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Curso: Aromaterapia na Visão Energética Oriental

O faro Oriental sobre os óleos essenciais

Da formulação do famoso Tiger Balm à Acupuntura Aromática, curso promove ferramentas úteis aos praticantes de terapias orientais

O Prof. Arnaldo V. Carvalho despontou há mais de uma década como um dos grandes professores de Aromaterapia do país. Tendo se afastado do mercado para dedicar-se a estudos mais profundos sobre o tema, ele agora apresenta uma repaginação de seus conhecimentos, trazendo pela primeira vez ao Brasil a atualização de um curso que somente Portugal havia conhecido.

No curso, dedicado ao viés oriental da utilização de óleos essenciais, prof. discorrerá sobre as técnicas tradicionais mais utilizadas no Brasil: a acupuntura, o shiatsu e a moxabustão, além da utilização dos mesmos óleos associada a ventosaterapia.

Os alunos terão a oportunidade de formular algumas das mais famosas pomadas e óleos medicados da China, como a Tiger Balm, Po su on e Wood Lock. Saberão sobre o desenvolvimento da utilização das plantas medicinais aromáticas no oriente, bem como desvendarão a natureza energética das mesmas.

Próxima data / local: consulte a agenda em nosso site.

Curso Aromaterapia Profissional com Arnaldo V. Carvalho

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Aromaterapia Profissional

Objetivos

  • Trazer aos alunos sólidos conhecimentos aplicáveis à práxis terapêutica, utilizando como fonte as informações científicas mais recentes;
  • Demonstrar e ensinar técnicas terapêuticas que utilizam óleos essenciais, ácidos graxos, e outras matérias-primas e recursos típicos da aromaterapia.

Programa

  • Breve história, panorama e aspectos gerais da aromaterapia;
  • Definição botânica e farmacológica dos óleos essenciais;
  • Base científica do uso de óleos na clínica e psicoclínica;
  • Classificação dos óleos essenciais segundo a família química;
  • Propriedades gerais das famílias químicas;
  • Acidos graxos e funções metabólicas;
  • Características e aplicação de óleos essenciais e ácidos graxos agrupado de acordo com os sistemas orgânicos onde atuam:
  • Sistema imunológico, imunidade e óleos (óleos essenciais e ácidos graxos aplicados na oncologia, imunologia, alergologia, parasitologia, micologia);
  • Participação dos ácidos graxos e óleos essenciais no equilíbrio endócrino;
  • Sistema digestório e óleos essenciais – Tratamento de manifestações dolorosas osteoarticulares com óleos essenciais e ácidos graxos (inflamações decorrentes de reumatismos diversos, fibromialgia, lesões, dores crônicas x dores agudas e outros)
  • Sistema límbico, sistema nervoso e óleos essenciais; psicoaromaterapia: definições, métodos de análise e usos: – O sistema dos 13 de Gümbel
  • Classificação segundo o grupo olfativo
  • Somatotipos e óleos essenciais
  • Óleos essenciais diretamente associados à psicossomática; OBS: Durante o curso são aplicadas dinâmicas e práticas diversas.

Carga Horária 60H

Pré-requisito: Curso Fundamentos de Aromaterapia

Bases da Aromaterapia

Curso Básico de Aromaterapia
Curso teórico-prático sobre óleos essenciais, graxos e tratamentos

Com Arnaldo V. Carvalho*

Aromaterapia, campo de saber multidisciplinar, que abrange conhecimentos de botânica, química, farmacologia, neurociência, conhecimentos tradicionais, fisiologia humana, ecologia, entre outros. Em nosso curso, você aprenderá os principais fundamentos da técnica e poderá beneficiar sua saúde e a de todos em volta com o poder curativo das plantas aromáticas e seus óleos essenciais. Há muitos diferenciais em relação a outros cursos de aromaterapia. Leia os objetivos, conteúdos e diferenciais, e saiba mais sobre esse curso tão especial.

