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Curso Aromaterapia Profissional com Arnaldo V. Carvalho

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Aromaterapia Profissional

Objetivos

  • Trazer aos alunos sólidos conhecimentos aplicáveis à práxis terapêutica, utilizando como fonte as informações científicas mais recentes;
  • Demonstrar e ensinar técnicas terapêuticas que utilizam óleos essenciais, ácidos graxos, e outras matérias-primas e recursos típicos da aromaterapia.

Programa

  • Breve história, panorama e aspectos gerais da aromaterapia;
  • Definição botânica e farmacológica dos óleos essenciais;
  • Base científica do uso de óleos na clínica e psicoclínica;
  • Classificação dos óleos essenciais segundo a família química;
  • Propriedades gerais das famílias químicas;
  • Acidos graxos e funções metabólicas;
  • Características e aplicação de óleos essenciais e ácidos graxos agrupado de acordo com os sistemas orgânicos onde atuam:
  • Sistema imunológico, imunidade e óleos (óleos essenciais e ácidos graxos aplicados na oncologia, imunologia, alergologia, parasitologia, micologia);
  • Participação dos ácidos graxos e óleos essenciais no equilíbrio endócrino;
  • Sistema digestório e óleos essenciais – Tratamento de manifestações dolorosas osteoarticulares com óleos essenciais e ácidos graxos (inflamações decorrentes de reumatismos diversos, fibromialgia, lesões, dores crônicas x dores agudas e outros)
  • Sistema límbico, sistema nervoso e óleos essenciais; psicoaromaterapia: definições, métodos de análise e usos: – O sistema dos 13 de Gümbel
  • Classificação segundo o grupo olfativo
  • Somatotipos e óleos essenciais
  • Óleos essenciais diretamente associados à psicossomática; OBS: Durante o curso são aplicadas dinâmicas e práticas diversas.

Carga Horária 60H

Pré-requisito: Curso Fundamentos de Aromaterapia

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Bases da Aromaterapia

Curso Básico de Aromaterapia
Curso teórico-prático sobre óleos essenciais, graxos e tratamentos

Com Arnaldo V. Carvalho*

Aromaterapia, campo de saber multidisciplinar, que abrange conhecimentos de botânica, química, farmacologia, neurociência, conhecimentos tradicionais, fisiologia humana, ecologia, entre outros. Em nosso curso, você aprenderá os principais fundamentos da técnica e poderá beneficiar sua saúde e a de todos em volta com o poder curativo das plantas aromáticas e seus óleos essenciais. Há muitos diferenciais em relação a outros cursos de aromaterapia. Leia os objetivos, conteúdos e diferenciais, e saiba mais sobre esse curso tão especial.

DATAS E HORÁRIOS: 1 e 14 de maio, de 9 às 18H

OBJETIVOS: Trazer as bases fundamentais na compreensão e perfeita utilização de óleos essenciais, ácidos graxos e demais matérias-primas e técnicas da aromaterapia; Fornecer ao aluno um panorama detalhado do mercado e das técnicas associadas; Permitir que o aluno possa produzir com qualidade e segurança produtos de aromaterapia para utilização pessoal ou profissional; Conhecer os principais óleos essenciais e óleos gordos utilizados no mercado europeu e mundial para a prática de aromaterapia, inclusive com sua descrição geral e propriedades terapêuticas.

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• Bases de Aromaterapia
• Aspectos históricos e panorama mercadológico atual;
• Noções botânicas e farmacológicas;
• Generalidades sobre óleos essenciais e óleos carreadores:
– Formas de extração de óleos
– Características fisico-químicas
– Óleo essencial x essência
– Óleo carreador não refinado x refinado
– Propriedades terapêuticas gerais
• Veículos empregados em aromaterapia;
• Formas de administração terapeutica de óleos;
• Descrição e propriedades específicas de cada um dos óleos estudados no curso (cerca de 50 tipos)
• Lei das sinergias;
• Taxas de Evaporação;
• Contra-indicações;
• Formulações básicas;

OBS: Durante o curso são aplicadas dinâmicas e práticas diversas.

ALGUNS DIFERENCIAIS:

Práticas variadas durante o curso; O aluno leva os produtos que confecciona; O professor não está comprometido com nenhuma empresa de aromaterapia, e assim tem liberdade de indicar diversas linhas; O professor tem formação em naturopatia e estuda a aromaterapia desde 1993; Conhecerá o desenvolvimento da Aromaterapia Profunda, onde se pode enxergar a aromaterapia de maneira sustentável, transpessoal e ligada a uma rede de cuidados com a saúde muito especial.

Inclui rica apostila e óleos essenciais e carreadores que serão usados em experiências na confecção artesanal de produtos (o material confeccionado fica com o aluno).

