Category Archives: Óleos essenciais – informações úteis

Uma fórmula para abrir uma grande discussão!

 

Mexendo em papeis antigos, encontrei uma antiga fórmula que desenvolvi para um caso específico.

Base: 10% linhaça, 20% gergelim, 20% coco, 40% extrato oleoso de canela

Óleos essenciais (3% do total da fórmula):

Eucalipto 15%, Cipreste 10%, Tangerina 10%, Hortelã 20%, Gengibre 15%, Canela 12%, Cedro 10%, Cravo 8%.

A partir dessa fórmula, deixo vocês descobrirem a função, a lógica dessa sinergia, e só a partir daí avalia-la.

Adianto que se trata de uma interessante fórmula… desequilibrada. Por quê?

Hehehe aguardo nos comentários!

Abraços, Arnaldo V. Carvalho

Estudo demonstra que óleos essenciais podem ser o futuro na prevenção da DENGUE

Título: Avaliação da actividade insecticida dos óleos essenciais nas plantas amazônicas Annonaceae, Boraginaceae e de Mata Atlântica Myrtaceae como alternativa de controle às larvas de Aedes aegypti (Linnaeus, 1762)(Diptera: Culicidae)
Autor: Aciole, Sullamy Dayse Gomes
Orientador: Rebelo, Maria Teresa Ferreira Ramos Nabais de Oliveira
Silva, Mário Antônio Navarro da
Palavras-chave: Luta biológica
Óleos essenciais
Mosquitos
Teses de mestrado
Data: 2009
Resumo: A Dengue é uma doença causada por quatro sorotipos antigenicamente diferentes do arbovírus Flavivirus, transmitidos por mosquitos do gênero Aedes: A. aegypti nas Américas e A. albopictus na Ásia. Não existindo vacina que confira imunidade permanente aos sorotipos nem às suas variações genéticas, a principal medida de combate à doença é o controle vetorial através de inseticidas químicos. Diante desta estratégia, observou-se o surgimento de alterações da susceptibilidade de A. aegypti a organofosforados e piretróides em vários países e o surgimento da seleção de populações resistentes. Inseticidas biológicos e reguladores de crescimento foram outras alternativas de controle. Porém, outro método através do uso de compostos semioquímicos provenientes de extratos naturais e de óleos essenciais de plantas vem sendo estudado na busca de substâncias bioativas que diminuíam a dependência aos químicos. O objetivo deste estudo foi avaliar o potencial larvicida de óleos essenciais de cinco plantas da Amazônia (Guatteria blepharophylla, G. friesiana, G. hispida e Cordia curassavica) e Mata Atlântica Brasileira (Pimenta pseudocaryophyllus) contra A. aegypti. De suas folhas extraíram-se os óleos essenciais por hidrodestilação. Realizou análise por RMN em Guatteria spp. e análise de CG-MS em C. curassavica. Nos bioensaios larvas foram expostas a diferentes concentrações dos óleos e verificou-se a atividade larvicida, período de atividade larvicida, efeito subletal e alterações comportamentais e morfológicas ocorridas após exposição aos óleos. Análise Probit estimou as CL50, CL95 e CL99, respectivamente, de 85,74, 199,35 e 282,76 ppm para G. hispida; 58,72, 107,6 e 138,37 ppm para G. blepharophylla; 52,6, 94,37 e 120,22 ppm para G. friesiana; 87,70, 182,84, 247,88 para C. curassavica e 44,09, 128,14, 199,37 para P. pseudocaryophyllus. Análise de RMN indicou o óxido de cariofileno em G. blepharophylla como principal constituinte, α-,ß- e γ- eudesmols em G. friesiana e α- e ß-pinenos e (E)-cariofileno em G. hispida. Análise de CG-MS identificou 26 compostos no óleo de C. curassavica, sendo cis-Isolongifolano o principal. Os resultados indicaram a potencialidade inseticida desses óleos contra larvas de A. aegypti em condições laboratoriais.

 

FONTE: http://repositorio.ul.pt/handle/10451/1418

Canela, a rainha dos Aldeídos

CANELA – Colesterol, Diabetes, Plaquetas, Anti-fungica, etc.


Canela,  pauzinho cheiroso presente em diversas receitas culinárias é a casca de uma poderosa planta medicinal, graças as substâncias concentradas em seu óleo essencial.

