Category Archives: Produtos e serviços: Reviews e resenhas críticas

Incorporação de óleos essenciais em tecidos: tudo de bom! (a princípio)

Por Arnaldo V. Carvalho*

Aqui está um link dentre outros, anunciando a aplicação de óleos essenciaiss em tecidos:

https://olhardigital.com.br/noticia/tecido-inteligente-libera-odor-agradavel-quando-usuario-transpira/88687

É verdade que alguns métodos (como utilizar proteína extraída de nariz de porco) ainda não são bacanas. Mas a presença crescente de tecidos inteligentes que incorporam óleos essenciais aponta para algo que pode se tornar tendência e trazer uma nova definição de roupa e de “odorificação social”.

Embora a indústria por enquanto pareça estar focada no “desaparecimento do mau odor”, o fato é que a liberação de odores por uma roupa pode produzir efeito sobre quem veste e sobre quem está em contato com quem veste.

Dentro disto, é bom trazermos à lembrança quee roupas possuem funções sociais de alta importância e impacto. Embora tal discussão ultrapasse a proposta deste blog, o fato é que seu apelo sempre foi relacionado a visão (cores, cortes, padronagens, etc.) e ao tato (tato, texturas, etc.). As roupas e adornos figuram entre as primeiras máscaras do ser humano, e com a incorporação de aromas, podemos fazer muitas perguntas sobre o novo impacto delas na vida humana. Por exemplo:

– Se os óleos essenciais influenciam a psique, é possível que a indução a estados mentais mais relaxados possa, no mascarar de situações reais de tensão, reduzir também as atitudes de resistência contra o que as origina?

– O design das roupas será influenciado pelos aromas que elas carregarem?

– Uma reduzida variedade aromática, a despeito da grande variedade de roupas na atualidade poderá contribuir para a homogeneização das pessoas?

– Os fabricantes lançarão seus produtos com objetivos secundários e silenciosos para além de uma preocupação com a desodorização?

– Se o consumo de roupas aromáticas em algum momento se consolida e se massifica, qual é o impacto disso em termos ecológicos, visto que os óleos essenciais precisam ser extraídos de plantas que muitas vezes precisam ser arrancadas ou cortadas inteiramente, e sua extração nem sempre é rentosa?

– Em algum tempo as roupas aromáticas receberão essências sintéticas no lugar de óleos essenciais? O potencial alergênico disperso nos ambientes pelo trânsito das pessoas vestindo roupas aromáticas poderá ser amplificados? Há chance dessa “roupa aromatizada artificialmente” baratear custos e ter como destino o pobre, que será o mais afetado pelos problemas de saúde que um eventual aroma com potencial alergênico poderia causar? Em termos mais amplos, as roupas aromáticas e sua qualidade serão mais um elemento segregador/extratificante, seguindo a lógica das coisas do mundo tal como ela opera nos dias de hoje?

Finalmente, uma última pergunta: será que os proponentes dessa ideia (que sigo achando brilhante) estão preocupados com perguntas como essa ?

* * *

* Arnaldo V. Carvalho estuda óleos essenciais, a mente e o mundo olfativo desde 1994. Na contracorrente comercial da Aromaterapia, defende acesso democrático e consumo responsável nesta área.

Young Living: custou mais chegou

Outro gigante do marketing de rede de óleos essenciais chega ao Brasil

Por Arnaldo V. Carvalho

Outro dia comentava das gigantes de Aromaterapia que resolveram chegar no Brasil. Cada vez mais se fala de óleos essenciais, no mundo todo, e essas empresas não param de lucrar.

A Young Living tem óleos extraordinários, e muitos e muitos produtos com óleos essenciais. Quando aqui no Brasil (e em muitos países) muita gente tinha medo do consumo interno de óleos (a maioria não sabia que os óleos essenciais são usados há décadas como flavorizantes em uma série de alimentos), a Young Living já vendia de preparado para shake funcional a barrinha de cereais com nossos amados ólinhos.

Então, agora antes que seu concorrente DoTerra tome conta de vez do mercado nacional, parece que eles resolveram entrar para garantir uma fatia do mercado brasileiro:

https://www.istoedinheiro.com.br/o-exercito-de-6-milhoes-de-vendedores/

Terão trabalho. Primeiro porque temos boas produções nacionais, com preços competitivos. Segundo porque o sistema de pirâmide deles no final acaba ficando restrito a um mercado consumidor de nicho, como aconteceu com Amway, Herbalife, etc. Talvez eles só queiram isso mesmo, afinal.