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Canela, a rainha dos Aldeídos

CANELA – Colesterol, Diabetes, Plaquetas, Anti-fungica, etc.


Canela,  pauzinho cheiroso presente em diversas receitas culinárias é a casca de uma poderosa planta medicinal, graças as substâncias concentradas em seu óleo essencial.

Ação anticoagulante

O cinamaldeído (também denominado aldeído cinâmico) é o principal ativo do óleo essencial presente na Canela. Tem sido amplamente estudado pelos seus efeitos sobre as plaquetas do sangue.

As plaquetas são componentes do sangue que se destinam a aglomerar-se em situação de emergência (como lesões corporais), como uma forma de parar o sangramento, mas em circunstâncias normais, no caso de se aglomerarem demasiado, podem provocar um fluxo sanguíneo insuficiente.

O cinamaldeído do O. E. de canela ajuda a prevenir a aglutinação excessiva das plaquetas. (Isto sucede através da inibição da libertação de um ácido graxo inflamatório, denominado ácido araquidonico, das membranas das plaquetas e através da redução da formação de uma molécula inflamatória mensageira, o tromboxano A2). A capacidade da canela para reduzir a libertação de ácido araquidonico das membranas celulares também a coloca na categoria dos alimentos antiinflamatórios que podem ajudar na redução da inflamação.

Actividade antimicrobiana

Os óleos essenciais da canela também são classificados como antimicrobianos e a canela tem sido estudada pela capacidade de ajudar a impedir o crescimento de bactérias e fungos, incluindo a problemática levedura candida. Em testes de laboratório, os extratos de canela suspenderam muitas vezes (embora nem sempre) o desenvolvimento de leveduras resistentes ao uso de fluconazol, um medicamento antifúngico frequentemente usado.

As propriedades antimicrobianas da canela são tão eficazes que pesquisas recentes demonstraram que esta especiaria pode ser utilizada como uma alternativa aos conservantes de alimentos tradicionais. Num estudo, a adição de apenas algumas gotas de óleo essencial de canela a 100 ml de caldo de cenoura, posteriormente refrigerado, inibiu o crescimento de bacillus cereus, um agente patogénico de origem alimentar, durante pelo menos 60 dias. Quando o caldo era refrigerado sem a adição de óleo de canela, o bacillus cereus patogénico desenvolveu-se apesar da temperatura fria. Além disso, os pesquisadores observaram que a adição de canela não só agiu como um conservante eficaz, mas melhorou também o sabor do caldo.

Controle dos níveis de açúcar no sangue

Temperar com canela um alimento que tenha um teor elevado de hidratos de carbono pode ajudar a diminuir o seu impacto sobre os níveis de açúcar no sangue. A canela abranda a velocidade a que o estômago fica vazio após as refeições, reduzindo o aumento do açúcar no sangue após a ingestão.

Os investigadores mediram a velocidade a que o estômago de 14 pessoas saudáveis ficava vazio após terem ingerido 300 gramas (1,2 xícaras) de pudim de arroz simples ou temperado com 6 gramas (1,2 colheres de chá) de canela. A adição de canela ao pudim de arroz reduziu a velocidade de esvaziamento gástrico de 37% para 34,5% e atenuou significativamente o aumento dos níveis de açúcar no sangue após a refeição.

A canela também pode ajudar de forma significativa pessoas com diabetes do tipo 2 a melhorar a sua capacidade de resposta à insulina, normalizando assim os seus níveis de açúcar no sangue. Quer os estudos em tubos de ensaio, quer os estudos em animais demonstraram que os compostos da canela não só estimulam os receptores da insulina, mas também inibem uma enzima que os desactiva, aumentando assim significativamente a capacidade de as células utilizarem a glicose.

O aroma da canela estimula a função cerebral

Consumir canela melhora a capacidade do organismo de utilizar o açúcar do sangue e sentir simplesmente o seu aroma maravilhoso aumenta a actividade do cérebro!

Descobriu-se que mascar chicletes com aroma de canela ou simplesmente cheirar canela impulsionava o processamento cognitivo dos participantes do estudo.

O cálcio e as fibras melhoram a saúde do cólon e protegem contra doenças cardíacas.