DATAS E HORÁRIOS: 1 e 14 de maio, de 9 às 18H

OBJETIVOS: Trazer as bases fundamentais na compreensão e perfeita utilização de óleos essenciais, ácidos graxos e demais matérias-primas e técnicas da aromaterapia; Fornecer ao aluno um panorama detalhado do mercado e das técnicas associadas; Permitir que o aluno possa produzir com qualidade e segurança produtos de aromaterapia para utilização pessoal ou profissional; Conhecer os principais óleos essenciais e óleos gordos utilizados no mercado europeu e mundial para a prática de aromaterapia, inclusive com sua descrição geral e propriedades terapêuticas.

que-es-aromaterapia.jpgPROGRAMA:

• Bases de Aromaterapia
• Aspectos históricos e panorama mercadológico atual;
• Noções botânicas e farmacológicas;
• Generalidades sobre óleos essenciais e óleos carreadores:
– Formas de extração de óleos
– Características fisico-químicas
– Óleo essencial x essência
– Óleo carreador não refinado x refinado
– Propriedades terapêuticas gerais
• Veículos empregados em aromaterapia;
• Formas de administração terapeutica de óleos;
• Descrição e propriedades específicas de cada um dos óleos estudados no curso (cerca de 50 tipos)
• Lei das sinergias;
• Taxas de Evaporação;
• Contra-indicações;
• Formulações básicas;

OBS: Durante o curso são aplicadas dinâmicas e práticas diversas.

ALGUNS DIFERENCIAIS:

Práticas variadas durante o curso; O aluno leva os produtos que confecciona; O professor não está comprometido com nenhuma empresa de aromaterapia, e assim tem liberdade de indicar diversas linhas; O professor tem formação em naturopatia e estuda a aromaterapia desde 1993; Conhecerá o desenvolvimento da Aromaterapia Profunda, onde se pode enxergar a aromaterapia de maneira sustentável, transpessoal e ligada a uma rede de cuidados com a saúde muito especial.

Inclui rica apostila e óleos essenciais e carreadores que serão usados em experiências na confecção artesanal de produtos (o material confeccionado fica com o aluno).

Próximas turmas e locais, veja nossa Agenda

Classificações da Perfumaria

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A indústria de perfumaria classifica os perfumes de acordo com o percentual de óleo essencial (ou essência sintética, ou ainda uma combinação) utilizado em sua composição.

Os nomes são dados de acordo com o nível de concentração da essência no perfume, que será preservada através do uso de substâncias fixadoras (naturais ou sintéticas). Os bons perfumes utilizarão como essência os óleos essenciais (obtidos da destilação de plantas aromáticas), que são altamente voláteis, daí tal necessidade. Conheça as características do perfume verdadeiro e suas versões diluídas eau de parfum, eau de toilette e eau de cologne.

Perfume: A fragrância conhecida pelo termo original francês (parfum) possui entre 18% e 35% de essência. Seu poder de fixação na pele é grande, podendo durar de 8 a 24 horas, conforme a qualidade da fragrância e o caminho olfativo. Os melhores perfumes utilizam óleos essenciais naturais, e por ser uma matéria prima nobre, podem tornar-se mais caros do que os que utilizam essências sintéticas. Por outro lado, possuem efeitos reais sobre a psique de quem os cheira. Não foi a toa que a Aromaterapia foi criada por um químico ligado a indústria de perfumes!

Eau de Parfum: Sub-produto do perfume propriamente dito, é diluído em maior quantidade de água (daí o “eau”, água em francês), apresentando concentração de essência entre 12% a 18%, o que pode representar uma percepção de seu aroma por até 10 horas.

Eau de Toilette: caracterizado por uma fragrância mais discreta, apresenta índices de concentração entre 8% e 10% e tempo de fixação de até 8 horas. Muitos considerarão o Eau de Toilette como uma escolha adequada para lugares úmidos, de ambiente pesado, que pode tornar perfumes mais concentrados um tanto quanto exagerados dependendo é claro da dose utilizada.

