor forma possível, ou seja, interagindo
com o setor produtivo para o lançamento de um produto. A pesquisa
partiu de uma idéia ousada, a qual tinha como base o resgate do
processo de obtenção de aroma no processo de enfleurage. A equipe da
divisão de Agrotecnologia aceitou o desafio e conduziu ensaios
intensos que definiram a matéria-prima, os equipamentos e o processo
a ser transferido para a escala industrial”, conta Pedro Melito de
Magalhães, professor da Unicamp.

fonte: http://www.cosmo.com.br/economia/integra.asp?id=169985

Óleo de Chalmugra (Carpotroche braziliensis / Sapucainha)

A ERA CHALMÚGRICA

A utilização dos óleos chalmúgricos na antigafarmacopéia
hindu e chinesa era preconizada paradoenças de pele, especialmente para a
hanseníase.6

Seu uso na medicina ayurveda, na Índia, remonta hámais de 2.000
anos e é relacionado à lenda queconta a cura da hanseníase do príncipe Rama
(de Benares) e da princesa Piya pelos frutos da árvorekalav.7No Ocidente
tornou-se conhecido a partirdos relatos de Mouat em 18546,*e começou a ser
utilizado em finais do século 19 no tratamento de váriasdoenças, entre as
quais a tuberculose e a hanseníase.6,8O óleo de chalmugra é obtido desementes
dos frutos de plantas da família Flacourtiácea. Inicialmente acreditava-se
que fosse originário de plantas do gênero Gynocarpus, tendosido mais tarde
esclarecido o fato de que original-mente provinha do Hydnocarpus
kurzii.1,7

As plantasprodutoras desse óleo são encontradas nas
florestastropicais asiáticas, na Índia, Sri Lanka, península1925 – 2005
Evolução e estado atual daquimioterapia da hanseníase*1925 – 2005 Evolution
and current status ofleprosy chemotherapy*Marcelo Grossi Araújo1*Mouat FJ.
Notes on native remedies. Indian Ann Med Sci.1854;1:646-652. Apud 6

Page 2
An Bras Dermatol. 2005;80(2):199-202.200Araújo MG.Indo-China, Filipinas e
Indonésia.6 No Brasil, foi identificada a espécie Carpotroche braziliensis,
conhecida por sapucainha.7Os derivados chalmúgricos vieram como
alternativa aos antimoniais, arsenicais e iodo, entre outros.

1,7As plantas produtoras do óleo passaram a sercultivadas em várias regiões do mundo, o
Brasil incluído. A identificação posterior da C. braziliensisfez com que essa se tornasse a principal fornecedorada substância ativa no país.7O óleo chalmúgrico era obtido pela prensa das sementes e a posterior saponificação,
pelo hidróxido de sódio. Entre os ácidos graxos obtidos estão os ácidos chalmúgrico e o ácido hydnocárpico, que diferem ligeiramente em suacomposição química e em seu poder de desvio óticoda luz polarizada.6,7Sua utilização
era feita por meiode fórmulas magistrais, como a de Brocq e Pomaret,citada por Ramos e Silva:1Óleo de chaulmoogra70ccEucalyptol 30ccPara injeções intra-musculares.A indústria farmacêutica local desenvolveuvários produtos e as multinacionais produziram,entre outros, o Alepol, Moogrol(Burroughs-Welcome),6Antileprol(Bayer). Na realidade, o tratamento chalmúgrico representou a primeira possibilidade concreta para o arsenal
terapêutico dahanseníase. Foi empregado por via oral, abandonada pelos efeitos irritantes para o trato gastrointestinal,parenteral (intramuscular ou endovenosa) e emforma de aplicações intralesionais conhecida como plancha.

Esta última modalidade teve muitos adeptos e era considerado eficaz na regressão de lesões pau-cibacilares.7,9,10Seu mecanismo de ação não era conhecido. Acreditava-se que estimularia a ação das lípases séricas na parede bacteriana facilitando a lise domicroorganismo.1,8,11De Mello, em 1925, consideravatambém um possível efeito imunoestimulador11ealguns autores sugeriam que, no caso do tratamentointralesional, o trauma mecânico seria
responsávelpor essa estimulação.9Embora tivessem seu uso largamente difundido, muitos questionamentos foram feitos desde aintrodução dos derivados chalmúgricos no arsenalterapêutico da hanseníase. Bechelli, Rotberg, em1951, mostraram a grande discordância entre osdiversos autores em relação aos resultados obtidoscom esse tratamento e afirmavam não haver estudos metodologicamente adequados capazes deconfirmar sua eficácia.

Admitiam, entretanto, seuefeito local na melhora de muitas lesões e seu papel no controle, facilitando ou estimulando abusca de tratamento pelos pacientes que antes seocultavam.10A introdução das sulfonas no tratamento da hanseníase a partir das observações de Faget em1941 iniciou o declínio dos chalmúgricos.