Além dos seus óleos essenciais característicos, a canela é uma excelente fonte de manganês e uma fonte rica em fibra alimentar, ferro e cálcio. A combinação de cálcio e fibra é importante e pode ajudar a prevenir diversas doenças. O cálcio e as fibras podem ligar-se aos sais biliares e ajudar a removê-los do organismo. Ao eliminar a bílis, a fibra ajuda a prevenir os danos que determinados sais biliares podem causar às células do cólon, reduzindo assim o risco de cancro do cólon. Além disso, quando a bílis é removida pela fibra, o organismo tem de neutralizar o colesterol a fim de produzir mais bílis. Este processo pode ajudar a reduzir os níveis de colesterol elevados, o que pode ser útil na prevenção da aterosclerose e da doença cardíaca. Para portadores da síndrome do intestino irritável, a fibra da canela também pode proporcionar alívio durante a prisão de ventre ou a diarreia.

Funchal, 18 de Setembro de 2010

FONTE: http://plantascurandeiras.blogspot.com/2010/09/canela-colesterol-diabetes-plaquetas.html

AUTOR:

REVISÃO: Arnaldo V. Carvalho

então, virando aquele rua de esquina é  a vereador duque estrada.
*o endereço certo é :
*Rua Dom Luiz Lasagna (!!!), 151 casa
Arnaldo – Arnie – PET diz (16:23):
*entra-se na duque estrada, vira a 2 esquerda (rua antonio fernandes), vira a 2 a esquerda novamente.
Arnaldo – Arnie – PET diz (16:26):
*achei o cel
Nivia diz (16:26):
*vou anotar
Arnaldo – Arnie – PET disse (16:32):
*minha mãe está querendo internar vovó
Arnaldo – Arnie – PET disse (16:33):
*ela não comeu absolutamente nada hoje.

Espaço Flor do Cerrado ganha espaço com produção de óleos essenciais

O Espaço Flor do Cerrado, que desenvolve diversas atividades terapêuticas em Cuiabá, vêm se destacando agora também por sua nova produção de óleos essenciais. O espaço, dirigido pela família Belai, é localizado em uma grande chácara no Parque Nova Esperança, em Cuiabá.

Ali, dedicam-se a agricultura familiar, com foco em plantas medicinais há duas décadas. O local, antes de solo empobrecido e de serventia apenas ara pasto, foi ao longo dos anos recuperado, e está repleto de plantas autóctones, beneficiando o meio ambiente e inclusive a fauna brasileira. concomitante a esse processo de recuperação, as plantas medicinais ocuparam parte do terreno destinada a produção. Agora, a Flor do Cerrado alça novos vôos.

Começam a extrair óleos essenciais de plantas do próprio terreno, um grande avanço, posto que os óleos e seu valor comercial viabilizam a preservação de material colhido, concentrando-os e mantendo suas propriedades.

Sobre isso, falou Helena Belai na comemoração dos 46 anos da Empaer – Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural – , na último dia 14 de setembro.

Ela explicou sobre o óleo de eucalipto citriodora, reconhecido como desinfetante e bactericida e que pode ainda ser útil em tratamentos de doenças como a pneumonia. Hoje os Belai extraem óleo de cinco ervas e aguardam a análise que será realizada pelo laboratório da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), verificando os ativos e seus teores dos novos produtos.

A comemoração, em meio a 2ª Feira da Agricultura Familiar, com produtores rurais expondo e comercializando seus produtos, teve também a exposição dos novos empreendimentos do Flor do Cerrado, incluindo plantas medicinais e os novos óleos essenciais extraídos de forma artesanal.

FONTE: AROMATERAPIA & AROMATOLOGIA – BY PORTAL VERDE

Importância biológica dos óleos essenciais

Importância biológica dos óleos essenciais

Muitas espécies vegetais liberam diversas misturas de compostos voláteis pertencentes ao metabolismo secundário presentes em folhas, flores e frutos para a atmosfera. Estes compostos voláteis, são constituídos principalmente de terpenóides, fenilpropanóides e derivados de ácidos graxos, e representam cerca de 1% dos metabólitos secundários conhecidos de plantas (Dudareva, et al., 2004).

Estes compostos voláteis de baixo peso molecular pertencem a diferentes grupos funcionais (hidrocarbonetos, álcoois, aldeídos, cetonas, éteres e ésteres) e desempenham um papel vital no ciclo de vida das plantas proporcionando uma maneira para que as plantas interajam com o ambiente ao seu redor. Emitindo compostos voláteis de flores e frutos (aromas e sabores), as plantas produzem pistas químicas para animais, polinizadores e disseminadores de sementes, garantindo assim a reprodução das plantas e o sucesso evolutivo (Reinhard et al., 2004; Pichersky e Gershenzon, 2002).