Eau de Cologne ou Desodorante Colônia: possui baixa concentração de essências, 5% no máximo. No Brasil, criou-se uma terminologia própria para essas fragrâncias: deo colônia ou desodorante colônia. De fato possui uma concentração de óleo essencial e álcool que pode atuar como desodorante, agindo contra os germes que transformam o suor humano e liberam mau odor. Sendo mais leve e mais barato, é comum o seu uso diário.

Arnaldo V. Carvalho, Aromaterapeuta.

Ibrape

O Ibrape – Instituto Brasileiro de Pesquisa e Ensino – promove para o dia 20 de novembro curso de Aromaterapia com Profa Marcia Del Grandi*. O curso é especialmente focado na aplicação na área estética.

ObjetivosFormação de profissionais capacitados a aplicar de maneira prática e eficiente os óleos essenciais dentro de sua especialidade terapêutica. Para tanto, o programa proposto irá trazer as bases fundamentais na compreensão e perfeita utilização de óleos essenciais, ácidos graxos e demais matérias-primas e técnicas da aromaterapia.

Conteúdo Programático

  • I – História da inclusão da Aromaterapia e sua utilização em benefício da saúde
  • II – Definição de Aromaterapia e suas aplicações gerais
  • III – Diferenças entre Óleos Essenciais, Essências e Óleos Vegetais
  • IV – Forma de ação dos Óleos Essenciais
  • V – Classificação e Aplicabilidade dos Óleos Essenciais na Estética
  • VI – Inclusão dos Óleos Essenciais em protocolos Estéticos Faciais e Corporais

*Profa. Márcia Del Grandi – Nutricionista, Esteticista, Professora de Técnicas manuais e Coordenadora dos Cursos Técnicos do IBRAPE.

Mais informações: http://www.ibrape.com.br/novoSite/default.asp

Canela, a rainha dos Aldeídos

CANELA – Colesterol, Diabetes, Plaquetas, Anti-fungica, etc.


Canela,  pauzinho cheiroso presente em diversas receitas culinárias é a casca de uma poderosa planta medicinal, graças as substâncias concentradas em seu óleo essencial.

Ação anticoagulante

O cinamaldeído (também denominado aldeído cinâmico) é o principal ativo do óleo essencial presente na Canela. Tem sido amplamente estudado pelos seus efeitos sobre as plaquetas do sangue.

As plaquetas são componentes do sangue que se destinam a aglomerar-se em situação de emergência (como lesões corporais), como uma forma de parar o sangramento, mas em circunstâncias normais, no caso de se aglomerarem demasiado, podem provocar um fluxo sanguíneo insuficiente.

O cinamaldeído do O. E. de canela ajuda a prevenir a aglutinação excessiva das plaquetas. (Isto sucede através da inibição da libertação de um ácido graxo inflamatório, denominado ácido araquidonico, das membranas das plaquetas e através da redução da formação de uma molécula inflamatória mensageira, o tromboxano A2). A capacidade da canela para reduzir a libertação de ácido araquidonico das membranas celulares também a coloca na categoria dos alimentos antiinflamatórios que podem ajudar na redução da inflamação.

Actividade antimicrobiana

Os óleos essenciais da canela também são classificados como antimicrobianos e a canela tem sido estudada pela capacidade de ajudar a impedir o crescimento de bactérias e fungos, incluindo a problemática levedura candida. Em testes de laboratório, os extratos de canela suspenderam muitas vezes (embora nem sempre) o desenvolvimento de leveduras resistentes ao uso de fluconazol, um medicamento antifúngico frequentemente usado.

As propriedades antimicrobianas da canela são tão eficazes que pesquisas recentes demonstraram que esta especiaria pode ser utilizada como uma alternativa aos conservantes de alimentos tradicionais. Num estudo, a adição de apenas algumas gotas de óleo essencial de canela a 100 ml de caldo de cenoura, posteriormente refrigerado, inibiu o crescimento de bacillus cereus, um agente patogénico de origem alimentar, durante pelo menos 60 dias. Quando o caldo era refrigerado sem a adição de óleo de canela, o bacillus cereus patogénico desenvolveu-se apesar da temperatura fria. Além disso, os pesquisadores observaram que a adição de canela não só agiu como um conservante eficaz, mas melhorou também o sabor do caldo.