12,*A*Faget GH, Pogge RC, Johansen FA, Dinan JF, Prejean BM, Eccles CG. The promin treatment of leprosy. Public Health Rep.1943;58:1729.Apud12

CATAIA – Pimenta pseudocaryophyllus (Myrtaceae)

UNESP de Registro realiza pesquisa visando extrair óleo essencial da
cataia

No sentido de realizar pesquisas que visam descobrir novos metabólitos
de plantas medicinais da Mata Atlântica foi estudada a Pimenta
pseudocaryophyllus, conhecida vulgarmente como cataia.

A cataia pertencente à família Myrtaceae (outras plantas dessa família
são a goiaba e o eucaliptu, dentre outros). A planta ocorre na região
do Vale do Ribeira, principalmente em áreas de restinga do litoral Sul
do Estado de São Paulo. Na medicina tradicional é utilizada no
tratamento da diarréia e inflamações.

Porém nenhuma pesquisa foi encontrada referente ao isolamento de
produtos naturais desta planta, devido a esse fato, foi iniciado o
estudo envolvendo a caracterização química de metabólitos voláteis de
P. pseudocaryophyllus e suas respectivas aplicações em testes
antiparasitários e antimicrobianos.

O trabalho foi nomeado de “COMPOSIÇÃO QUÍMICA E ATIVIDADES BIOLÓGICAS
DO ÓLEO ESSENCIAL DAS FOLHAS DE Pimenta pseudocaryophyllus Gomes”,
sendo este trabalho publicado no Congresso de Iniciação Científica da
Unesp, que neste ano foi realizado na FCAV em Jaboticabal (Faculdade
de Ciências Agrárias e Veterinária), nos dias 13 e 14 de novembro de 2006.

A P. pseudocaryophyllus foi coletada no município de Ilha Comprida/SP
e as folhas foram separadas e secas. Em seguida as folhas foram
submetidas ao processo de extração do óleo essencial, com isso obteve
o óleo essencial que revelou a presença de dezoito compostos, com
destaque para o eugenol e metil-eugenol como predominantes.

Com o óleo essencial foi feito bioensaios visando saber o efeito
microbiano do óleo. Entre os testes realizados foi determinado contra
a bactéria Enterococus hirae a concentração de 0,4 mg/ml do óleo
essencial. Os enterococos são microorganismos comensais que atuam como
patógenos oportunistas e que freqüentemente causam infecções em
pacientes hospitalizados. É um dos microorganismos mais comumente
isolados do trato urinário, responsável pela grande incidência de
bacteremia hospitalar.

Além disso, atividades antiparasitárias “in vitro” em promastigotas de
Leishmania (L) chagasi, responsável pela doença de leishmania visceral
em seres humanos foram observadas. A concentração de 500 µg/ml de óleo
essencial da P. pseudocaryophyllus causou uma mortalidade de 100% dos
promastigotas.

Assim os autores afirmam que os estudos até o momento revelam que o
óleo essencial da Pimenta pseudocaryophyllus poderá ser utilizado no
desenvolvimento de novas substâncias bioativas no combate a doenças
antimicrobianas e antiparasitárias.

O trabalho foi realizado pela discente Cybeli Alves de Oliveira sob
orientação do docente Palimécio G. Guerrero Jr. e com a colaboração da
aluna Josilaine Emanuelle do Prado. Para mais informações sobre
metodologia e resultados encontrados entrar em contato pelo e-mail
pali@…