Os compostos voláteis emitidos a partir de tecidos vegetativos, como parte do sistema de defesa da planta, pode diretamente repelir microrganismos e animais ou atrair predadores naturais que atacam os herbívoros, protegendo indiretamente a planta através de interações tritróficas. Ao liberar voláteis de sinalização, uma planta pode reduzir o número de herbívoros em mais de 90% (Kessler e Baldwin, 2001) e também alertar plantas adjacentes sobre o ataque de patógenos (Engelberth et al., 2004). Voláteis emitidos pelas raízes podem contribuir para sistema de defesa abaixo da superfície, os voláteis emitidos podem agir como anti-microbianos e produzir substâncias contra herbívoros ou apresentar atividades alelopática que aumentem a competitividade no ambiente (Steeghs et al., 2004; Chen et al., 2004).

A maior parte das espécies que produzem óleos essenciais são angiospermas eudicotiledôneas, principalmente pertencentes às famílias Asteraceae, Laminaceae, Lauraceae, Myrtaceae, Rutaceae, Myristicaceae e Apiaceae (Alonso, 1998; Lavabre, 1997; Simões e Spitzer, 2004). Os óleos essenciais podem ocorrer em estruturas especializadas, como células parenquimáticas diferenciadas (Lauraceae, Myrtaceae, Piperaceae, Poaceae), em tricomas glandulares (Lamiaceae) ou canais oleíferos (Apiaceae e Asteraceae). Podem também ser estocados em certos órgãos como flores (como na rosa), folhas (louro, melissa e eucalipto), cascas do caule (canela), madeira (pau-rosa), rizomas (gengibre), frutos (anis-estrelado) ou sementes (noz-moscada). Sua função envolve sinais de comunicação química no reino vegetal e atuam como armas de defesa química contra o reino animal.

Na natureza, óleos essenciais desempenham um papel importante na proteção das plantas como agentes antibacterianos, antivirais, antifúngicos, inseticidas e também contra herbívoros, reduzindo seu apetite para tais plantas (Bakkali et al., 2008).

FONTE: http://www.curaplantas.com.br/artigo%20oleosessenciais.html

Presidente do Conselho Federal de Farmácia questiona Drauzio Varella. Médico responde.

Esse é o terceiro post sobre a posição de Drauzio Varella frente aos fitoterápicos. A discussão sairá da Revista Época e deverá seguir em ambiente isento, no site Tudo Sobre Plantas. Acompanhe aqui.

FONTE: Conselho Federal de Farmácia

Presidente do CFF questiona Drauzio Varella. Médico responde

Data: 19/08/2010

O Presidente do Conselho Federal de Farmácia, Jaldo de Souza Santos, enviou, hoje (19.08.10), uma carta ao médico Drauzio Varella, questionando-o sobre suas opiniões acerca de plantas medicinais e fitoterápicos manifestadas em entrevistas que concedeu à revista “Época”. O Dr. Drauzio Varella estrea, nesta domingo, um quadro no programa “Fantástico”, da “Rede Globo”, abordando plantas e fitos. Varella respondeu, no fim da tarde, a carta de Souza Santos. Ele diz condenar “a falta de estudos clínicos” relacionados a esses produtos. Veja a carta do Presidente do CFF a Drauzio Varella e a resposta do médico.

CARTA DO PRESIDENTE DO CFF, JALDO DE SOUZA SANTOS, AO MÉDICO DRAUZIO VARELLA
Brasília, 19 de agosto de 2010.
Dr. Drauzio Varella,

Tomamos conhecimento, com preocupação, sobre a sua opinião sobre plantas medicinais e fitoterápicos manifestada em matérias publicadas na revista “Época”. Plantas e fitoterápicos são, sim, objetos de estudos técnicos e científicos, inclusive por farmacêuticos. Neste sentido, temos a enorme satisfação de informar-lhe que o Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio de uma Comissão integrada por excelências em plantas, fitos e suas respectivas terapêuticas, vem estudando os mecanismos de ação, efeitos, reações adversas, interações entre os mesmos, alimentos e medicamentos alopáticos. As conclusões apontam para a eficácia do tratamento à base desses produtos.

De sorte que achamos precipitada a sua opinião, ao afirmar que a indicação de plantas e fitos para o tratamento de doenças é um erro, inclusive do Ministério da Saúde. Diante disso, solicito-lhe que repense as suas posições, para que o “Fantástico”, da “Rede Globo”, no qual o senhor fará uma série sobre o tema, não seja um programa que, além de deseducar, venha criar uma opinião negativa acerca das plantas e fitoterápicos, estudados e consagrados, sim, pela população, estudiosos, como farmacêuticos especialistas, além de outros profissionais da saúde, ainda que contrariando certos interesse econômicos.

Enviamos-lhe matérias publicadas em nossa revista, a “`Pharmacia Brasileira”, e, também, a “Carta de Porto Alegre”, as quais abordam o tema.

Atenciosamente,

Jaldo de Souza Santos,
Presidente do Conselho Federal de Farmácia.