Óleo essencial no Brasil não pode ser popular, não pode ser barato, não pode ser para pobre – O que é um absurdo, pois não há motivo para a prática dos preços que é feita hoje.

Até aí, nada. São todas iguais, e a Young Living será só mais uma.

E dentro do que é, tem muitas qualidades. Produto bom, bom suporte de informação a consumidores e seus consultores/vendedores. Se for como nos EUA. Tive a oportunidade de participar de alguns seminários da marca por lá nos idos de 2010. São realmente bons, embora fique claro que o foco é que os participantes não consigam filtrar onde começam e terminam o marketing e a informação concreta e de qualidade. Faz parte. Mas é uma pena.

De todo modo, desejo vida longa a empresa, que já enfrentou muita polêmica lá nos EUA, quando os óleos essenciais estavam sendo atacados como perigosos, quando chegou-se a aventar que deveria haver controle restrito e/ou médico sobre seu uso, etc. Considero seu idealizador, aliás, um grande ativista da qualidade de vida através do retorno e respeito à natureza. Que venham bem.

* Arnaldo V. Carvalho, terapeuta e educador, estuda e dá cursos sobre o uso dos óleos essenciais há mais de vinte anos.

Uma agradável surpresa na Alemanha

Por Ary Bon

Acabo de voltar de Dusseldorf e Colonia = Köln

A tradicional casa 4711, que “inventou” a água de colonia, se reinventou com uma linha de perfumes e artigos de banho “acqua-colonia” com aromas naturais de óleos essenciiais.
O melhor de tudo…,
(1) preços na casa da metade do que os perfumes “de marca” oferecidos nas perfumarias, free shops, etc. (paguei 30 euros por vidro) … e
(2) aromas são realmente naturais, porque a coisa sintética me faz espirrar direto.

Esta “onda natural” na perfumaria estética já vem ocorrendo há algum tempo com a Occitane, Roger Gallet e outras.
Estou falando da perfumaria estética em contraposição à, digamos, “terapêutica”, e uma sem prejuízo da outra.

Não é comercial não, comprei dois deles para mim mesmo e são muito bons..
Sabores (todos interessantes, características bem diferentes em cada um)

  • Laranja amarga /mangericão
  • Ruibarbo /sálvia
  • Limão /gengibre
  • Melissa /verbena
  • Junípero /orégano
  • Lavanda /tomilho
  • Vetiver /bergamota
  • Vinho branco

http://www.acqua-colonia.com/
http://www.4711.com

https://i1.wp.com/www.lovodor.com/Uploadfile/perfume/nd/nd.5827.jpg

Meus óleos preferidos por marca

Quando lançamos o nosso site, em 2006, havia muito menos marcas de Aromaterapia, a produção nacional era bem menor, e as variedades de óleo idem. Os últimos anos marcarão um boom no mercado, com grandes importadoras apostando na qualidade de óleos essenciais franceses, chineses, e de diversas outras partes do globo, a produção nacional apostando na extração inovadoras de óleos autenticamente tupiniquins, e o surgimento de muitas novas marcas de cosméticos naturais, produtos terapeuticos, etc. a base das nossas preciosidades vegetais… Enquanto tranportava o conteúdo do antigo site para cá, deparei-me com essa pequena avaliação multi-marcas. Na época, eu percebia diferenças de acordo com as marcas. Hoje, percebo muitas iguais, talvez por terem o mesmo fornecedor. Algumas empresas citadas já não estão no mercado; Então o que está aqui publicado nesse momento não é válido, ficando apenas uma recordação. Acrescentei hoje, de qualquer forma, algumas impressões que tive ao entrar em contato com alguns desses óleos, que permanecem bem vivos na minha memória olfativa.

:: O melhor de cada empresa na avaliação de Arnaldo V. Carvalho


Bellarome:
Benjoim e Litsea Cubeba;

O benjoim da Bellarome é de uma resina que parece mais delicada e fina do que a maioria; Estão lá todas as características do perfumado óleo resinoso, porém com manuseio um pouco mais fácil do que a média, visto que é menos viscoso.

Bioessência: Alecrim e Eucalipto glóbulus;

Sou sem dúvida um apaixonado pelo alecrim da bioessência, um aroma herbal e pungente que nos acende a alma!