Ação anticoagulante

O cinamaldeído (também denominado aldeído cinâmico) é o principal ativo do óleo essencial presente na Canela. Tem sido amplamente estudado pelos seus efeitos sobre as plaquetas do sangue.

As plaquetas são componentes do sangue que se destinam a aglomerar-se em situação de emergência (como lesões corporais), como uma forma de parar o sangramento, mas em circunstâncias normais, no caso de se aglomerarem demasiado, podem provocar um fluxo sanguíneo insuficiente.

O cinamaldeído do O. E. de canela ajuda a prevenir a aglutinação excessiva das plaquetas. (Isto sucede através da inibição da libertação de um ácido graxo inflamatório, denominado ácido araquidonico, das membranas das plaquetas e através da redução da formação de uma molécula inflamatória mensageira, o tromboxano A2). A capacidade da canela para reduzir a libertação de ácido araquidonico das membranas celulares também a coloca na categoria dos alimentos antiinflamatórios que podem ajudar na redução da inflamação.

Actividade antimicrobiana

Os óleos essenciais da canela também são classificados como antimicrobianos e a canela tem sido estudada pela capacidade de ajudar a impedir o crescimento de bactérias e fungos, incluindo a problemática levedura candida. Em testes de laboratório, os extratos de canela suspenderam muitas vezes (embora nem sempre) o desenvolvimento de leveduras resistentes ao uso de fluconazol, um medicamento antifúngico frequentemente usado.

As propriedades antimicrobianas da canela são tão eficazes que pesquisas recentes demonstraram que esta especiaria pode ser utilizada como uma alternativa aos conservantes de alimentos tradicionais. Num estudo, a adição de apenas algumas gotas de óleo essencial de canela a 100 ml de caldo de cenoura, posteriormente refrigerado, inibiu o crescimento de bacillus cereus, um agente patogénico de origem alimentar, durante pelo menos 60 dias. Quando o caldo era refrigerado sem a adição de óleo de canela, o bacillus cereus patogénico desenvolveu-se apesar da temperatura fria. Além disso, os pesquisadores observaram que a adição de canela não só agiu como um conservante eficaz, mas melhorou também o sabor do caldo.

Controle dos níveis de açúcar no sangue

Temperar com canela um alimento que tenha um teor elevado de hidratos de carbono pode ajudar a diminuir o seu impacto sobre os níveis de açúcar no sangue. A canela abranda a velocidade a que o estômago fica vazio após as refeições, reduzindo o aumento do açúcar no sangue após a ingestão.

Os investigadores mediram a velocidade a que o estômago de 14 pessoas saudáveis ficava vazio após terem ingerido 300 gramas (1,2 xícaras) de pudim de arroz simples ou temperado com 6 gramas (1,2 colheres de chá) de canela. A adição de canela ao pudim de arroz reduziu a velocidade de esvaziamento gástrico de 37% para 34,5% e atenuou significativamente o aumento dos níveis de açúcar no sangue após a refeição.

A canela também pode ajudar de forma significativa pessoas com diabetes do tipo 2 a melhorar a sua capacidade de resposta à insulina, normalizando assim os seus níveis de açúcar no sangue. Quer os estudos em tubos de ensaio, quer os estudos em animais demonstraram que os compostos da canela não só estimulam os receptores da insulina, mas também inibem uma enzima que os desactiva, aumentando assim significativamente a capacidade de as células utilizarem a glicose.

O aroma da canela estimula a função cerebral

Consumir canela melhora a capacidade do organismo de utilizar o açúcar do sangue e sentir simplesmente o seu aroma maravilhoso aumenta a actividade do cérebro!

Descobriu-se que mascar chicletes com aroma de canela ou simplesmente cheirar canela impulsionava o processamento cognitivo dos participantes do estudo.

O cálcio e as fibras melhoram a saúde do cólon e protegem contra doenças cardíacas.

Além dos seus óleos essenciais característicos, a canela é uma excelente fonte de manganês e uma fonte rica em fibra alimentar, ferro e cálcio. A combinação de cálcio e fibra é importante e pode ajudar a prevenir diversas doenças. O cálcio e as fibras podem ligar-se aos sais biliares e ajudar a removê-los do organismo. Ao eliminar a bílis, a fibra ajuda a prevenir os danos que determinados sais biliares podem causar às células do cólon, reduzindo assim o risco de cancro do cólon. Além disso, quando a bílis é removida pela fibra, o organismo tem de neutralizar o colesterol a fim de produzir mais bílis. Este processo pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol elevados, o que pode ser útil na prevenção da aterosclerose e da doença cardíaca. Para portadores da síndrome do intestino irritável, a fibra da canela também pode proporcionar alívio durante a prisão de ventre ou a diarreia.