Clique nos links e veja matérias publicadas na revista “Pharmacia Brasileira” e a “Carta de Porto Alegre”, que abordam o tema plantas medicinais e fitos.

Novos fitoterápicos na rede pública

Professor Matos

Carta de Porto Alegre

CARTA-RESPOSTA DO MÉDICO DRAUZIO VARELLA AO PRESIDENTE DO CFF, JALDO DE SOUZA SANTOS

Caro professor Jaldo de Souza Santos:

Peço que o senhor não se preocupe com o conteúdo da série que faremos na TV. Minhas ideias sobre esse tema não são ” precipitadas”.
Desde 1995 coordeno um projeto de pesquisa de atividade antineoplásica e antibacteriana em plantas da região do rio Negro, com apoio da Fapesp. Nossa extratoteca contém cerca de 2200 extratos, dos quais alguns mostraram intensa atividade antitumoral ou antibacteriana.

Esses resultados têm sido apresentados em congressos e publicados em revistas especializadas nacionais e internacionais. Só uma pessoa desquilibrada faria uma série na TV para vilipendiar um campo de pesquisa ao qual tem dedicado 15 anos de atividade.

Em nenhum momento afirmei que não existem pesquisas com produtos naturais no Brasil. Seria negar a existência do projeto que coordeno e desprezar o trabalho realizado pelos jovens cientistas que a ele se dedicam em tempo integral, além de desqualificar as pesquisas realizadas nos laboratórios do país inteiro. O que condeno é a falta de estudos clínicos dignos desse nome. O senhor sabe melhor do que eu que a atividade encontrada num sistema experimental nem sempre se confirma na clínica.

Se eu tratasse meus pacientes com câncer com os extratos que mostraram atividade contra linhagens de células malignas em nosso laboratório, seria considerado criminoso. Por que essa regra não vale para os que receitam produtos que não passaram pelos estudos de toxicidade e as avaliações clínicas exigidas para os medicamentos convencionais?

Está certo receitar extrato de alcachofra para “dores abdominais causadas por problemas hepáticos e das vias biliares” como está na lista do Ministério? Ou xarope de guaco para problemas respiratórios sem ter ideia do diagnóstico? Em que revista de impacto foi publicado o estudo que comprova a eficácia da babosa ou da graviola no tratamento do câncer?

Em minha opinião, professor, enquanto admitirmos nesse empirismo irresponsável a Fitoterapia jamais será levada a sério no Brasil. A incrível diversidade de plantas em nossas florestas poderá ter muitas utilidades, mas entre elas não estará o uso medicinal.

Estou certo de que um Conselho respeitado como o Federal de Farmácia também não compactua com a divulgação das crendices sobre o poder de cura das plantas que se espalham pelo país, algumas da quais com a chancela de órgãos oficiais.

Ao contrário do que o senhor entendeu, para mim a Fitoterapia é um dos caminhos mais promissores para obtermos medicamentos eficazes e mais baratos do que os atuais. Talvez seja esse o futuro de uma indústria farmacêutica verdadeiramente nacional.

Para encerrar, professor, convido-o a fazer uma busca no Pubmed à procura de estudos clínicos de fase III envolvendo fitoterápicos.

Atenciosamente
Drauzio Varella

Drauzio Varella e a Fitoterapia no Brasil

Dráuzio Varella e a Fitoterapia no Brasil

Prof. Douglas Carrara

Sou antropólogo e pesquisador de medicina popular e fitoterapia há vários anos no Brasil. Imaginem a surpresa e a indignação ao ler a matéria na revista Época de Agosto/2010 sobre a prática da fitoterapia no serviço público no Brasil. No entanto é necessário agradecer ao Dr. Dráuzio Varella pela iniciativa. Agora temos um representante da indústria farmacêutica com quem dialogar. Sinal dos tempos! A fitoterapia e o projeto Farmácias Vivas já começam a incomodar e a causar prejuízos à indústria farmacêutica …

Analisando os países mais avançados do mundo e que utilizam em grande escala os medicamentos produzidos pela indústria farmacêutica, verificamos que os resultados obtidos pela medicina considerada científica são pífios. Os Estados Unidos possuem os índices de câncer de mama e de próstata mais elevados do mundo. Em 1993 haviam nos EUA, 8 milhões de diabéticos, uma das mais altas do mundo. Com relação às doenças cardio-vasculares também os americanos são campeões.  Nesse país onde se utiliza a “medicina de rico”, no entender esclarecido do Dr. Dráuzio Varella, os pacientes são tratados com medicamentos de última geração e equipamentos modernos de alto custo. Investe-se muito em medicina e quase nada em saúde da população.