LITSEA CUBEBA (Pimenta-chinesa), May Chang

LITSEA CUBEBA

A planta é nativa da Ásia e cultivada principalmente na China, Malásia e Java. Foi destilada pela primeira vez nos anos 50 e é normalmente utilizada na culinária chinesa.
Litsea cubeba é às vezes chamada de May Chang ou pimenta chinesa. O óleo possui alta concentração de citral, similar à verbena e lemongrass. Por isso compete em popularidade com o lemongrass, porém este último tem efeito mais prolongado.
A Litsea Cubeba tem um forte efeito na psique e é utilizado contra depressão, nervosismo, ansiedade e stress e promove clareza mental.
É um excelente tonificante e auxilia no controle da acne e pele oleosa. Também é bom para dores musculares e tensões relacionadas ao stress.
Litsea Cubeba é usado como ingrediente em sabonetes, spray de ambiente, óleo de massagem, perfumes e desodorantes.
Características:
Nome botânico: Litsea Cubeba
Descrição: uma árvore que cresce até 10 metros, com folhas verdes brilhantes em forma de lança, em troncos finos que carrega flores brancas e frutos verdes redondos e pequenos (do tamanho de grãos de pimenta).
Odor: forte, doce, cítrico
Cor: amarelo palha a amarelo
Método de produção do óleo: através de destilação a vapor dos frutos da Litsea cubeba.
A seguir, exemplos de aplicação da Litsea Cubeba:
a. Spray de Ambiente I
1. Alcool neutro 85%
2. Óleo Essencial Litsea Cubeba 5%
3. Água 10%
Misturar 1 e 2. Adicionar 3 e misturar.
b. Spray de Ambiente II
1. Álcool neutro 85%
2. Óleo Essencial Litsea Cubeba 3%
3. Óleo Essencial Eucalipto Globulus 2%
4. Água 10%
Misturar 1, 2 e 3. Adicionar 4 e misturar.
c. Óleo de Massagem para dores musculares
1. Óleo Semente de Uva 97%
2. Óleo Essencial Litsea Cubeba 2%
3. Óleo Essencial Eucalipto Globulus 1%
Misturar 1, 2 e 3
(O conteúdo deste informativo representa o melhor de nosso conhecimento. Porém, nada aqui mencionado deve ser entendido como garantia de uso.)
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óleo essencial ERVA BALEEIRA é poderoso anti-inflamatório… e já é industrializado e vendido em farmácias

Tecnologia: Da natureza para a farmácia

Antiinflamatório feito com extrato de planta da Mata Atlântica está pronto para entrar no Mercado

Dinorah Ereno

Uma planta nativa da Mata Atlântica, conhecida pelo nome de erva-baleeira ou maria-milagrosa, é a base de um antiinflamatório que já recebeu o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está previsto para chegar às farmácias ainda neste semestre. “É o primeiro antiinflamatório tópico feito a partir do extrato de uma planta brasileira, a Cordia verbenacea“, diz José Roberto Lazzarini, diretor médico e de pesquisa e desenvolvimento da Aché, empresa que vai lançar o produto em forma de creme com o nome comercial de Acheflan. “Existem antiinflamatórios de plantas medicinais, mas de outras origens, como África e outros países.”

Patenteado no Brasil e no exterior, o novo produto pertence à classe dos fitomedicamentos, fármacos que têm em sua composição apenas substâncias ativas extraídas de plantas. Pela regulamentação da Anvisa, eles nunca podem estar misturados a princípios ativos sintéticos, vitaminas ou minerais. E as mesmas normas aplicadas para a produção de medicamentos devem ser seguidas para a de fitomedicamentos, como a comprovação de eficácia e de segurança. “Em testes clínicos, o Acheflan demonstrou ser tão eficaz e seguro para os casos de tendinite crônica e dor miofascial quanto o principal antiinflamatório do mercado, que tem como princípio ativo o diclofenaco dietilamônio”, diz Reynaldo Jesus-Garcia Filho, chefe da disciplina de Ortopedia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e coordenador das pesquisas na universidade. A dor miofascial tem como sintoma mais evidente dores musculares persistentes.

Estudos comparativos feitos com o creme de erva-baleeira e o de diclofenaco apontaram que o uso do fitomedicamento resultou em menos efeitos colaterais para os pacientes, como vermelhidão no local aplicado.

“Mesmo sendo usado na pele, tivemos no grupo-controle (com diclofenaco) um paciente com dor de cabeça relacionada ao uso do medicamento e outro com dor de estômago, mostrando que há absorção significativa. No caso do grupo em estudo com a Cordia verbenacea, não houve nenhum comprometimento desse tipo”, diz Jesus-Garcia. O creme de erva-baleeira apresentou efeito terapêutico com uso três vezes ao dia. “Em todos os parâmetros que analisamos na comparação entre os dois medicamentos, entre eles eficácia e efeitos colaterais, o de Cordia verbenacea apresentou uma tendência a melhores resultados, mas não foram estatisticamente significantes”, diz Jesus-Garcia Filho. Para obter a comprovação estatística necessária, é preciso aumentar o número de pacientes.

A idéia de transformar o conhecimento dos caiçaras do litoral paulista, que há bastante tempo usam a planta para tratar contusões e estancar processos inflamatórios, surgiu do hábito de um dos donos e fundadores do Aché, Victor Siaulys, de utilizar a erva-baleeira depois das partidas de futebol. Ele notou que sempre que usava a “garrafada” – a infusão medicinal da planta – sobre as lesões recuperava-se muito mais rapidamente. Essa constatação o incentivou a levar adiante a idéia de criar área de pesquisa e desenvolvimento para fitomedicamentos na empresa, em 1989. “Como era algo totalmente novo na época, foram muitas as dificuldades encontradas”, diz Lazzarini.