Aromalândia: Sassafrás e cacau;

Pois é, essa empresa agora se chama Lazló, e oferece ao mercado de varejo quase com exclusividade essas duas pérolas: O sassafrás, óleo estimulante, vivo, com toques herbais e calientes, e o cacau, óleo resina que te faz querer comer qualquer preparado a base deste, autêntico odor de chocolate amargo!

Officinalis: Pachouli;

Acho que essa empresa fechou. Nunca voltei a sentir um patchouli tão bom, acanelado, mais alegre e aberto que o patchouli tradicional, porém na medida, pois patchouli tem sempre aquele tom pardo que todos apreciam.

Kurã: Macela e Carqueja

Uma das primeiras a trabalhar com esses óleos genuinamente brasileiros. O macela é cheirinho de travesseiro de ervas da vovó, delícia.

Dádiva: Lavanda Mont Blanc;

Uma empresa mais simples, que aposta nos best-sellers do mercado e preços competitivos, a Dádiva tinha em sua coleção a Lavanda Mont Blanc, homenageando a possível procedência do óleo, um aroma leve, de qualidade, que se podia obter sem arrancar os olhos em troca.

Brasil Portrait: Hortelã Pimenta;

Excepcional, queria saber de onde é extraído a hortelã da Brasil Portrait, só para ir aos campos de cultivo e ficar lá a cheirar as folhas! É o ponto certo de um óleo refrescante, adocicado somente o suficiente para o ardor herbal não enjoar. Maravilha!

By Samia: Jasmim e gerânio.

Há pouca gente vendendo jasmim, porque é caro. Dentre as marcas, a By Samia é uma que segue vendendo, e o simples abrir do vidro já nos enebria com esse aroma inconfundível que aqui encontrei toques de uma leveza rara.

Quer enviar sua avaliação? Mande para nós seu óleo preferido de pelo menos cinco empresas. Sua avaliação pode ser publicada!

Toque de Seda, nova aposta da Bela Luz de sabonetes 100% naturais cold process com óleos essenciais

A Bela Luz, empresa especializada na produção de chás, ervas medicinais e geléias biológicas (orgânicas), anuncia o início da comercialização de sabões/sabonetes 100% naturais “Toque de seda”, elaborados pela Aromaterapeuta Mariana Franco. A Bela Luz fornece-lhe as plantas medicinais utilizadas no processo, e os óleos são curados a maneira do processo a frio, a mais nobre maneira de saponificação.

Os sabões têm propriedades curativas e são extramentes hidratantes e emolientes. Existem várias combinações. Podem espreitar os sabões em: http://toque-de-seda.pt.vu/

Os sabões de 120 g custam 3,90 euros ( á excepção do sabão de rosa a 4,20 euros), os mini são a 2,00 euros.
OPINIÃO – Por Arnaldo V. Carvalho, terapeuta
“Foram a mim enviadas amostras dos sabões Toque de Seda de Mariana Franco. Os resultados obtidos pelo processo artesanal são impressionantes,  e a qualidade que percebi só foi por mim notada por duas outras vezes, uma vez num produto francês, outro aqui do Rio de Janeiro. Ao primeiro toque do sabão a pele já se sente uma textura cremosa, macia, porém firme. Esta por sua vez oferece ao primeiro enxague uma tez aveludada a pele. Sendo sempre naturais, sem quaisquer uso de conservantes ou corantes sintéticos, as cores são sempre suaves, com poucas variações, e obter beleza dessa forma não é muito fácil. Mariana soube combinar nuances cromáticas a elementos decorativos naturais como sementes, ranhuras propositais e outros, para conferir um aspecto que reune o rústico ao simples-sofisticado. Algumas pessoas pensam que o que é simples tem de ser necessariamente tosco. Essa parceria Bela Luz / Toque de Seda (Mariana Franco) prova que quando há paciência, carinho e dedicação, pode-se elaborar produtos que ao olhar da espiritualidade sem dúvida foram abençoados. As vezes é preciso tempo, carinho, paciência e dedicação para que imprima num trabalho artistico a alma de seu autor. É isso o que se percebe aqui, os sabões contém a assinatura da alma de Mariana. Paracelso ficaria muito satisfeito”.
Encomendas podem ser feitas via mail ou telefone ou então em visita ao mercado Bio de Braga (sábados de manhã das 9hh00 ás 12h30 no mercado cultural do Carandá).
CONTATO
Bela Luz®
Quinta de Sernades
Rua de Sernades, 22
Este São Mamede
4715-522 Braga
tlmv: 962963669
elisabetecosta@gmail.com

Toque de Seda: Sabonetes pela técnica Cold Process em Portugal

A aromaterapeuta Mariana Franco, de Braga, Portugal, está enviando para toda  parte em Portugal e exterior sabonetes feitos pelas técnicas mais avançadas e naturais da cósmética aromaterápica. Uma especialidade rara, onde óleos finos passam por processo de saponificação lenta, enquanto incorporam propriedades hidratantes, higienizantes e emolientes.