Controle dos níveis de açúcar no sangue

Temperar com canela um alimento que tenha um teor elevado de hidratos de carbono pode ajudar a diminuir o seu impacto sobre os níveis de açúcar no sangue. A canela abranda a velocidade a que o estômago fica vazio após as refeições, reduzindo o aumento do açúcar no sangue após a ingestão.

Os investigadores mediram a velocidade a que o estômago de 14 pessoas saudáveis ficava vazio após terem ingerido 300 gramas (1,2 xícaras) de pudim de arroz simples ou temperado com 6 gramas (1,2 colheres de chá) de canela. A adição de canela ao pudim de arroz reduziu a velocidade de esvaziamento gástrico de 37% para 34,5% e atenuou significativamente o aumento dos níveis de açúcar no sangue após a refeição.

A canela também pode ajudar de forma significativa pessoas com diabetes do tipo 2 a melhorar a sua capacidade de resposta à insulina, normalizando assim os seus níveis de açúcar no sangue. Quer os estudos em tubos de ensaio, quer os estudos em animais demonstraram que os compostos da canela não só estimulam os receptores da insulina, mas também inibem uma enzima que os desactiva, aumentando assim significativamente a capacidade de as células utilizarem a glicose.

O aroma da canela estimula a função cerebral

Consumir canela melhora a capacidade do organismo de utilizar o açúcar do sangue e sentir simplesmente o seu aroma maravilhoso aumenta a actividade do cérebro!

Descobriu-se que mascar chicletes com aroma de canela ou simplesmente cheirar canela impulsionava o processamento cognitivo dos participantes do estudo.

O cálcio e as fibras melhoram a saúde do cólon e protegem contra doenças cardíacas.

Além dos seus óleos essenciais característicos, a canela é uma excelente fonte de manganês e uma fonte rica em fibra alimentar, ferro e cálcio. A combinação de cálcio e fibra é importante e pode ajudar a prevenir diversas doenças. O cálcio e as fibras podem ligar-se aos sais biliares e ajudar a removê-los do organismo. Ao eliminar a bílis, a fibra ajuda a prevenir os danos que determinados sais biliares podem causar às células do cólon, reduzindo assim o risco de cancro do cólon. Além disso, quando a bílis é removida pela fibra, o organismo tem de neutralizar o colesterol a fim de produzir mais bílis. Este processo pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol elevados, o que pode ser útil na prevenção da aterosclerose e da doença cardíaca. Para portadores da síndrome do intestino irritável, a fibra da canela também pode proporcionar alívio durante a prisão de ventre ou a diarreia.

Funchal, 18 de Setembro de 2010

FONTE: http://plantascurandeiras.blogspot.com/2010/09/canela-colesterol-diabetes-plaquetas.html

AUTOR:

REVISÃO: Arnaldo V. Carvalho

então, virando aquele rua de esquina é  a vereador duque estrada.
*o endereço certo é :
*Rua Dom Luiz Lasagna (!!!), 151 casa
Arnaldo – Arnie – PET diz (16:23):
*entra-se na duque estrada, vira a 2 esquerda (rua antonio fernandes), vira a 2 a esquerda novamente.
Arnaldo – Arnie – PET diz (16:26):
*achei o cel
Nivia diz (16:26):
*vou anotar
Arnaldo – Arnie – PET disse (16:32):
*minha mãe está querendo internar vovó
Arnaldo – Arnie – PET disse (16:33):
*ela não comeu absolutamente nada hoje.

Importância biológica dos óleos essenciais

Importância biológica dos óleos essenciais

Muitas espécies vegetais liberam diversas misturas de compostos voláteis pertencentes ao metabolismo secundário presentes em folhas, flores e frutos para a atmosfera. Estes compostos voláteis, são constituídos principalmente de terpenóides, fenilpropanóides e derivados de ácidos graxos, e representam cerca de 1% dos metabólitos secundários conhecidos de plantas (Dudareva, et al., 2004).