Ação comprovada – O projeto seguiu em um ritmo inconstante até 1998, quando realmente tomou fôlego com a consultoria do farmacologista João Batista Calixto, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Em 2001 juntou-se ao grupo o consultor Luís Francisco Pianowski, especialista na área de tecnologia farmacêutica. Juntos, Calixto e Pianowski descobriram que o princípio ativo da planta responsável pela ação antiinflamatória não era aquele descrito até então na literatura, a artemetina, do grupo dos flavonóides, e sim o alfa-humuleno, um componente do óleo essencial. Mas até aquele momento não se conhecia seu efeito antiinflamatório. “Essa foi a grande descoberta”, diz Lazzarini. A ação do alfa-humuleno como antiinflamatório foi comprovada tanto nos testes pré-clínicos, em camundongos, como nos clínicos, em humanos. Para produzir um fitomedicamento não é necessário isolar o princípio ativo, como no caso dos medicamentos alopáticos.

Como se trata de um fitocomplexo, em muitos casos com mais de 50 substâncias, nem sempre se sabe o que está efetivamente agindo isoladamente ou em conjunto. “No nosso caso, nos testes em animais pudemos comprovar que o alfa-humuleno era responsável pelo efeito antiinflamatório”, diz o médico Dagoberto Brandão, dono da Pharma Consulting, empresa de consultoria de desenvolvimento e pesquisa de medicamento e coordenador dos estudos pré-clínicos e clínicos do novo produto.

Tanto os óleos essenciais como os flavonóides relevantes para o medicamento concentram-se nas folhas da erva-baleeira, um arbusto encontrado principalmente no litoral da Região Sudeste. Os estudos relacionados ao cultivo e à extração do princípio ativo da planta, que englobam o desenvolvimento agronômico, químico e fitoquímico, foram realizados no Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenados pelo pesquisador Pedro Melillo de Magalhães. “A pesquisa agronômica teve como objetivo estabelecer o sistema produtivo na escala de cultivo necessária para atender à demanda de produção”, diz Magalhães. Uma área do centro de pesquisa na região de Paulínia, ao lado de Campinas, com 12 hectares cultivados de erva-baleeira, é a garantia do fornecimento de matéria-prima em quantidade suficiente para a primeira fase do lançamento do produto. Nesse campo de cultivo, a cada quatro meses os arbustos são cortados a poucos centímetros da base para serem utilizados. Do mesmo tronco cortado ocorrem novos brotos, e assim sucessivamente. As mudas de erva-baleeira plantadas no início do projeto ainda estão produzindo no campo.

A extração do óleo essencial, a matéria-prima necessária para o laboratório elaborar a formulação final, é também feita no centro de pesquisas da Unicamp, que tem um convênio de fornecimento com o Aché. Marcadores bioquímicos garantem a qualidade e a consistência do extrato, que não pode ter variação para garantir a padronização da matéria-prima. “Não pode haver nenhuma alteração na concentração dos princípios ativos, tudo tem que ser igual”, diz Brandão. A padronização é uma das exigências de uma resolução da Anvisa, de março de 2004, para a produção de fitomedicamentos. E tem como objetivo controlar tanto a matéria-prima vegetal como os próprios medicamentos. Nos testes clínicos foi utilizado o extrato padronizado igual ao que vai chegar ao mercado.

Agrônomos, bioquímicos, farmacêuticos e médicos somaram mais de uma centena de profissionais envolvidos com o projeto de 1998 até 2004. Os estudos pré-clínicos envolveram testes farmacológicos e toxicológicos em laboratório e depois em camundongos. “As pesquisas clínicas foram realizadas em centros universitários e seguiram rigorosamente diretrizes do Conselho Nacional de Saúde e da Anvisa”, diz Brandão. Os clínicos foram feitos em três etapas, com a participação de quase 700 pacientes. Na fase 1, o produto foi testado em cerca de 290 voluntários sadios, na fase 2 em torno de 90 pacientes portadores de tendinites crônicas e de dor miofascial e na fase 3 em aproximadamente 280 pacientes com as mesmas doenças. Estudos semelhantes foram feitos nos Departamentos de Ortopedia da Unifesp e da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade de Campinas (Puccamp).

Depois de cumpridas todas as etapas dos testes pré-clínicos e clínicos, o Aché entrou com o pedido de registro na Anvisa, aprovado em novembro do ano passado, para uso do Acheflan nos casos de tendinites e dor miofascial. Agora o laboratório está pesquisando o uso do extrato em forma de comprimido para as mesmas indicações. E também começa a estudar a utilização da erva-baleeira para osteoartrite e traumas físicos. Nos sete anos em que o projeto foi levado adiante sem interrupções, o Aché investiu mais de R$ 15 milhões em pesquisa e desenvolvimento do fitomedicamento. A empresa, que no ano passado faturou R$ 900 milhões, aplica anualmente R$ 10 milhões em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.