Tal técnica permite  a confecção de um tipo de sabonete que é sem dúvida ideal para pessoas alérgicas, crianças e pessoas com a pele delicada, e mesmo a pele mais saudável a qual se deseja oferecer um toque a mais de suavidade, conservando-a pelos anos sem os riscos de envelhecimento precoce.

Mariana ainda conseguiu algo que não é comum nesse tipo de confecção artesanal: a beleza, igualmente natural, sem corantes artificiais ou afins.

Recomendo tremendamente a todos os que querem oferecer no Natal a si mesmos e aos outros itens raros de higiene pessoal.

Quem quiser ter mais detalhes vá ao site, belissimamente ilustrado e com informações detalhadas sobre os vários tipos de sabonetes:http://toque-de-seda.pt.vu/

Um abraço,
Arnaldo V. Carvalho
Naturopata especialista em Aromaterapia

Site ensina o uso de óleos essenciais para renovar móveis!

Resultados, embora fantásticos, devem ser obtidos com um olho na sustentabilidade

Por Arnaldo V. Carvalho

O site “mustknowhow” (“preciso saber como”) publicou um pequeno artigo sobre polimento de móveis com óleos essenciais. Com tradução eletrônica cheia de erros, o site ainda assim oferece informação bastante útil para quem deseja dar aquele brilho de novo em seus móveis, utilizando-se ainda da arte da aromaterapia e assim ter um ganho a mais ao realizar a tarefa.

Indicamos a leitura, pois a parte do “como fazer” encontra-se correta e sem dúvida a utilização dos óleos nos móveis é mesmo eficiente. No entanto, pedimos que antes de se entregarem ao uso dos óleos, pense que esses vieram da natureza, e todo o seu consumo gera impacto ambiental.

Já passa da hora de vir a tona uma aromaterapia mais consciente, onde se utiliza aquilo que realmente se precisa, sem futilidades ou disperdícios.

Tendo isto em mente, pense que há óleos essenciais mais baratos e ecológicos que outros. No Brasil, é a família dos capins e dos cítricos a ideal para esse tipo de uso. No mediterrâneo, o Olíbano e o Alecrim. Na Oceania, o tea-tree mas principalmente a melaleuca conhecida como Niauli. Enfim. Há sempre uma planta que por uma série de motivos é mais indicada para uso constante quando o assunto é pensar o planeta.

Se você é da turma que quer deixar tudo bonito sem agredir o ambiente e pensando que um dia as próximas gerações sofrerão se não começarmos agora, então fica aí o recado.

Para acessar a matéria sobre o polimento, visite:
http://pt.mustknowhow.com/index.php/casa-e-jardim/polimento-de-moveis-com-oleos-essenciais

Use com sabedoria!

Blog da Ilália ensina a fazer protetor labial (lip balm)

O Blog da consultora de beleza, Ilália Cristina, fala sobre cosméticos orgânicos e naturais. Em post recente ela publica o resultado de suas pesquisas, e compartilha com seus leitores uma interessante fórmula de lip balm. Recomendamos a visita ao site da moça.

Blog Cosméticos Orgânicos e Naturais

Post sobre o Lip Balm:

http://cosmeticosorganicosnaturais.blogspot.com/2010/07/receitinha-lip-balm-caseiro-organico-e.html


Arnaldo V. Carvalho

http://www.aromatologia.com.br

Drauzio Varella e a Fitoterapia no Brasil

Dráuzio Varella e a Fitoterapia no Brasil

Prof. Douglas Carrara

Sou antropólogo e pesquisador de medicina popular e fitoterapia há vários anos no Brasil. Imaginem a surpresa e a indignação ao ler a matéria na revista Época de Agosto/2010 sobre a prática da fitoterapia no serviço público no Brasil. No entanto é necessário agradecer ao Dr. Dráuzio Varella pela iniciativa. Agora temos um representante da indústria farmacêutica com quem dialogar. Sinal dos tempos! A fitoterapia e o projeto Farmácias Vivas já começam a incomodar e a causar prejuízos à indústria farmacêutica …