Funchal, 18 de Setembro de 2010

FONTE: http://plantascurandeiras.blogspot.com/2010/09/canela-colesterol-diabetes-plaquetas.html

AUTOR:

REVISÃO: Arnaldo V. Carvalho

então, virando aquele rua de esquina é  a vereador duque estrada.
*o endereço certo é :
*Rua Dom Luiz Lasagna (!!!), 151 casa
Arnaldo – Arnie – PET diz (16:23):
*entra-se na duque estrada, vira a 2 esquerda (rua antonio fernandes), vira a 2 a esquerda novamente.
Arnaldo – Arnie – PET diz (16:26):
*achei o cel
Nivia diz (16:26):
*vou anotar
Arnaldo – Arnie – PET disse (16:32):
*minha mãe está querendo internar vovó
Arnaldo – Arnie – PET disse (16:33):
*ela não comeu absolutamente nada hoje.

Importância biológica dos óleos essenciais

Importância biológica dos óleos essenciais

Muitas espécies vegetais liberam diversas misturas de compostos voláteis pertencentes ao metabolismo secundário presentes em folhas, flores e frutos para a atmosfera. Estes compostos voláteis, são constituídos principalmente de terpenóides, fenilpropanóides e derivados de ácidos graxos, e representam cerca de 1% dos metabólitos secundários conhecidos de plantas (Dudareva, et al., 2004).

Estes compostos voláteis de baixo peso molecular pertencem a diferentes grupos funcionais (hidrocarbonetos, álcoois, aldeídos, cetonas, éteres e ésteres) e desempenham um papel vital no ciclo de vida das plantas proporcionando uma maneira para que as plantas interajam com o ambiente ao seu redor. Emitindo compostos voláteis de flores e frutos (aromas e sabores), as plantas produzem pistas químicas para animais, polinizadores e disseminadores de sementes, garantindo assim a reprodução das plantas e o sucesso evolutivo (Reinhard et al., 2004; Pichersky e Gershenzon, 2002).

Os compostos voláteis emitidos a partir de tecidos vegetativos, como parte do sistema de defesa da planta, pode diretamente repelir microrganismos e animais ou atrair predadores naturais que atacam os herbívoros, protegendo indiretamente a planta através de interações tritróficas. Ao liberar voláteis de sinalização, uma planta pode reduzir o número de herbívoros em mais de 90% (Kessler e Baldwin, 2001) e também alertar plantas adjacentes sobre o ataque de patógenos (Engelberth et al., 2004). Voláteis emitidos pelas raízes podem contribuir para sistema de defesa abaixo da superfície, os voláteis emitidos podem agir como anti-microbianos e produzir substâncias contra herbívoros ou apresentar atividades alelopática que aumentem a competitividade no ambiente (Steeghs et al., 2004; Chen et al., 2004).

A maior parte das espécies que produzem óleos essenciais são angiospermas eudicotiledôneas, principalmente pertencentes às famílias Asteraceae, Laminaceae, Lauraceae, Myrtaceae, Rutaceae, Myristicaceae e Apiaceae (Alonso, 1998; Lavabre, 1997; Simões e Spitzer, 2004). Os óleos essenciais podem ocorrer em estruturas especializadas, como células parenquimáticas diferenciadas (Lauraceae, Myrtaceae, Piperaceae, Poaceae), em tricomas glandulares (Lamiaceae) ou canais oleíferos (Apiaceae e Asteraceae). Podem também ser estocados em certos órgãos como flores (como na rosa), folhas (louro, melissa e eucalipto), cascas do caule (canela), madeira (pau-rosa), rizomas (gengibre), frutos (anis-estrelado) ou sementes (noz-moscada). Sua função envolve sinais de comunicação química no reino vegetal e atuam como armas de defesa química contra o reino animal.

Na natureza, óleos essenciais desempenham um papel importante na proteção das plantas como agentes antibacterianos, antivirais, antifúngicos, inseticidas e também contra herbívoros, reduzindo seu apetite para tais plantas (Bakkali et al., 2008).

FONTE: http://www.curaplantas.com.br/artigo%20oleosessenciais.html