Mercado bilionário – Por enquanto, o lançamento do Acheflan está restrito ao mercado nacional, que movimenta R$ 400 milhões por ano somente com medicamentos fitoterápicos. Alguns fitoterápicos que estão à venda, como chás e cápsulas de produtos naturais, não se enquadram na categoria de medicamentos e por isso não entram nesse cálculo. No exterior, esse segmento movimenta US$ 21 bilhões por ano. Por isso, conquistar uma fatia desse mercado bilionário é uma das metas da empresa. “Conversamos com possíveis parceiros na Europa e nos Estados Unidos e já temos vários interessados”, diz Lazzarini. “Estamos agora na fase de avaliação.”

A empresa tem ainda outros oito projetos de fitomedicamentos, mas que estão sob sigilo porque as patentes ainda não foram registradas. Para desenvolver os produtos nessa área criou uma divisão chamada Phytomédica, que apresentou como primeiro resultado de pesquisa e desenvolvimento um produto indicado para o tratamento dos sintomas da pós-menopausa à base de isoflavonas de soja, produto muito usado na China, de onde é originário, e no Japão. Já o novo fitomedicamento foi feito com uma planta brasileira. A pesquisa foi totalmente feita no Brasil, desde os estudos agronômicos, químicos e fitoquímicos até a formulação do produto. “O interessante é que surgiu de uma idéia que deu certo”, diz Jesus-Garcia Filho.

Para ser preciso, segundo consulta ao site do INPI, a Aché Laboratórios já pediu três patentes relacionadas a processos para obtenção ou isolamento de extratos com (entre outras coisas) propriedades antiinflamatórias. Estes pedidos já foram publicados pelo INPI, e os processos de exame estão em andamento.

PI0300600-0 24/03/2003 PROCESSOS DE ISOLAMENTO DE UM CONSTITUINTE DE UM ÓLEO ESSENCIAL E OBTENÇÃO DE SEUS PRODUTOS
PI0203067-5 15/07/2002 PROCESSOS DE OBTENÇÃO DE UM ÓLEO ESSENCIAL COM PROPRIEDADES ANTIINFLAMATÓRIAS, ANTINOCICEPTIVAS E IMUNOMODULATÓRIAS E DE PRODUTOS OBTIDOS A PARTIR DELES
PI0203068-3 15/07/2002 PROCESSOS DE OBTENÇÃO DE EXTRATOS HIDROALCOÓLICOS, METANÓLICOS E ACETATO DE ETILA COM PROPRIEDADES ANTIINFLAMATÓRIAS, ANTINOCICEPTIVAS E IMUNOMODULATÓRIAS E DE PRODUTOS OBTIDOS A PARTIR DELES

Em consulta à base mundial da Esp@acenet, a menção é à “ACHE LAB FARMACEUTICOS S A (BR)”, e apenas mencionam os pedidos em andamento no Brasil:

http://v3.espacenet.com/textdoc?DB=EPODOC&IDX=BR0203068&F=0&QPN=BR0203068
http://v3.espacenet.com/legal?DB=EPODOC&IDX=BR0203067&F=0&QPN=BR0203067

Parece que patente virou símbolo de “status”. Dá Ibope até antes de ser concecida.

====================
Revista Pesquisa Fapesp
, Edição 110
http://revistapesquisa.fapesp.br/index.php?s=19,4,20&aq=s

Unicamp testa óleo de copaíba e de breu contra nove tipos de câncer.

Unicamp testa óleo de copaíba contra nove tipos de câncer.

Substâncias sintetizadas no laboratório a partir de componentes
isolados do óleo de copaíba e do breu de pinheiro apresentaram
resultados importantes contra nove linhagens de câncer e contra a
tuberculose, inibindo ou matando células doentes, segundo estudos de
pesquisadores do Instituto de Química (IQ) e do Centro de Pesquisas
Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp divulgado esta
semana. O processo com a copaíba, executado em nível de doutorado e
patenteado em 2002, ainda carece de testes toxicológicos para
averiguar se as substâncias não afetam também as células normais, o
que exigiria estudos mais detalhados sobre dosagens até que se
chegue a uma concentração que não seja tóxica.

O professor Paulo Imamura, do departamento de Química Orgânica,
orientou a doutoranda Inês Lunardi em sua tese (Síntese do
sesterterpeno hyrtiosal a partir do ácido copálico – Determinação da
configuração absoluta do produto natural). Ele explica que uma série
de reações químicas envolvendo o óleo de copaíba levou ao (-)-
hyrtiosal, composto isolado da esponja marinha e patenteado por
cientistas japoneses em 1992. “Aqueles testes foram dirigidos apenas
contra células KB, da leucemia, com dosagens de 3 a 10 microgramas
por mililitro em células doentes, o que é uma atividade razoável”,
informa o professor.