Estes compostos voláteis de baixo peso molecular pertencem a diferentes grupos funcionais (hidrocarbonetos, álcoois, aldeídos, cetonas, éteres e ésteres) e desempenham um papel vital no ciclo de vida das plantas proporcionando uma maneira para que as plantas interajam com o ambiente ao seu redor. Emitindo compostos voláteis de flores e frutos (aromas e sabores), as plantas produzem pistas químicas para animais, polinizadores e disseminadores de sementes, garantindo assim a reprodução das plantas e o sucesso evolutivo (Reinhard et al., 2004; Pichersky e Gershenzon, 2002).

Os compostos voláteis emitidos a partir de tecidos vegetativos, como parte do sistema de defesa da planta, pode diretamente repelir microrganismos e animais ou atrair predadores naturais que atacam os herbívoros, protegendo indiretamente a planta através de interações tritróficas. Ao liberar voláteis de sinalização, uma planta pode reduzir o número de herbívoros em mais de 90% (Kessler e Baldwin, 2001) e também alertar plantas adjacentes sobre o ataque de patógenos (Engelberth et al., 2004). Voláteis emitidos pelas raízes podem contribuir para sistema de defesa abaixo da superfície, os voláteis emitidos podem agir como anti-microbianos e produzir substâncias contra herbívoros ou apresentar atividades alelopática que aumentem a competitividade no ambiente (Steeghs et al., 2004; Chen et al., 2004).

A maior parte das espécies que produzem óleos essenciais são angiospermas eudicotiledôneas, principalmente pertencentes às famílias Asteraceae, Laminaceae, Lauraceae, Myrtaceae, Rutaceae, Myristicaceae e Apiaceae (Alonso, 1998; Lavabre, 1997; Simões e Spitzer, 2004). Os óleos essenciais podem ocorrer em estruturas especializadas, como células parenquimáticas diferenciadas (Lauraceae, Myrtaceae, Piperaceae, Poaceae), em tricomas glandulares (Lamiaceae) ou canais oleíferos (Apiaceae e Asteraceae). Podem também ser estocados em certos órgãos como flores (como na rosa), folhas (louro, melissa e eucalipto), cascas do caule (canela), madeira (pau-rosa), rizomas (gengibre), frutos (anis-estrelado) ou sementes (noz-moscada). Sua função envolve sinais de comunicação química no reino vegetal e atuam como armas de defesa química contra o reino animal.

Na natureza, óleos essenciais desempenham um papel importante na proteção das plantas como agentes antibacterianos, antivirais, antifúngicos, inseticidas e também contra herbívoros, reduzindo seu apetite para tais plantas (Bakkali et al., 2008).

FONTE: http://www.curaplantas.com.br/artigo%20oleosessenciais.html

Pesquisadores descobrem em óleos essenciais as propriedades terapeuticas da fumaça!

Finalmente, pesquisadores começam a estudar a composição positiva das fumaças. Utilizadas ao longo das eras, as fumaças terapeuticas deram origem a costumes e rituais de purificação, e até hoje são utilizadas na terapeutica tradicional, em todo o mundo. Vale citar os cigarros de arnica do povo alpino da europa, as defumações de sálvia branca entre os norte-americanos originais, o intenso uso da resina de olíbano em boa parte da África, europa e oriente médio, as diversas defumações nos rituais afro-brasileiros e indígenas… Por trás de todas essas fumaças, óleos essenciais – Aromaterapia.

Nem toda a fumaça é má, é mais uma força a se saber lidar. Segue abaixo o resumo da pesquisa, encontrada na Revista brasileira de Farmacognosia (online), via Scielo, grande banco de dados científico.

Parabéns aos pesquisadores.
Arnaldo V. Carvalho.