Analisando os países mais avançados do mundo e que utilizam em grande escala os medicamentos produzidos pela indústria farmacêutica, verificamos que os resultados obtidos pela medicina considerada científica são pífios. Os Estados Unidos possuem os índices de câncer de mama e de próstata mais elevados do mundo. Em 1993 haviam nos EUA, 8 milhões de diabéticos, uma das mais altas do mundo. Com relação às doenças cardio-vasculares também os americanos são campeões.  Nesse país onde se utiliza a “medicina de rico”, no entender esclarecido do Dr. Dráuzio Varella, os pacientes são tratados com medicamentos de última geração e equipamentos modernos de alto custo. Investe-se muito em medicina e quase nada em saúde da população.

Por outro lado, nos países onde se pratica a “medicina de pobre”, para citar novamente o ilustre médico Dr. Dráuzio Varella, os índices de doenças degenerativas, tais como, cânceres, doenças cardio-vasculares, diabetes, são baixíssimos. Nos EUA, ocorrem 120 casos de câncer de mama por 100.000 habitantes, enquanto na China apenas 20.

Inclusive as imigrantes  chinesas que vivem nos Estados Unidos, acabam atingindo os índices absurdos e epidêmicos da população americana. Em São Francisco, a cada ano surgem 160 casos de câncer de mama por 100.000 habitantes que migraram da cidade de Xangai, na China, enquanto, na mesma faixa etária, as que permaneceram, apenas 40 casos surgiram da mesma doença.

Portanto a medicina avançada dos países do primeiro mundo não colabora em nada para promover a saúde de seus habitantes. Por que então importarmos a mesma medicina que não se preocupa com a promoção da saúde e que parece considerar a doença um negócio melhor do que a saúde?

O que diferencia as populações dos países asiáticos é a prática de terapêuticas de origem milenar: fitoterapia, acupuntura, shiatsu, assim como os medicamentos alopáticos, sempre que necessário.

Portanto, Dr. Dráuzio Varella, que modelo de medicina devemos escolher e utilizar no tratamento das doenças da população brasileira de baixa renda? O modelo americano ou o asiático? Como confiamos na sua boa formação matemática e que as estatísticas epidemiológicas não são mentirosas, o melhor caminho para o Brasil forçosamente terá que ser o modelo asiático.

Mesmo sabendo que todos os profissionais da saúde, pesquisadores, fitoquímicos, fitofarmacologistas, etnobotânicos, farmacêuticos, fitoterapeutas e antropólogos da saúde são ignorantes, segundo a douta opinião do Dr. Dráuzio Varella, acreditamos que um dia vamos conseguir atingir os índices baixos de morbidade obtidos atualmente pelos países asiáticos.

Para melhorar o nível de nossos profissionais, pesquisadores da área de plantas medicinais, basta que o próprio governo aumente as verbas para pesquisa com plantas medicinais, que há séculos vem sendo utilizadas sem nenhum apoio do governo no tratamento de seus problemas de saúde pela população pobre, sem recursos, que conta apenas com a experiência de seus ancestrais para tratar de suas doenças. Esta é a realidade da nossa população humilde de interior, cujos serviços de saúde, todos sabemos, são precários e péssimos.

Imagine o Dr. Dráuzio Varella, se a população simples do interior não possuísse nenhum conhecimento da ação das plantas medicinais. Se toda vez que alguém adoecesse tivesse que procurar o serviço de saúde de seu município. Imagine o caos que seria. Em primeiro lugar, porque a maioria dos médicos está concentrada nas capitais dos estados. Em segundo lugar, porque na medida em que nos afastamos dos grandes centros, os recursos na área da saúde diminuem. E por isso faltam medicamentos, faltam leitos de hospital, faltam médicos e enfermeiros. Ainda assim os poucos profissionais que existem no interior foram mal formados na faculdade. As faculdades atualmente se preocupam em formar médicos especialistas em  monitoramento de UTI’s. Enfim são formados para exercer a “medicina de rico”. São pouquíssimos os médicos clínicos disponíveis capacitados para receitar fitoterápicos, mesmo porque não se estuda fitoterapia nas faculdades de medicina no Brasil! E muito menos dispomos de faculdade de fitoterapia, tais como, as que existem na Inglaterra, na França, na Índia, na China.