A aluna do IQ, segundo Imamura, sintetizou o (-)-hyrtiosal e também
compostos análogos, que passaram por testes no CPQBA, onde o
professor João Ernesto de Carvalho constatou atividades contra
células cancerígenas de ovário, próstata, renal, cólon, pulmão,
mama, mama resistente e melanoma, mais a leucemia. Os resultados são
próximos ou iguais aos encontrados na literatura envolvendo outras
substâncias.

Quanto ao breu de pinheiro, transformações químicas de um ácido
resínico nele existente permitiram a obtenção de ozonídio, um
peróxido que é altamente reativo. “O ozonídio foi enviado aos
Estados Unidos para um ensaio específico contra a tuberculose,
apresentando um valor de inibição da doença em torno de 85%. Ele
demonstrou boa atividade, mas os experimentos pararam por aí, pois
era preciso chegar acima de 90%, índice exigido para seguir adiante
até os testes in vivo”, diz Paulo Imamura.

O professor Carvalho, coordenador da divisão de Farmacologia e
Toxicologia do CPQBA, realizou as culturas in vitro e recorda que
uma das substâncias, (-)-hyrtiosal, foi a que apresentou atividade
mais seletiva, sobre a linhagem do melanoma. “Se precisasse escolher
um dos compostos para dar seguimento às experiências, com testes em
animais, seria este”, afirma. Ele ensina que a seletividade é o que
torna o material interessante. Uma substância que destrói todas as
linhagens de células cancerígenas entra no primeiro critério de
exclusão, pois provavelmente mata também as células normais,
inviabilizando sua aplicação no paciente.. “É impossível obter uma
só droga que combata todos os tipos de câncer. Não se trata de uma
patologia única, mas de mais de cem doenças, cada qual com
etiologia, sintomas, progressão e tratamento próprios”, acrescenta.

No CPQBA, as quatro substâncias foram deixadas em contato com as
linhagens de câncer por 48 horas, quando se interrompeu o processo
para determinação de concentração de proteínas, mostrando se houve
crescimento, inibição ou morte das células em relação às
concentrações que variaram de 0,25 a 250 microgramas por mililitro –
faixa adotada também para drogas já aprovadas. Para passar aos
testes in vivo, Carvalho afirma que precisaria de quantidades
maiores das substâncias sintetizadas.

Apesar da ausência de testes citotóxicos, a tese de Inês Lunardi
preserva sua relevância enquanto pesquisa básica.. “Caso as
substâncias afetem também as células normais, a limitação
aumentaria, já que precisaríamos detalhar os estudos sobre a
dosagem. Contudo, isso acontece com muitos produtos conhecidos, como
o veneno de cobra, muitas vezes letal numa picada, mas que em baixas
concentrações funciona como remédio” ilustra Paulo Imamura.

Uma vantagem deste processo está na obtenção das matérias-primas: a
copaíba, cujo óleo é extraído com a perfuração do tronco (sem corte
da árvore), e o pinheiro, abundante em projetos de
reflorestamento. “Não raro, uma quantidade razoável de droga natural
necessita de toneladas de matéria-prima. Um exemplo é o taxol,
aplicado em câncer de útero ou cólon, que antes exigia o corte de
oito árvores (Taxus brevifolia) de 100 anos de idade para atender a
um único paciente. Isto foi resolvido com o aproveitamento e a
transformação química de substância extraída de galhos e folhas de
uma espécie européia, a Taxus baccata”, informa.

Imamura é pessimista quanto à possibilidade de a indústria
farmacêutica nacional investir na pesquisa e viabilização de
medicamentos à base do óleo de copaíba e do breu de pinheiro.
Contudo, acha que a solicitação de patente do processo de
transformação química foi um cuidado necessário: “No Brasil,
costumamos sintetizar substâncias academicamente e publicar nossos
trabalhos, quando há ocorrências de grandes indústrias do exterior
que se apropriam dos estudos realizados no chamado terceiro mundo,
principalmente na área de fitoquímica. Pelo menos no Instituto de
Química, já vejo a preocupação de resguardar as pesquisas não apenas
como forma de publicação” finaliza.

Fonte: Agência Brasil

Publicado em: 31/08/2003

Óleo essencial de Louro-canela – Ocotea duckei Vattimo (Laureaceae) em estudo

Tese avalia efeitos de óleo essencial

O professor Renildo Moura da Cunha é o mais novo doutor do Departamento de Ciências da Natureza da Universidade Federal do Acre. Sua tese, intitulada “Efeitos do óleo essencial de Ocotea duckei Vattimo (Lauraceae) sobre parâmetros cardiovasculares de ratos”, foi defendida em março deste ano, na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A Ocotea duckei Vattimo (Lauraceae) é uma árvore muito encontrada na região Nordeste do Brasil, conhecida popularmente pelos nomes de “louro de cheiro” e “louro canela”. Quanto ao resultado da pesquisa, segundo a banca examinadora, o mais importante é a contribuição que o trabalho dá aos estudos sobre o tratamento da hipertensão arterial.