Por outro lado, nos países onde se pratica a “medicina de pobre”, para citar novamente o ilustre médico Dr. Dráuzio Varella, os índices de doenças degenerativas, tais como, cânceres, doenças cardio-vasculares, diabetes, são baixíssimos. Nos EUA, ocorrem 120 casos de câncer de mama por 100.000 habitantes, enquanto na China apenas 20.

Inclusive as imigrantes  chinesas que vivem nos Estados Unidos, acabam atingindo os índices absurdos e epidêmicos da população americana. Em São Francisco, a cada ano surgem 160 casos de câncer de mama por 100.000 habitantes que migraram da cidade de Xangai, na China, enquanto, na mesma faixa etária, as que permaneceram, apenas 40 casos surgiram da mesma doença.

Portanto a medicina avançada dos países do primeiro mundo não colabora em nada para promover a saúde de seus habitantes. Por que então importarmos a mesma medicina que não se preocupa com a promoção da saúde e que parece considerar a doença um negócio melhor do que a saúde?

O que diferencia as populações dos países asiáticos é a prática de terapêuticas de origem milenar: fitoterapia, acupuntura, shiatsu, assim como os medicamentos alopáticos, sempre que necessário.

Portanto, Dr. Dráuzio Varella, que modelo de medicina devemos escolher e utilizar no tratamento das doenças da população brasileira de baixa renda? O modelo americano ou o asiático? Como confiamos na sua boa formação matemática e que as estatísticas epidemiológicas não são mentirosas, o melhor caminho para o Brasil forçosamente terá que ser o modelo asiático.

Mesmo sabendo que todos os profissionais da saúde, pesquisadores, fitoquímicos, fitofarmacologistas, etnobotânicos, farmacêuticos, fitoterapeutas e antropólogos da saúde são ignorantes, segundo a douta opinião do Dr. Dráuzio Varella, acreditamos que um dia vamos conseguir atingir os índices baixos de morbidade obtidos atualmente pelos países asiáticos.

Para melhorar o nível de nossos profissionais, pesquisadores da área de plantas medicinais, basta que o próprio governo aumente as verbas para pesquisa com plantas medicinais, que há séculos vem sendo utilizadas sem nenhum apoio do governo no tratamento de seus problemas de saúde pela população pobre, sem recursos, que conta apenas com a experiência de seus ancestrais para tratar de suas doenças. Esta é a realidade da nossa população humilde de interior, cujos serviços de saúde, todos sabemos, são precários e péssimos.

Imagine o Dr. Dráuzio Varella, se a população simples do interior não possuísse nenhum conhecimento da ação das plantas medicinais. Se toda vez que alguém adoecesse tivesse que procurar o serviço de saúde de seu município. Imagine o caos que seria. Em primeiro lugar, porque a maioria dos médicos está concentrada nas capitais dos estados. Em segundo lugar, porque na medida em que nos afastamos dos grandes centros, os recursos na área da saúde diminuem. E por isso faltam medicamentos, faltam leitos de hospital, faltam médicos e enfermeiros. Ainda assim os poucos profissionais que existem no interior foram mal formados na faculdade. As faculdades atualmente se preocupam em formar médicos especialistas em  monitoramento de UTI’s. Enfim são formados para exercer a “medicina de rico”. São pouquíssimos os médicos clínicos disponíveis capacitados para receitar fitoterápicos, mesmo porque não se estuda fitoterapia nas faculdades de medicina no Brasil! E muito menos dispomos de faculdade de fitoterapia, tais como, as que existem na Inglaterra, na França, na Índia, na China.

Não estranhamos, portanto que o Dr. Dráuzio Varella, tenha encontrado muita ignorância nos projetos de Farmácias Vivas estabelecidos em diversas regiões do país. Há, na verdade, uma carência muito grande pesquisas na área de plantas medicinais no Brasil. Por outro lado, a ignorância encontrada pelo ilustre médico  não é decorrente do descaso ou por falta de amor pelo paciente. Além de não ter recebido nenhuma informação, e, muito menos formação, na faculdade onde estudou, o médico que atua nos atendimentos fitoterápicos não dispõe de nenhum apoio logístico. Para praticar a fitoterapia as informações são escassas e mesmo as pesquisas que a Universidade brasileira promove, que o Dr. Drázio Varella, se referiu com tanto desprezo, dificilmente chegam ao seu conhecimento.