Não estranhamos, portanto que o Dr. Dráuzio Varella, tenha encontrado muita ignorância nos projetos de Farmácias Vivas estabelecidos em diversas regiões do país. Há, na verdade, uma carência muito grande pesquisas na área de plantas medicinais no Brasil. Por outro lado, a ignorância encontrada pelo ilustre médico  não é decorrente do descaso ou por falta de amor pelo paciente. Além de não ter recebido nenhuma informação, e, muito menos formação, na faculdade onde estudou, o médico que atua nos atendimentos fitoterápicos não dispõe de nenhum apoio logístico. Para praticar a fitoterapia as informações são escassas e mesmo as pesquisas que a Universidade brasileira promove, que o Dr. Drázio Varella, se referiu com tanto desprezo, dificilmente chegam ao seu conhecimento.

Portanto tudo o que o douto Dráuzio Varella considera idiotices são deficiências que ocorrem em um país que até hoje escolheu o modelo da “medicina rica” que promove a doença e não investe na saúde da população. Ao acusar um médico que receita fitoterápicos de idiota, porque não conhece farmacologia, teria que acusar também os demais médicos brasileiros que também não conhecem, porque todos sabemos que a farmacologia moderna é uma caixa preta, cujo conhecimento é de domínio exclusivo dos grandes laboratórios. Para o médico chega apenas a bula dos medicamentos…

Mas agora sabemos que o único cidadão brasileiro que não é idiota e que sabe farmacologia em profundidade é o Dr. Dráuzio Varella, porque provavelmente recebeu informações confidenciais dos grandes laboratórios e pode falar com conhecimento de causa. Como percebeu a deficiência na formação dos médicos que entrevistou, vai agora colaborar e esclarecer e orientar os idiotas, profissionais de saúde, que atuam nos projetos de Farmácias Vivas, idealizado pelo provavelmente também idiota, Dr. Francisco José de Abreu Matos, farmacêutico químico e professor da Universidade Federal do Ceará, infelizmente falecido em 2008. Se estivesse vivo com certeza explicaria as dificuldades para desenvolver e implantar o projeto de Farmácias Vivas no Ceará, com uma experiência profissional de 50 anos.

Sabemos que, segundo o Aurélio, idiota é um indivíduo pouco inteligente, estúpido, ignorante, imbecil e em alguns casos, até mesmo, uma categoria psiquiátrica, a idiotia. Portanto não consideramos correto e muito menos ético, considerar idiotas inúmeros profissionais da área da saúde,  que atuam nos projetos de Farmácias Vivas no Brasil. As deficiências por ventura encontradas pelo ilustre médico deveriam, com certeza, ser avaliadas, mas evidentemente com o respeito que qualquer indivíduo merece, independente de sua formação intelectual.

Quanto à experimentação dos fitoterápicos, a que o Dr. Drázio Varella se referiu, gostaríamos de questionar porque inúmeros medicamentos alopáticos são proibidos e retirados do mercado, após causar inúmeros danos aos pacientes. Por acaso a talidomida que gerou inúmeras crianças defeituosas no mundo inteiro foi submetida a experimentação científica antes de ser colocada á venda no mercado? Quantos aditivos e demais produtos químicos são colocados no mercado, expondo seres humanos e seres vivos aos seus efeitos cancerígenos que somente são percebidos depois que contaminaram todo o planeta. Basta lembrar dos PCB’s, os bifenilos policlorados, óleo conhecido no Brasil como ascarel, que quando foram produzidos em 1929 não se sabia nada de seus efeitos altamente nocivos para os seres vivos e para o meio ambiente. Sua fabricação foi proibida em 1976, mas os efeitos maléficos cumulativos e persistentes que atingiram toda a cadeia alimentar do planeta, não. A contaminação continua até os dias de hoje e, provavelmente o ilustre médico Dr. Dráuzio Varella também deve estar contaminado com PCB’s, o que explicaria sua atitude pouco ou nada cortês com demais indivíduos de sua espécie. Este é apenas um trágico exemplo, mas existem mais de 800 aditivos químicos ainda não estudados utilizados na fabricação de alimentos. São proibidos apenas quando, após experiências com animais, se descobre que são cancerígenos. Nesse caso, as cobaias não foram os pobres camondongos, foram os seres humanos que, sem  serem consultados, foram submetidos à experimentação.