Sobre os motivos que o levaram a fazer essa pesquisa, Renildo explica que “um conhecimento cada vez mais aprofundado sobre as plantas medicinais desenvolvido através de estudos integrando as áreas da botânica, sistemática, química, farmacologia, biologia molecular e outras ciências afins se faz mais do que necessário”.

E o novo doutor conclui o seu raciocínio afirmando que esse conhecimento “parece vital para dar suporte e maior longevidade ao uso do potencial florístico ainda existente no planeta, sendo que a exploração deve ser racional e sustentada, ainda que o objetivo maior seja a preservação da saúde e da vida humana, através da prevenção, controle ou cura das diferentes moléstias que afligem as populações”.

Exemplares da tese do professor doutor Renildo Cunha podem ser encontrados na Biblioteca Central da Ufac.

Eucalipto Smithii (Eucalyptus smithii) – Pesquisa sobre global sobre a planta e seu óleo essencial

No presente trabalho caracterizou-se o Eucalyptus smithii para a produção de
óleo essencial no Município de Colombo, no Estado do Paraná.

Esta espécie é originária da Austrália e seu óleo essencial é classificado como comercial e
medicinal, fonte de 1,8-cineol. Com o intuito de explorar a essência deste
eucalipto para comercialização no Mercado Brasileiro de Óleos Essenciais e
para exportação, procurou-se caracterizar esta espécie ampliando as
informações já existentes através da abordagem sob diferentes aspectos, além
da proposta de inclusão na Farmacopéia Brasileira. Para a realização deste
trabalho foram utilizadas 15 árvores, localizadas em campo experimental da
Embrapa Florestas, no Município de Colombo, plantadas em 1988, sob as mesmas
condições de solo. Destas, 1 árvore foi utilizada para os estudos de
armazenamento, 1 árvore para as análises fitoquímicas, 5 árvores para os
estudos sazonais de material adulto e, 8 árvores cortadas para os estudos
sazonais de material juvenil. Caracterizou-se anatomicamente a espécie com
relação às partes vegetais portadoras de óleo essencial (folhas, ramos
terminais, lenho e casca). Investigou-se, através de “screning fitoquímico”,
os principais metabólitos secundários presentes nas folhas, lenho e casca.
Estudou-se o rendimento de óleo essencial, assim como sua composição e
características físico-químicas tomando-se como parâmetros o tipo de
material colhido (folhas, ramos, lenho e casca), a característica da árvore
(adulta ou juvenil) e a estação climática da colheita, além da análise do
potencial econômico do óleo essencial para a produção no Paraná.

Conclui-se que o Eucalyptus smithii apresenta estrutura anatômica do lenho e da casca
homogênea, sendo observadas bolsas de quino no lenho e cavidades secretoras
na casca, nas folhas e tecidos corticais dos ramos terminais. As análises
fitoquímicas revelaram, em comum nas folhas verdes e oxidadas, lenho e
casca, a presença de compostos com possíveis utilizações nas indústrias
químicas e farmacêuticas tais como glicosídios flavônicos e saponínicos,
taninos, esteróides e/ou triterpenos.