Portanto tudo o que o douto Dráuzio Varella considera idiotices são deficiências que ocorrem em um país que até hoje escolheu o modelo da “medicina rica” que promove a doença e não investe na saúde da população. Ao acusar um médico que receita fitoterápicos de idiota, porque não conhece farmacologia, teria que acusar também os demais médicos brasileiros que também não conhecem, porque todos sabemos que a farmacologia moderna é uma caixa preta, cujo conhecimento é de domínio exclusivo dos grandes laboratórios. Para o médico chega apenas a bula dos medicamentos…

Mas agora sabemos que o único cidadão brasileiro que não é idiota e que sabe farmacologia em profundidade é o Dr. Dráuzio Varella, porque provavelmente recebeu informações confidenciais dos grandes laboratórios e pode falar com conhecimento de causa. Como percebeu a deficiência na formação dos médicos que entrevistou, vai agora colaborar e esclarecer e orientar os idiotas, profissionais de saúde, que atuam nos projetos de Farmácias Vivas, idealizado pelo provavelmente também idiota, Dr. Francisco José de Abreu Matos, farmacêutico químico e professor da Universidade Federal do Ceará, infelizmente falecido em 2008. Se estivesse vivo com certeza explicaria as dificuldades para desenvolver e implantar o projeto de Farmácias Vivas no Ceará, com uma experiência profissional de 50 anos.

Sabemos que, segundo o Aurélio, idiota é um indivíduo pouco inteligente, estúpido, ignorante, imbecil e em alguns casos, até mesmo, uma categoria psiquiátrica, a idiotia. Portanto não consideramos correto e muito menos ético, considerar idiotas inúmeros profissionais da área da saúde,  que atuam nos projetos de Farmácias Vivas no Brasil. As deficiências por ventura encontradas pelo ilustre médico deveriam, com certeza, ser avaliadas, mas evidentemente com o respeito que qualquer indivíduo merece, independente de sua formação intelectual.

Quanto à experimentação dos fitoterápicos, a que o Dr. Drázio Varella se referiu, gostaríamos de questionar porque inúmeros medicamentos alopáticos são proibidos e retirados do mercado, após causar inúmeros danos aos pacientes. Por acaso a talidomida que gerou inúmeras crianças defeituosas no mundo inteiro foi submetida a experimentação científica antes de ser colocada á venda no mercado? Quantos aditivos e demais produtos químicos são colocados no mercado, expondo seres humanos e seres vivos aos seus efeitos cancerígenos que somente são percebidos depois que contaminaram todo o planeta. Basta lembrar dos PCB’s, os bifenilos policlorados, óleo conhecido no Brasil como ascarel, que quando foram produzidos em 1929 não se sabia nada de seus efeitos altamente nocivos para os seres vivos e para o meio ambiente. Sua fabricação foi proibida em 1976, mas os efeitos maléficos cumulativos e persistentes que atingiram toda a cadeia alimentar do planeta, não. A contaminação continua até os dias de hoje e, provavelmente o ilustre médico Dr. Dráuzio Varella também deve estar contaminado com PCB’s, o que explicaria sua atitude pouco ou nada cortês com demais indivíduos de sua espécie. Este é apenas um trágico exemplo, mas existem mais de 800 aditivos químicos ainda não estudados utilizados na fabricação de alimentos. São proibidos apenas quando, após experiências com animais, se descobre que são cancerígenos. Nesse caso, as cobaias não foram os pobres camondongos, foram os seres humanos que, sem  serem consultados, foram submetidos à experimentação.

Também consideramos necessário experimentar previamente as plantas medicinais. Os ensaios toxicológicos são evidentemente necessários, inclusive para estabelecer uma posologia adequada para um possível atendimento fitoterápico. Por outro lado, a etnobotãnica e a antropologia da saúde fornecem uma contribuição muito importante para a ciência ao estudar o conhecimento de raizeiros e pajés indígenas que conhecem os efeitos de cada planta a partir da experiência recebida de seus ancestrais e da utilização da planta por si mesmo. Podemos dispor desse modo de uma informação preciosa a respeito de plantas potencialmente tóxicas e perigosas. Na verdade tudo o que sabemos de cada planta considerada medicinal, tem origem na medicina popular, indígena, ou através dos conhecimentos trazidos pelas etnias africanas introduzidas no Brasil como escravos desde o início do processo de conquista e colonização do Brasil.