Óleos essenciais encontrados na fumaça do “tira-capeta”, um cigarro utilizado pelos quilombolas que vivem no pantanal do Brasil. Rev. bras. farmacogn. [online]. 2010, vol.20, n.3, pp. 310-316. ISSN 0102-695X.  doi: 10.1590/S0102-695X2010000300004.

Pesquisa etnofarmacológica realizada entre os quilombolas que vivem na Sesmaria Mata-Cavalos, no Estado de Mato Grosso, Brasil, um cigarro conhecido como “tira-capeta”, foi citado por melhorar a memória e cognição, além de possuir outras indicações terapêuticas, tais como, “contra a sinusite”, “para evitar resfriado”, e “para aliviar problemas de insônia”. No presente estudo, foi feita a caracterização dos óleos essenciais liberados durante o aquecimento das plantas utilizadas na confecção do cigarro, usando um método simples, rápido e livre de solvente baseado em cromatografia gasosa acoplada a espectrometria de massas usando “headspace” e microextração em fase sólida. Os principais constituintes encontrados foram 1,8-cineol, cânfora e α-pineno. Na tentativa de correlacionar a atividade biológica desses constituintes com as indicações terapêuticas relatadas pelos quilombolas, encontramos vários trabalhos realizados por diversos autores que mostraram que estes óleos possuem atividades similares às indicações terapêuticas relatadas pelos quilombolas.

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0102-695X2010000300004&lng=pt&nrm=iso

Pesquisadores brasileiros conseguem sintetizar mentol a partir de componente do óleo de eucalipto

Pesquisadores conseguem extrair essência usada em indústrias como as de cosméticos, produtos de limpeza e fragrâncias a partir do óleo extraído da espécie citriodora. Descoberta pode fazer com que o Brasil deixe de depender exclusivamente da importação

Por Marinella Castro

 - ()O que o eucalipto da espécie citriodora tem a ver com o poderoso mercado do mentol, que movimenta ao ano US$ 18,5 bilhões em todo o mundo? A resposta vem de um grupo de pesquisadores do Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O grupo conseguiu transformar, pela primeira vez, o óleo essencial do eucalipto em mentol sintético. O produto químico é utilizado em larga escala por indústrias de produtos de limpeza, cosméticos, medicamentos, fragrâncias e aromas, e até mesmo pela indústria de alimentos, que emprega o componente na fabricação de balas e pastilhas com aroma, sabor e frescor mentolado.

Apesar de ser grande produtor de óleos essenciais, o Brasil é um grande importador do mentol sintético. Todo o produto é comprado do Japão e da Alemanha, que detêm a tecnologia de produção do mentol, obtido a partir de plantas do gênero mentha. A novidade da pesquisa mineira foi mostrar que o óleo essencial, extraído por meio da decantação de folhas da espécie citriodora, também pode ser transformado no componente sintético. O óleo obtido de outras espécies, como o eucalipto utilizado para a indústria do papel, não têm propriedades aromáticas. A ideia é que, a partir de agora, o produto passe a ser feito no país, abastecendo o mercado interno e reduzindo a dependência externa. Com a nova tecnologia, o país também ganha a chance de concorrer no bilionário mercado internacional.

O estudo, coordenado pela professora Elena Goussevskaia, já está patenteado. No país, não foram identificadas outras rotas de produção, nem mesmo com patentes estrangeiras. O novo produto é resultado da aplicação de um processo químico inovador. Foi utilizado um catalisador que transforma o citronelal, composto presente no óleo de eucalipto, em mentol. Além do óleo, principal insumo da pesquisa, a tecnologia envolve também o uso do gás hidrogênio e de catalisadores.

O processo ocorre em um reator, no qual o óleo de eucalipto citriodora entra em contato com o catalisador e com o hidrogênio, formando o óleo mentolado. “A molécula essencial é transformada em uma molécula sintética”, explica a pesquisadora Patrícia Robles Dutenhefner. Segundo ela, o produto obtido a partir do eucalipto tem as mesmas características aromáticas do mentol atualmente encontrado no mercado e, por isso, tem potencial para abastecer indústrias, como a de fragrâncias.