Na pesquisa de óleo essencial, com o armazenamento do material vegetal ao ar, evidenciou-se que a umidade, em
termos de massa absoluta de material úmido, conduz a rendimentos
expressivamente diferentes levando a interpretações distintas, sendo
indicado para os estudos de rendimentos a utilização de material recém
coletado ou em termos de base seca. Nos estudos sazonais, em equipamento
destilador da ABNT, observou-se um rendimento médio global para material
recém colhido de 2,51% para as folhas adultas (F), 2,30% para as folhas
adultas + ramos terminais (A), 2,12% para as folhas juvenis + ramos
terminais, 1,60% para as folhas adultas + ramos terminais mofados e 0,65%
para os ramos terminais. Os sistemas de extração da ABNT e Clevenger Básico
foram considerados equivalentes estatisticamente, porém notou-se que o
aparelho da ABNT apresenta maior eficiência por apresentar quase todos os
valores superiores. As quantidades utilizadas para a extração (100, 200, 300
e 400 g) foram também consideradas equivalentes com relação ao rendimento em
óleo essencial. Quanto às características físico-químicas do óleo essencial,
a densidade relativa (d2020) para as folhas adultas foi 0,91566, as folhas
adultas + ramos terminais 0,91560, as folhas adultas + ramos terminais
mofados 0,91702 e as folhas juvenis + ramos terminais 0,91503. Os índices de
refração foram de 1,4597 para as folhas adultas, 1,4598 para as folhas
adultas + ramos terminais, 1,4635 para as folhas adultas + ramos terminais
mofados e 1,4616 para as folhas juvenis + ramos terminais. A solubilidade em
etanol a 70% foi cerca de 3:1 e a de etanol 96,5% de 1:1 para todos os
materiais. A rotação óptica foi positiva indicando que o óleo essencial é
dextrógiro. A maioria destes índices físico-químicos apresentaram-se
concordantes às especificações para óleos essenciais de eucaliptos ricos em
1,8-cineol ou com valores próximos destas especificações. As frações obtidas
em diferentes tempos de extração revelaram que a maior parte do óleo
essencial é retirado do material vegetal na primeira hora de destilação
(81%) e que há diferenças na coloração, indicando alterações na composição
do óleo essencial com o prolongamento da extração. O óleo essencial
apresentou, ao todo, 52 componentes, sendo encontrados principalmente
álcoois (19) e hidrocarbonetos (12), 1 óxido terpênico, o 1,8-cineol, como
componente majoritário e outros componentes. Os componentes mais freqüentes
foram 1,8-cineol, isovaleraldeído, g-terpineno, trans-pinocarveol e
a-terpineol presentes em todas as partes vegetais estudadas inclusive nas
frações. A presença de isovaleraldeído indica que este óleo essencial
necessita de retificação. Na pesquisa sazonal do teor de 1,8-cineol, houve
variação, sendo que as folhas adultas apresentaram maior teor no verão
(85,16%), seguido pelo outono (82,34%), primavera (80,44%) e inverno
(78,25%). O mesmo ocorreu com as folhas juvenis + ramos terminais: verão
(84,47%), seguido de outono (81,43%) e inverno (70,72%). Para as folhas
adultas + ramos terminais mofados não houve diminuição do teor de 1,8-cineol
(83,25%) em relação ao material verde. Os ramos terminais adultos
apresentaram 67,60% de 1,8-cineol. Nas frações, o teor de 1,8-cineol
decresceu nas folhas adultas com o tempo de extração: de 0 a 10 minutos
(93,08%), 10 minutos a 40 minutos (90,07%), 40 minutos a 1 hora e 40 minutos
(80,00%) e na fração de 1 hora e quarenta minutos a 5 horas de extração
(38,24%). Foi obtido também o óleo essencial de outras partes vegetais, no
inverno, como do lenho (0,05 a 0,10%), da casca (0,58 a 0,60% de rendimento
com 23,54% de 1,8-cineol), das folhas juvenis (3,30%) e dos ramos terminais
juvenis (0,50%). A essência da casca apresentou características
físico-químicas fora das especificações para essências ricas em 1,8-cineol,
porém as folhas juvenis e os ramos terminais juvenis apresentaram-se de
acordo com a maioria destas especificações.

Através deste estudo conclui-se que o óleo essencial de Eucalyptus smithii da região de Colombo – PR, tanto
de material adulto como de material juvenil, obedece as especificações
internacionais exigidas para óleos essenciais de eucaliptos ricos em
1,8-cineol, sendo indicada a sua incorporação à Farmacopéia Brasileira, como
espécie de eucalipto cultivada no Brasil, fonte de 1,8-cineol. A exploração
de E. smithii, no município de Colombo, para a obtenção de óleo essencial é
economicamente viável, conforme análise de custos realizada e as estações
mais quentes apresentaram-se mais favoráveis para a sua exploração, nas
quais a primavera apresentou os maiores rendimentos em essência e o verão os
maiores percentuais de 1,8-cineol indicando esta última estação também ser a
melhor época para colheita devido a maior produção de biomassa.

Óleo de Hortelã e problemas intestinais

Hortelã e problemas intestinais

Médicos constatam que o hortelã é multificiente.
Médicos da Universidade Missouri, nos Estados Unidos, notaram que o óleo de hortelã é eficiente para tratar um problema conhecido por síndrome do intestino irritável. Ela causa dores abdominais, inchaço e ciclos de diarréia ou de constipação. “As causas são pouco conhecidas, mas já se sabe que a doença tem um forte componente emocional”, diz jaime Eisig, gastroenterologista da Universidade de São Paulo. A pesquisa acompanhou 42 crianças com a síndrome. Parte engoliu placebo – remédio falso – e não obteve melhora. Já 70% da turma tratada com óleo de hortelã teve uma significativa redução dos sintomas. Médicos naturalistas conhecem as propriedades excelentes da hortelã para o sistema digestivo e nervoso. A pesquisa americana confirma e amplia esses conhecimentos.

Fonte: Jornal Bem Estar – julho / 2004