Também consideramos necessário experimentar previamente as plantas medicinais. Os ensaios toxicológicos são evidentemente necessários, inclusive para estabelecer uma posologia adequada para um possível atendimento fitoterápico. Por outro lado, a etnobotãnica e a antropologia da saúde fornecem uma contribuição muito importante para a ciência ao estudar o conhecimento de raizeiros e pajés indígenas que conhecem os efeitos de cada planta a partir da experiência recebida de seus ancestrais e da utilização da planta por si mesmo. Podemos dispor desse modo de uma informação preciosa a respeito de plantas potencialmente tóxicas e perigosas. Na verdade tudo o que sabemos de cada planta considerada medicinal, tem origem na medicina popular, indígena, ou através dos conhecimentos trazidos pelas etnias africanas introduzidas no Brasil como escravos desde o início do processo de conquista e colonização do Brasil.

Na verdade todas as plantas medicinais estudadas pela Universidade no Brasil são oriundas da medicina popular. Não existe nenhuma planta medicinal cujo conhecimento não seja difundido entre a população.  Portanto quem decide o que estudar em termos de ação medicinal, são os intelectuais existentes nas comunidades simples do interior brasileiro, os raizeiros, os mateiros, as parteiras, os rezadores, os umbandistas, os curadores de cobra, etc.  São eles que informam aos etnobotânicos e antropólogos da saúde o que vale a pena estudar no reino vegetal. Se não fosse assim porque a Universidade iria formar etnobotânicos, etnofarmacologistas, especialistas em estudar o pensamento médico popular, com o objetivo de encontrar plantas, com grande potencial terapêutico. E tal fato vem acontecendo no mundo inteiro. A planta medicinal, Stevia rebaudiana foi descoberta pelos índios guarani do Paraguai e classificada pelo cientista suíço Moisés Bertoni. Pois bem, a estévia é um adoçante 300 vezes mais potente do que o açúcar de cana e não produz diabetes. Não por acaso foi proibido o seu uso nos Estados Unidos!

Assim necessitamos cada vez mais reduzir nossa ignorância aprendendo com quem sabe: os praticantes da medicina popular, porque ninguém é totalmente sábio ou totalmente ignorante. O acesso ao saber é um processo contínuo de busca e por isso para deixar de ser ignorante é necessário trilhar sempre o caminho da pesquisa e humildemente reconhecer que, mesmo quando avançamos, sabemos apenas que sabemos pouco ou quase nada.

Entretanto quando julgamos os que realmente pesquisam e buscam o conhecimento, totalmente ignorantes e idiotas, estamos reconhecendo que nada sabemos do que necessita ser conhecido.

Pelo menos o Dr. Dráuzio Varella reconheceu que o atendimento fitoterápico é profundamente diferente do atendimento alopático. O médico fitoterapeuta escuta durante muito tempo as queixas e o histórico do paciente e faz uma anamnese correta e completa. Nenhuma novidade nisso. Todo médico deve fazer isso. “O doente vai ao médico e ele nem olha na cara”, segundo Dr. Dráuzio Varella. Realmente esta é a realidade da “medicina de rico” aplicada ao pobre.  O médico de formação alopata não olha o paciente, porque não necessita individualizar o paciente, basta receitar um analgésico ou antibiótico qualquer, para despedir seu paciente. Este é o modelo que o Dr. Dráuzio Varella defende em sua entrevista. Parabéns pela inteligência do Dr. Dráuzio Varella!

Enfim, vamos aguardar a reportagem do dia 29/08/2010 na Globo, para avaliar melhor a proposta do Dr. Dráuzio Varella.

Sabonete repelente é nova arma contra a dengue

FONTE: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3&noticia=423

Sabonete repelente pode ser coadjuvante no combate à dengue
Por Marina Mezzacappa
01/04/2008

A epidemia de dengue no estado do Rio de Janeiro já contabilizou mais
de 43 mil casos da doença este ano. Até esta segunda-feira (dia 31),
67 mortes eram atribuídas oficialmente à dengue no estado. Atentos a
essa realidade, pesquisadores da Universidade Estadual do Norte
Fluminense (UENF) estão desenvolvendo um sabonete repelente que pode
atuar como coadjuvante no combate à doença.

A equipe do Laboratório de Ciências Químicas da universidade,
capitaneada por Edmilson José Maria, realiza a pesquisa desde outubro
de 2007. O objetivo é obter um sabonete que tenha ação repelente de
seis horas e baixo custo para a população.