Outra inovação do estudo é que com o uso do catalisador foi possível, em uma única etapa, passar do óleo de eucalipto para o mentol. Como explica Robles, mundialmente o mentol sintético é obtido a partir de seis etapas químicas. A obtenção da matéria-prima é sempre um desafio e virou outro diferencial do mentol mineiro . Em Minas, a espécie citriodora já é cultivada em larga escala e, para dar impulso à nova tecnologia, as plantações poderiam ser fomentadas por meio de cooperativas agrícolas, o que garantiria o fornecimento do óleo essencial, para ser transformado no produto de maior valor agregado, impulsionando também produtores agrícolas.

Mercado promissor
Com perspectivas de ganhar o mercado, o estudo já está sendo testado em um pré-piloto para que o produto seja feito em grande escala. Segundo a pesquisadora, como o procedimento é simples, realizado em uma única etapa química, a tecnologia nacional poderá ter custo mais baixo que a dos concorrentes internacionais. A intenção é que o mentol de eucalipto se transforme em um negócio lucrativo. “Para que o Brasil se torne uma potência em ciência e tecnologia, é preciso direcionar as pesquisas para o mercado”, defende o gerente de Inovação e Tecnologia do Sebrae-MG, Anizio Vianna. Com a Secretaria de Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, o Sebrae desenvolve projetos para fomentar a criação de empresas, e o projeto de transformação do óleo do eucalipto em mentol sintético chamou atenção das instituições pelo seu potencial.

O estudo da viabilidade do mercado para o mentol já está concluído e a próxima etapa será o plano tecnológico. “Todo o mentol utilizado no Brasil é importado. O país, porém, está entre os maiores exportadores do óleo essencial, que é pouco utilizado aqui para síntese de compostos de alto valor comercial”, diz Vianna. Outros óleos essenciais, como os de pinho e de laranja, estão sendo estudados pelo grupo de pesquisadores da UFMG, já que também podem ser transformados em mentol sintético. No entanto, a pesquisa está avançada apenas com o eucalipto.

Estudos sobre plantas medicinais do Pantanal objetiva mercado de óleos essenciais

Com a crescente demanda no mercado de óleos essenciais, utilizados para fins de perfumaria, cosméticos e terapêuticos, diversas espécies nativas brasileiras vem sendo exploradas, ainda que em pequena escala, em diversas regiões. O cultivo de plantas medicinais, aromáticas condimentares e ornamentais, mediante princípios agroecológicos, também se apresenta como uma das atividades de grande potencial ao desenvolvimento local de forma sustentável. E no Pantanal não é diferente: a riqueza da flora pantaneira, que atrai turistas de todo o mundo, tem despertado, nos últimos anos, o interesse também de pesquisadores.

A Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atualmente desenvolve diversos trabalhos de pesquisa com plantas medicinais, aromáticas e condimentares na estrutura da instituição, que conta com laboratórios de propagação de plantas, herbário para ajudar na identificação de plantas com potencial, laboratório de solos para análises física e química de substratos e partes vegetativas de plantas e de um campo experimental, localizado na “Fazenda Nhumirim”, onde são coletadas plantas para serem propagadas ou analisadas. A Unidade possui, também, uma casa climatizada para experimentos com germinação de sementes, viveiro de aclimatação de mudas e canteiro de plantas, onde são cultivadas as principais espécies no formato de Unidades Demonstrativas e de Multiplicação.

Outros estudos fitoquímicos, agronômicos e ecológicos estão sendo realizados em espécies nativas e exóticas potenciais provenientes tanto da flora pantaneira quanto de cultivo em parceria com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária – Infraero, Superintendência de Corumbá-MS e com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais de Corumbá-MS. Espécies aromáticas, normalmente apícolas, como a erva-limão, capim-carona, malva-branca, hortelã-brava, entre outras, estão sendo pesquisadas a respeito da produção e composição de seus óleos essenciais.