Na verdade todas as plantas medicinais estudadas pela Universidade no Brasil são oriundas da medicina popular. Não existe nenhuma planta medicinal cujo conhecimento não seja difundido entre a população.  Portanto quem decide o que estudar em termos de ação medicinal, são os intelectuais existentes nas comunidades simples do interior brasileiro, os raizeiros, os mateiros, as parteiras, os rezadores, os umbandistas, os curadores de cobra, etc.  São eles que informam aos etnobotânicos e antropólogos da saúde o que vale a pena estudar no reino vegetal. Se não fosse assim porque a Universidade iria formar etnobotânicos, etnofarmacologistas, especialistas em estudar o pensamento médico popular, com o objetivo de encontrar plantas, com grande potencial terapêutico. E tal fato vem acontecendo no mundo inteiro. A planta medicinal, Stevia rebaudiana foi descoberta pelos índios guarani do Paraguai e classificada pelo cientista suíço Moisés Bertoni. Pois bem, a estévia é um adoçante 300 vezes mais potente do que o açúcar de cana e não produz diabetes. Não por acaso foi proibido o seu uso nos Estados Unidos!

Assim necessitamos cada vez mais reduzir nossa ignorância aprendendo com quem sabe: os praticantes da medicina popular, porque ninguém é totalmente sábio ou totalmente ignorante. O acesso ao saber é um processo contínuo de busca e por isso para deixar de ser ignorante é necessário trilhar sempre o caminho da pesquisa e humildemente reconhecer que, mesmo quando avançamos, sabemos apenas que sabemos pouco ou quase nada.

Entretanto quando julgamos os que realmente pesquisam e buscam o conhecimento, totalmente ignorantes e idiotas, estamos reconhecendo que nada sabemos do que necessita ser conhecido.

Pelo menos o Dr. Dráuzio Varella reconheceu que o atendimento fitoterápico é profundamente diferente do atendimento alopático. O médico fitoterapeuta escuta durante muito tempo as queixas e o histórico do paciente e faz uma anamnese correta e completa. Nenhuma novidade nisso. Todo médico deve fazer isso. “O doente vai ao médico e ele nem olha na cara”, segundo Dr. Dráuzio Varella. Realmente esta é a realidade da “medicina de rico” aplicada ao pobre.  O médico de formação alopata não olha o paciente, porque não necessita individualizar o paciente, basta receitar um analgésico ou antibiótico qualquer, para despedir seu paciente. Este é o modelo que o Dr. Dráuzio Varella defende em sua entrevista. Parabéns pela inteligência do Dr. Dráuzio Varella!

Enfim, vamos aguardar a reportagem do dia 29/08/2010 na Globo, para avaliar melhor a proposta do Dr. Dráuzio Varella.

Pesquisadores da UNIFRAN iniciam busca por óleos essenciais contra cáries e outros problemas bucais

Óleos essenciais de espécies brasileiras cultiváveis com atividade contra patógenos da cavidade bucal

O biofilme dental é tido como o fator de maior importância dentro da etiologia das doenças bucais, sendo considerado o responsável pelas cáries e gengivites. A formação deste biofilme pode ser controlada através da manutenção da higiene bucal, que pode ser realizada de maneira eficiente através de métodos mecânicos (escovação).

Agentes quimioterapêuticos têm sido utilizados como coadjuvantes da remoção mecânica do biofilme dental, sendo que muitos destes agentes são obtidos de fontes naturais com atividade antimicrobiana. Dentre estas substâncias encontram-se os óleos essenciais, que são misturas complexas voláteis geralmente compostas por terpenóides (principalmente monoterpenos e diterpenos) e fenilpropanóides. Além da vantagem de serem extraídos com relativa facilidade, muitos óleos essenciais podem ser provenientes de espécies nerbáceas e arbustivas de pequeno porte, que são de propagação relativamente rápida.

Pensando em todos esses fatores e preocupados com a saúde bucal dos brasileiros, pesquisadores da UNIFRAN lançam projeto junto a Fapesp, que visa à prospecção de óleos essenciais com potencial para o desenvolvimento de novos produtos farmacêuticos destinados à manutenção da higiene bucal.

O presente projeto tem com objetivo a extração, a avaliação da atividade antimicrobiana frente a patógenos da cavidade bucal e a identificação dos constituintes químicos dos óleos essenciais de plantas brasileiras cultiváveis, com o com o foco inicial em 10 espécies: Alternanthera brasiliana (carrapichinho), Arabidaea chica (cipó-cruz), Artemisia camphorata (cânfora-de-jardim), Coreopsis lanceolata (margaridinha-amarela), Cynoglossum amabile (miosótis-da-china), Eclipta alba (erva-botão), lepidium virginianum (mentrasto), Stachytarpheta cayennensis (gervão), Senna occidentalis (fedegoso) e Tropaeolum majus (capuchinha).

Sem dúvida, mais um ponto para a pesquisa brasileira de óleos essenciais, para a saúde pública, odontologia, para a saúde preventiva, para a a fitoterapia e aromaterapia, para os brasileiros e principalmente para a humanidade!

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Capuchinha, do jardim para as mesas (trata-se de flor comestível), e agora no laboratório para ver se vira produto para a saúde bucal!