“A fêmea do mosquito Aedes aegypti atua no período diurno e nossa
intenção é a utilização de um sabonete repelente nesse horário para
diminuir o tempo de ataque da fêmea e reduzir gradativamente o número
de casos”, explica José Maria.

O pesquisador afirma que, ao contrário do uso de repelentes corporais,
o banho já é um hábito incorporado, o que facilitaria a aceitação do
produto. “Além disso, repelentes corporais, elétricos e inseticidas
têm uma relação custo benefício elevada para o padrão da população
brasileira”, avalia.

Segundo ele, o sabonete deve ser passado preferencialmente nas áreas
do corpo que ficam descobertas, evitando mucosas e feridas, bem como a
utilização por crianças com menos de seis anos e mulheres grávidas. “O
produto terá as mesmas propriedades dos sabonetes tradicionais e
poderá substitui-los em algumas circunstâncias, podendo ser usado em
partes do corpo ou em toda sua extensão, dependendo do local onde a
pessoa esteja”, explica José Maria.

O sabonete tem em sua composição, além de glicerina, óleos essenciais
com comprovada ação repelente contra mosquitos e pernilongos,
extraídos de plantas como o capim-limão, a citronela e o
cravo-da-índia. “Faremos testes para verificar a eficiência também
contra carrapatos”, diz. A fórmula conta ainda com outras substâncias,
mantidas em sigilo, que ajudam a aumentar o tempo de ação do produto.

A idéia de produção de um sabonete repelente surgiu quando Edmilson
José Maria passou a integrar o grupo de pesquisas sobre biodiesel da
UENF e sugeriu a coleta do óleo de fritura usado em estabelecimentos
comerciais e associações de moradores para suprir tais pesquisas. “A
partir dessa idéia, preconizamos a utilização de parte desse óleo
usado e do subproduto do biodiesel, a glicerina, para fazermos sabão,
e, posteriormente, pensamos em agregar ao nosso produto substâncias
repelentes a mosquitos e pernilongos”, conta.

No momento, o sabonete está em fase de testes com concentrações
variadas para delineação do maior poder repelente. Os testes estão
sendo efetuados em parceria com as áreas de bioquímica e biologia da
universidade. “Nossos esforços estão concentrados somente nessa
pesquisa para disponibilizarmos o produto final o mais rápido
possível, preferencialmente antes do final do primeiro semestre”,
informa Maria. “Nosso intuito é disponibilizar o produto para
aquisição preferencial por órgãos públicos ligados à saúde e,
posteriormente, pelo público em geral”, completa.

Os pesquisadores, que pretendem patentear o produto, estão abertos a
novas parcerias para realização da pesquisa e também para a colocação
do produto no mercado. O desenvolvimento de outros produtos com os
mesmos efeitos também estão sendo analisados, como uma versão para
lavagem de roupas, com maior poder repelente, cremes e adesivos
autocolantes.

Larvicida: outra arma

O biolarvicida Bt-horus, desenvolvido pela Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária (Embrapa), também promete contribuir na luta
contra o mosquito da dengue. O inseticida biológico, atóxico e eficaz
contra as larvas de Aedes aegypti, foi desenvolvido em parceria com a
empresa Bthek e consiste na utilização de uma bactéria. Misturada em
uma solução, ela serve de alimento para as larvas do mosquito que, ao
ingeri-la, tem seu intestino destruído e morrem.

O produto, inofensivo para outros organismos e de fácil aplicação
pelos próprios moradores, já foi usado nas cidades de Rio das Ostras
(Rio de Janeiro), São Sebastião (Distrito Federal), Três Lagoas (Mato
Grosso do Sul) e Sorriso (Mato Grosso). Em todas, o índice de
infestação pelo mosquito diminuiu. O Ministério da Saúde ainda não tem
previsão para a utilização do produto.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também desenvolveu um inseticida
natural para combater as larvas do mosquito da dengue. O novo biocida
é feito a partir de uma substância da Piper solmsianum, planta da
família das pimentas. Nativa da Mata Atlântica, a planta é atóxica e
não deixa resíduos químicos. Colocado em reservatórios de água, o
biocida mata as larvas de insetos. O estudo está em fase de testes de
campo e levantamento de custo e o produto deve chegar ao mercado em
até quatro anos.

Para saber mais:

– Um banho para vencer a batalha contra o mosquito da dengue