Há 10 anos trabalhando com extração de óleos essenciais, este ano, o pesquisador da Embrapa Pantanal Aurélio Vinicius Borsato deu inicio as pesquisas da técnica com plantas da região do Pantanal. Estudos sobre a produção e composição dos óleos essenciais de plantas medicinais, aromáticas, condimentares, apícolas e ornamentais também estão sendo desenvolvidas na Unidade.

Segundo Aurélio, foram iniciados diversos estudos sobre poderes terapêuticos de espécies medicinais da região Pantanal, e o conhecimento tradicional dos moradores está servindo como base para as pesquisas em laboratório, através de metodologias científicas, uma delas é a extração de óleos essenciais.

Os estudos têm como objetivo no mercado de óleos essenciais – mistura de compostos orgânicos voláteis do metabolismo secundário de plantas chamadas de aromáticas – e que vem sendo utilizados para fins de perfumaria, cosméticos, medicinais e alimentícios. A extração do óleo essencial é realizada pelo método de “hidrodestilação”, utilizando o aparelho do tipo Clevenger.

Espécies em estudo

– Hortelã-brava, hortelãnzinha, hortelã-do-campo (Hyptis crenata Pohl ex Benth) – uso tradicional: Apícola, conferindo ao mel cheiro de cravo. Uso medicinal: vermes, pulmão, também no mate e tereré; folha esfregada na pele funciona como repelente, tem óleo essencial. Aromática e medicinal, porém com poucos estudos.

– Vique, cânfora, beladona, hortelã-do-campo (Bacopa monnierioides) – uso tradicional: muito apícola; forrageira acidental; aromática, com óleo essencial de cor amarela e aroma suave, contendo mais de 19 substâncias

– Capim-carona (Elionurus muticus) – uso tradicional: forrageira

Transferindo tecnologias para o produtor

A Unidade dispõe de infraestrutura adequada e equipe capacitada para apoiar aos interessados em atividades de prospecção de plantas medicinais, aromáticas, condimentares e ornamentais. Atua de forma interdisciplinar em pesquisa, desenvolvimento e transferência de tecnologia.

Além das pesquisas desenvolvidas em laboratório, a equipe de pesquisadores da Embrapa Pantanal tem realizado diversas ações de transferência de tecnologia para os produtores rurais da região, por meio de oficinas, palestras e dias de campo.

Nos dias 08 e 09 de junho, foi realizado o “II Dia de Campo e Curso de Produção, Processamento e Comercialização de plantas medicinais, condimentares e aromáticas” realizado na Unidade Demonstrativa da Embrapa Pantanal, localizada na Área de Projetos Sociais da Infraero, chamado “O amanhecer em nossas mãos”, no Aeroporto Internacional de Corumbá – MS, onde estas espécies são cultivadas. Durante dois dias produtores rurais, técnicos agrícolas e profissionais da área ambiental participaram de palestras e oficinas de capacitação.

Segundo o pesquisador da Embrapa Pantanal, Marçal Amici Jorge atualmente a demanda por diversas espécies de plantas medicinais, condimentares e aromáticas tem aumentado e o governo vem regulamentando o cultivo e a utilização dessas espécies. ” Este segmento é mais uma forma de agregar valor as atividades desenvolvidas pelo produtor rural ” completa o pesquisador.

Outra atividade oferecida durante alguns eventos importantes da região, como a Semana de Meio Ambiente de Corumbá, por exemplo, é a “Oficina de Extração de Óleos essenciais e Plantas Medicinais”, ministrada pelo pesquisador Aurélio Vinicius Borsato. Na oficina os participantes recebem orientações sobre diversas espécies nativas brasileiras que vem sendo exploradas no mercado de óleos essenciais e aprenderam a extrair o óleo essencial dessas plantas pelo método de “hidrodestilação”, utilizando o aparelho do tipo Clevenger. Informações sobre os cuidados no manuseio das plantas durante os processos de colheita, beneficiamento, secagem, armazenamento e processamento também são abordados.

FONTE: http://cidadebranca.com.br/index.php/site/ver_noticia/plantas-medicinais-saeo-fonte-de-pesquisas-no-pantanal/